reflexões sobre a arte de fluir a vida
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ACUPUNTURA E PARAGENÉTICA
30/01/12
ACUPUNTURA E PARAGENÉTICA
NADA É POR ACASO
Se considerarmos que o movimento do universo é fundamentalmente criativo. Que não existe um lugar, ou um tempo de acontecimentos que são palco desse movimento[i]. O próprio devir da vida e a emergência da variedade dos 10.000[ii] seres como se referiam os chineses. Ou seja, toda a pluralidade explosiva de viventes entre o céu e a terra traz consigo uma informação.
A essa informação de origem celestial os antigos chineses chamaram shén[iii]. Essa qualidade luminosa do espírito estabelece uma relação com a terra e sua fertilidade através da forma e da essência da forma que os antigos chineses chamaram jing.[iv]
Dessa união, entre memória na matéria ancestral que percorre todas as esferas genéticas e filogenéticas desde a formação dos prótons e elétrons e por toda a corrente de vida que se encontra e se transforma numa enorme dança criativa e evolutiva em todas as direções.[v]
A complexidade da simplicidade faz surgir a oportunidade da manifestação no mundo material do espírito criativo celeste, essa centelha de consciência que aprende, cria e recria ao mesmo tempo.
Mas como explicar a nossa condensação temporária de energia em matéria que cria, aprende e forma e novamente repete esse ciclo na luz dos planetas como viajantes do cosmos impulsionados pelo amor, compreensão e enredado nas tessituras de todo o universo.
“Cada um sabe com que linhas cose as próprias vestes.”[vi]
Jing mai em chinês refere a essa trama que não tem fim e que tecemos todos juntos.[vii] A harmonia da forma na relação com a energia e consciência é o que define a saúde, a vitalidade e a longevidade dessa manifestação.
No oriente essas redes luminosas e de vazios férteis se co-organizam umas as outras. Entre as tantas harmonias possíveis, há algumas mais curiosas. Esses 8 meridianos de reunião do qi original chamados também de maravilhosos marcam e recortam a forma humana.[viii] Desde a mórula embriológica, desde as tramas do código genético, desde as formas tetraédricas de sustentação bioquímica nos vamos atravessados de correntes e feixes de luz-informada,
Assim, nossos corpos são nossa autoria e nossa maior criação. Não recebemos um corpo geneticamente dado, interagimos na genética e paragenética o tempo todo. Dessa interação manifestamos as ressonâncias com as oitavas musicais ao nosso redor e dessas relações mais ou menos harmônicas fazem com que possamos ampliar ou diminuir a expressão do impulso criativo que repousamos juntos no fundamento da presença, assentamos.
É a partir dessa compreensão que podemos nos aproximar das reservas das nossas energias, beber do reservatório da vida para promover um realinhamento, uma afinação do nosso instrumento pelo qual sopramos a música que criamos e somamos a nossa nota única diante e perante o caminho.
Cada célula do nosso corpo traz toda essa informação, mas na composição de uma vida mais expressiva caminhamos da unicelular ao ecológicos e a grande teia da vida.
Sistemas entre sistemas, vidas, entre vidas, escolher entre as linhas de sangue *xue que percorrem de mãe para filhos ao longo de toda a experiênciia humana é uma casualidade?[ix]
Se não, o destino, ming,[x] tampouco se define de antemão, planejamos, damos forma mas principalmente testamos e experimentamos a nossa criação. Nosso corpo é enfim, nossa maior criação, escolher o momento, ter mais ou menos lucidez das condições necessárias para manifestar um veículo que cumpra as possibilidades do espírito é mais do que uma dádiva, é um impulso amoroso e radiante.
Cada doença que brota de uma desarmonia tem em si a semente da cura. Cada canto em desafino, tem em si o caminho da nota perfeita em um aperfeiçoamento constante, diário e permanente em cada pensamento, em cada energia que chega, em cada experiência que atraímos em cada evento que co-criamos.
Muito mais fácil será sermos saudáveis quando o mundo ao nosso redor estiver saudável, por isso, os que buscam em verdade a sua saúde ou a saúde do outro, não tem outra opção senão converter cada célula, cada linha, cada direção do seu corpo em uma rama que conecta o céu e a terra.
Daí ramos celestiais, daí troncos de luz, que fazem essa união de tudo que pode o espírito ver.[xi]
A luz que te habita é sua, faz dela brilho e amor em cada célula, cuida aceita e sorria, pois tudo está sendo filmado e o expectador é você.
Dedicado ao meu amigo pesquisador da paragenética Alexandre Carloni[xii] e que como as redes do universo, a nossa amizade possa seguir em frente em formais mais aprimoradas.
NOTAS:
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[i] Desde das proposições de Darwin que passamos a compreender e nos tornar auto-conscientes do processo evolutivo, fica mais e mais claro que a criação não é um “ops” um acaso, onde do nada temos tudo, mas um contínuo desenvolvimento que se dá tanto das num impulso de cima para baixo, de formas mais complexas para as menos complexas como das formas mais simples em direção as mais complexas. Wilber relaciona esse impulso do uno ao múltiplo chamando de ágape e de éros o impulso unificador in sex, ecology, spirituality – shambala, 2000. O palco do movimento se refere à dimensão de Ser e Tempo em que não há como relacionar um lugar ou um momento para o processo criativo, é no processo criativo que emergem o tempo e um lugar.
[ii] “O Tao deu origem ao Um, o Um ao Dois; o Dois produziu o Três que gerou os Dez Mil Seres” – a referência criativa na cosmologia chinesa indica o movimento criativo do uno ao mundo manifesto passando pelo tai ji, ou divisão entre yin-yang, a relação entre os dois, no três e enfim o mundo.
[iii] Shén – tem muitos sentidos na tradição oriental, para considerações gerais chamaremos de consciência . Shén tem origem celestial e tem brilho (bai) se se expressa no brilho dos olhos e da face, mas é também o mais yang, o mais luminoso dos aspectos da substâncias vitais chinesas. (jing, xue, qi, shen).
[iv] Jing é o mais yin o mais terreno e fértil aspecto das substâncias vitais, a semente potencial do impulso criativo, Se relaciona com a fertilidade, ancestralidade, longevidade e potencial de vida impresso no veículo físico de manifestação, diretamente ligado com a genética, cuja interação com o shén que o modela e aprimora ao longo da relação estabelecendo uma possibilidade paragenética. Por exemplo um dos irmãos muito diferentes em uma família que à partir daquela mesma “carga genética” operou uma manifestação muito diferente.
[v] Aqui é importante perceber que memória e matéria, ou seja a possibilidade de guardamos as memórias ou mesmo retomarmos memórias estão intimamente legados à qualidade da veículo de manifestação, no caso o soma, assim, recebemos memórias genéticas, filogenéticas e de toda a vida antes de nós em arquétipos e imagens culturais e coletivas, mas também trazemos as memórias das vidas anteriores no shén que evolui em méritos, virtudes e se aperfeiçoa em suas séries de existências.
[vi] A imagem das cordas está presente nas teorias mais modernas da física as “supercordas” ou mesmo na palavra karma que tem sua origem no ato de tecer. Na tradição chinesa jing que também se traduz como sutra, nessa referência à tessitura universal, à trama de relações, é usado para indicar os meridianos de acupuntura (jing mai). Essa trama de energias interage com todas as outras substâncias vitais, o sangue, o sopro, a essência e a consciência criativamente. Por isso o ditado que cada um sabe com que linhas cose, indica também uma atividade autoconsciente e evolutiva na atitude de tecer as tramas da vida. Quanto mais consciente desses nós, energéticos e sutis, mas escolha, liberdade e perícia adquiriram na arte de cuidar e de viver.
[vii] O que queremos chamar atenção é que não há apenas um destino, nosso destino é grupo-kármico, se relaciona com o destino de todos ao nosso redor, por isso, cuidar de si é cuidar do outro, cuidar do mundo é cuidar de si, o vínculo entre as redes de sentidos e tecidos que nos cercam são muito difíceis de compreender com nossa atual condição consciêncial, mas quanto mais evoluímos mais claro ficam esses vínculos e correlações.
[viii] Os 8 vasos maravilhosos guardam e circulam o yuan qi que é um reservatório da circulação das energias nos 12 canais, mas também formam as circulações extra-ordinárias, tanto a circulação celestial de Du e Ren mai, quanto os demais recortes que guardam vínculos com as primeiras divisões celulares e formações embriológicas. As formas dessas relações com os pontos de abertura podem ser estudados nas obras do professor Manaka.
[ix] O processo organizacional das múltiplas vidas passa pela mistura dos “sangues” no processo de maternagem e paternidade influindo também na mistura “das linhagem”, na formação dos mestiços e hibridizações, nas condições evolutivas e adaptativas que como rios que correm na árvore da vida, genealógica, possam transportar as condições mais purificadas e testadas para uma relação consciêncial no sistema familiar. (ver mais em terapia familiar sistêmica para compreender os vínculos e para-vínculos familiares).
[x] No clássico da fitoteapia, diz que se o médico superior ajuda o paciente a encontrar o seu destino. Essa seria então a finalidade última do tratamento, coloca-lo no seu caminho (dao) coloca-lo de volta no fluir da sua energia de acordo com a relação otimizada das suas substâncias vitais com o céu e com a terra. Assim, a programação existencial e completismo existencial são os maiores sinais de saúde.
[xi] Na medicina chinesa, o tempo e a dinâmica da energia celestial são fundamentais para compreender a teoria de canais e seus respectivos tratamentos. Há correspondências tanto no céu quanto na terra, e embora pareçam apenas abstrações metafísicas. Quando efetuamos tratramentos baseados nesses ritmos do céu e da terra, percebemos o qual eficazes são. Ou mesmo quando podemos ver e sentir com nossas parapercepções essas correntes de luz que se ligam à grandes centrais de energia ordenadora da vida.
[xii] A paragenética de outros mundos mais avançados que criam seus corpos, macrossomas a partir do seu paracorpo antes de encarnar ajudado sempre por outra consciência que lhe oferece novas experiências e cuidam para que as melhores e mais proveitosas oportunidades evolutivas sejam percebidas. Também chamado de sistema de transmigração da consciência contínua ao próprio avatar.
Acupuntura em risco e o risco da acupuntura!
01/03/11
Mário Fialho é acupunturista, professor do instituto multiversidade.com, psicólogo – universidade federal fluminense (uff) e bacharel em direito – universidade do estado do rio de janeiro (uerj)
Acupuntura recentemente foi reconhecida como patrimônio da humanidade. O que isso quer dizer? Na minha intuição, isso aponta para a importância que ela tem para todos os seres humanos, a humanidade, uma riqueza, um patrimônio de todos, pertencente portanto a todos, é internacionalmente reconhecida como um DIREITO DE TODOS.
A acupuntura se baseia em princípios simples e intuitivos partilhados por muitos povos antigos e presentes em todas as artes médicas, a uma noção fundamentalmente e sustentável dos recursos da vida, a capacidade da viva de regenerar. São os próprios recursos do corpo que convocados a encontrar “os caminhos” da cura pelos pontos de acupuntura resgatam sua informação “original” de saúde.
Na medicina ocidental esta ideia está presente no seu mito de fundação. As filhas de Esculápio, Panaceia e Higeia cada uma trazia uma cura diferente, uma nos afirmava que o remédio é a cura (panaceia), e a outra de que o próprio corpo tem os recursos de regenerar (higiene). A história da medicina no ocidente sempre foi uma relação dialética entre essas duas visões.
Mas por que acupuntura está em risco se ela é preventiva e quando trata usa os próprios recursos do corpo?
Acupuntura é tão simples e barata, utiliza apenas agulhas de metal (aço reciclável) e moxa (artemísia) que você pode até plantar, recursos plenamente renováveis como a própria energia humana.
Mas temos um problema sério, a verdadeira patologia, o capitalismo. Sim é preciso lembrar que vivemos num sistema de exclusão que classes hegemônicas se apropriam até dos saberes considerados patrimônio da humanidade!
Quando a saúde se torna cara, com procedimentos que não investem na promoção da saúde mas no tratamento de doenças, que se baseia em meios e produtos fruto de recursos finitos, que não podem ser garantidos para as próximas gerações; quando cada vez mais vamos na direção de uma saúde-consumo, educação-consumo, quando lógica da saúde virou uma ilógica estatística de seguro. Teremos um futuro para a simplicidade e a facilidade de acesso da acupuntura para todos?
Assim, a acupuntura está em risco porque um dos procedimentos mais seguros e amplos de saúde que já surgiu neste planeta mas que começa a ser apontado como perigoso.
É preciso nos perguntar:
Por que um procedimento tão simples e eficaz não é disseminado como uma prática popular?
Por que chegam aos consultórios de acupuntura apenas a mesma elite que sempre teve acesso aos melhores recursos médicos e informação?
Por que insistimos em modelos de especialização e técnico-ciência nas áreas da saúde quando sabemos que o que elevou em 30 anos a expectativa de vida das pessoas foram as práticas sanitárias e preventivas de higiene?
E porque o procedimento de saúde que está entre os mais seguros entre todas as práticas é apontado como perigoso?
Efeitos colaterais da acupuntura:
Na “bula” da acupuntura diz assim, em 00,2% de chance de ocorrer qualquer incidentes.
Esses incidentes, ou efeitos colaterais são: agulha difícil de tirar, pequenos hematomas, tonteira, alteração da pressão e por fim, o mais grave, um pneumotórax.
Fica fácil assim, quando comparado com outros procedimentos, ver que são estatisticamente nulos os riscos da acupuntura e na equação risco x benefício, fica fácil entender porque tanta gente, cada vez mais, em todos os países do mundo tem buscado acupuntura.
O verdadeiro perigo:
Cuidado então com os verdadeiros riscos da má informação, dos interesses econômicos por trás desses falsos alertas, daqueles que dizem que acupuntura praticada por leigos é perigosa, que acupuntura só deve ser praticada por médicos ou por profissionais de saúde. Do ponto de vista da informação, há milhares de anos que acupuntura é praticada por leigos, pois mesmo, o mais sábio da antiguidade não se compara com o nível de informação que um estudante de ensino médio recebe sobre saúde. E no que tange ao conhecimento da medicina tradicional oriental, somos todos leigos, sejamos médicos, psicólogos ou fisioterapeutas.
Roubo
Não seria novidade, mas é preciso denunciar, que isso seria mais um ROUBO do patrimônio que pertence a todos.
Visão
Por isso repetimos que precisamos de uma acupuntura popular, comunitária, acessível a todos e que todos possam aprender.
Algumas referências e dados:
O Instituto Nacional de Consenso sobre Saúde e Acupuntura (EUA).
Em 1997, o Instituto Nacional de Saúde emitiu uma declaração de consenso sobre a acupuntura, que disse, entre outras coisas:
“Uma das vantagens da acupuntura é que a incidência de efeitos adversos é substancialmente menor do que a de muitas drogas ou outros procedimentos médicos aceitos utilizados para as mesmas condições.”
“Essas condições dolorosas são frequentemente tratados com, entre outras coisas, os medicamentos anti-inflamatórios (aspirina, ibuprofeno, etc) ou com injeções de esteróides. Ambas as intervenções médicas têm um potencial para efeitos colaterais deletérios, mas ainda são largamente utilizados e são considerados aceitáveis tratamentos . As evidências que apóiam essas terapias não é melhor do que para a acupuntura.
99,8% da acupuntura é realizada sem significativos efeitos adversos; “Durante esses cinco anos, um total de 76 acupunturistas participaram do estudo, o número total de 55.291 tratamentos de acupuntura foi 64. O evento adverso mais freqüente foi a dificuldade em remover as agulhas após o tratamento, todos sem sequelas. O segundo evento adverso mais comum foi o desconforto, tontura, ou. transpiração, provavelmente devido à hipotensão transitória (diminuição da pressão arterial) associados com o tratamento de acupuntura.
Quando utilizando agulhas descartáveis e praticado por alunos que tiveram aulas sobre esses cuidados. Os resultados são de zero casos em 55.291.
ATO MÉDICO E A CAMA DE PROPRUSTO
22/08/10
É uma lástima que estejamos num momento tão dramático para a arte de cuidar no seu sentido maior em razáo da legislaçáo que define ato médico. O a lei que pretende a impossivel tarefa de definir os limaes da arte que está na cultura de cada povo, de cada regiáo, na tentativa de definir práticas exclusivas dos profissionais médicos de saúde.
A medicina na lei, disputa o espaço profissionais com as equipes muntidisciplinar com enfermerios, tecnicos de saúde, terapeutas, pscicologos, fisiogerapeutas. Todos saimos perdendo, a medicina no pais já é ruim demais pra perdemos tempo com isso. Precisamos da multiplicdade, precisamos de educaçao de sa]ude basica que posa dar discernimento ao cliente na hora de escolher o seu profissional de sa[ude. Quanto náo sao os que se formam e todos os dias vemos refens dos médicos que se forma e o resultado crescente de impericia médica ou erro médico, o que é esse elefante branco chamado erro médico, ou será um elefante vermelho?
A lei de ato médico não vai “pegar” nasce fadada ao fracasso mesmo sendo aplicada nos moldes em que vem sendo discutida. O debate maior é mesmo entre médicos e enfermeiros, que na prática dos hospitais acabam dando, vendendo e muitas vezes traficando drogas dentro dos hospitais.
No campo das doenças da alma, os chamados remédios de ultima geração são e o famoso rivotril é o remédio mais consumido no pais Imagine o trafico de remédios falsos, genéricos e ou mesmo farinha que é tomada no lugar de um remédio seguro. A diferença de preços é terrível e para os médicos sérios fica ainda mais difícil.
Médicos tem hoje salários muito ruins e trabalham em condições péssimas nos planos de saúde. Eu não consigo imagina um atendimento que custe 20-30 reais sendo realizado dignamente, com raras exceções.
As velhas leis do capital marxista, seguros saúde retiraram do seu praticante os meios de trabalho, MÉDICOS SE TORNARAM MEROS DISTRIBUIDORES DAS INDÚSTRIAS FARMACÊUTICAS.
O o que isso tem a ver com a prática da acupuntura? Em busca de uma legalização que garantisse aos fisioterapeutas com pós-graduação o exercicio da acupuntura, estamos dando um tiro no pé, nós não fisioterapeutas,, os praticantes tradicionais, que aprenderam com seus antepassados japoneses ou chineses, que tiveram formaçòes tradicionais se vêem obrigados a estudar anatomia ocidental para pratica anatomia.
A questão pode ser exemplifica com o paralelo com a biologia: assim com a biodiversidade é fundamental para a segurança ambiental, a capacidade de lidar com pragras e resistencia de uma floresta é a sua diversdide. Assim também, podemos dizer que a medicina chinesa vive com sua multiplas ramos e pequenos riachos. Mais uma vez, entetanto, cedemos a um padrão, uma verdadeira cama do “prepusto”, onde, cada um que deita, ou tem sua perna esticada, ou tem sua perna cortata, pois todos deveriam caber na sua cama.
Uma lástima que a a politica brasileira seja desinterassada de soluções baratas e nossos lobistas agem mal junto aos nossos chamados representantes.
Eu continuo, enfim, defendendo a acupuntura-arte, a que so pode se encontrada na transmissão sincera de um praticante comprometido. Ouso citar que quando o praticante está certo o mestre aparece.
Enfim, vamos seguindo, buscando consolidar a acupuntura brasileira, que há de se tornar um mix de tudo que temos de bom, nossa tradições africanas, nordestinas, indigenas e tudo mais que há nessa terra brasilis.
Qual a diferença entre medicina ocidental e oriental?
23/05/10
A primeira coisa que quero dizer é que o título desse artigo não faz o menor sentido. A melhor coisa ao tentar responder uma pergunta é entender o contexto, fazer uma análise de onde ele provém.
Nas últimas décadas, com os avanços cada vez maiores da ciência médica, a tentativa e muitas e muitas vezes ao conseguir encontrar procedimentos cada vez mais específicos para tratar sintomas, às vezes até doenças gerou uma prática médica que é simplesmente fruto de um pensamento linear.
Affe, parágrafo longo demais , que linear-mente resume-se em “para toda doença, existe uma causa”, conhecendo e eliminando a causa, acabamos com com o sintoma. Isso é medicina hoje em dia.
Matematicamente temos se x então y. (if statement). Ótimo, que seriam dos nossos bancos de dados e toda a programação se não fesse esse pensamento claro, direto, objetivo, materialista e mecanicista.
Aí então, como isso é a corrente principal, começaram a resurgir as chamadas alternativas. Tudo que não cabia e ainda não cabe dentro das práticas que obedecem a esse racioncinio linear, ficavam de fora. Entre elas, as que eu uso estão: psicoterapia, massagens, homeopatia, florais, acupuntura e fitoterpia chinesa.
O que aconteceu em seguida é que essas alternativas, como representavam uma boa fatia do mercado foram sendo incorporadas por profissionais que estariam, em tese, ligados às práticas futos de pensamentos lineares, ou seja, que procedimentos médicos fossem, testados, duplo-cegados, comparados, estatisticamente validados e tal e qual. Não passando por esse crivo, deveriam ser descartados, sem comprovação ou evidência não há ciência logo, não há medicina. Parece correto?
Mas as alternativas continuaram aí, apesar de toda a FALTA DE EVIDÊNCIA. Todos os dias pessoas de todas as culturas entrem em contato com práticas de saúde sem evidência científica e comprovam suas curas fenomenologicamente, na sua experiência.
Bem, o que eu quero dizer é muito simples.
O que difere uma medicina ortodoxa de uma medicina alternativa. Uma prática convencional de uma complementar/alternativa não é exatamente o procedimento. Mas a perspetiva.
Assim, podemos ter um acupunturista que simplesmente descartou exames de lingua e pulso porque considera que isso é muito difícil e que basta saber a doença pra saber que pontos usar. Ou seja, o racioncinio causal permanece, para doença x usa-se pontos y.
O que então diferencial uma perspectiva da outra?
A diferença é que as práticas alternativas normalmente não fazem esse racioncinio. Para uma doença tal vamos indagar sua história pessoal, seus aspéctos emocional, sua relação com a doença e a relação dos sintomas com tudo isso. Não é x causa y, mas x está em RELAÇÃO COM Y. E tratamento, neste caso é colocar as relações em harmonia.
Claro que podemos fazer um quadro comparativo de um lado colocar um médico de formação ocidental com pensamento linear, tratamentos unifomimente validados estatisticamente e materialista “contra” um médico oriental com processo de mecânica quâtica, tratamento individualizados e vitalista.
Isso sim, caro visitante, é que é a grande BURRICE.
Primeiro que não existe uma categoria oriente ocidente que se sustente, nem holístico e quantico contra mecanicista causalista. Essas categorias não servem nem ao terapeuta, nem ao cliente, nem a ninguém. Criando falsas diferenças pois conheço vários homeopatas, cuja prática tem por princípio modelos vitalistas que medica como se estivesse recomendando um remédio qualquer. Trata os sintomas e a doença sem incluir o sujeito como um todo.
Não a acupuntura, homeopatia, florais ou o que for que é em si a garantia de que vamos encontrar uma abordagem, uma perspectiva mais inclusiva.
Como tem gente que quer somente a fórmula pra tratar, o “doril” o alívio rápido pra sua dor ou do seu cliente. Sem ter o tempo, a calma de entender o sentido daquele que chega até sua clínica.
Qual a diferença entre medicina oriental e ocidental?
Nenhuma, precisamos saber as duas se quisermos ser terapeutas mais integrados e não é o instrumento certo que faz a ação correta, mas o instrumento certo nas mãos corretas que determinam uma ação correta. Acupuntura pode ser reduzida uma ciência, pra outros é uma arte, para nós deveria ser sempre uma ciencia-arte de nos colocar em harmonia com tudo e tratar nossas dores.
Assim, na hora de escolher um terapeuta e ele começar a falar mal do outro. Contra os alternativos, contra “eles” os médicos. Contra os remédios, contra isso e aquilo. Siga adiante na sua procura…
Precisamos de terapeutas que tenham consciliados seus hemisférios cerebrais, que fiquem em paz com a lógica de nossa programação existencial e com a arte do instante que nunca mais voltará.
Como esse…
Um texto assim, em busca de equilíbrio distante.





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