reflexões sobre a arte de fluir a vida
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ACUPUNTURA E PARAGENÉTICA
30/01/12
ACUPUNTURA E PARAGENÉTICA
NADA É POR ACASO
Se considerarmos que o movimento do universo é fundamentalmente criativo. Que não existe um lugar, ou um tempo de acontecimentos que são palco desse movimento[i]. O próprio devir da vida e a emergência da variedade dos 10.000[ii] seres como se referiam os chineses. Ou seja, toda a pluralidade explosiva de viventes entre o céu e a terra traz consigo uma informação.
A essa informação de origem celestial os antigos chineses chamaram shén[iii]. Essa qualidade luminosa do espírito estabelece uma relação com a terra e sua fertilidade através da forma e da essência da forma que os antigos chineses chamaram jing.[iv]
Dessa união, entre memória na matéria ancestral que percorre todas as esferas genéticas e filogenéticas desde a formação dos prótons e elétrons e por toda a corrente de vida que se encontra e se transforma numa enorme dança criativa e evolutiva em todas as direções.[v]
A complexidade da simplicidade faz surgir a oportunidade da manifestação no mundo material do espírito criativo celeste, essa centelha de consciência que aprende, cria e recria ao mesmo tempo.
Mas como explicar a nossa condensação temporária de energia em matéria que cria, aprende e forma e novamente repete esse ciclo na luz dos planetas como viajantes do cosmos impulsionados pelo amor, compreensão e enredado nas tessituras de todo o universo.
“Cada um sabe com que linhas cose as próprias vestes.”[vi]
Jing mai em chinês refere a essa trama que não tem fim e que tecemos todos juntos.[vii] A harmonia da forma na relação com a energia e consciência é o que define a saúde, a vitalidade e a longevidade dessa manifestação.
No oriente essas redes luminosas e de vazios férteis se co-organizam umas as outras. Entre as tantas harmonias possíveis, há algumas mais curiosas. Esses 8 meridianos de reunião do qi original chamados também de maravilhosos marcam e recortam a forma humana.[viii] Desde a mórula embriológica, desde as tramas do código genético, desde as formas tetraédricas de sustentação bioquímica nos vamos atravessados de correntes e feixes de luz-informada,
Assim, nossos corpos são nossa autoria e nossa maior criação. Não recebemos um corpo geneticamente dado, interagimos na genética e paragenética o tempo todo. Dessa interação manifestamos as ressonâncias com as oitavas musicais ao nosso redor e dessas relações mais ou menos harmônicas fazem com que possamos ampliar ou diminuir a expressão do impulso criativo que repousamos juntos no fundamento da presença, assentamos.
É a partir dessa compreensão que podemos nos aproximar das reservas das nossas energias, beber do reservatório da vida para promover um realinhamento, uma afinação do nosso instrumento pelo qual sopramos a música que criamos e somamos a nossa nota única diante e perante o caminho.
Cada célula do nosso corpo traz toda essa informação, mas na composição de uma vida mais expressiva caminhamos da unicelular ao ecológicos e a grande teia da vida.
Sistemas entre sistemas, vidas, entre vidas, escolher entre as linhas de sangue *xue que percorrem de mãe para filhos ao longo de toda a experiênciia humana é uma casualidade?[ix]
Se não, o destino, ming,[x] tampouco se define de antemão, planejamos, damos forma mas principalmente testamos e experimentamos a nossa criação. Nosso corpo é enfim, nossa maior criação, escolher o momento, ter mais ou menos lucidez das condições necessárias para manifestar um veículo que cumpra as possibilidades do espírito é mais do que uma dádiva, é um impulso amoroso e radiante.
Cada doença que brota de uma desarmonia tem em si a semente da cura. Cada canto em desafino, tem em si o caminho da nota perfeita em um aperfeiçoamento constante, diário e permanente em cada pensamento, em cada energia que chega, em cada experiência que atraímos em cada evento que co-criamos.
Muito mais fácil será sermos saudáveis quando o mundo ao nosso redor estiver saudável, por isso, os que buscam em verdade a sua saúde ou a saúde do outro, não tem outra opção senão converter cada célula, cada linha, cada direção do seu corpo em uma rama que conecta o céu e a terra.
Daí ramos celestiais, daí troncos de luz, que fazem essa união de tudo que pode o espírito ver.[xi]
A luz que te habita é sua, faz dela brilho e amor em cada célula, cuida aceita e sorria, pois tudo está sendo filmado e o expectador é você.
Dedicado ao meu amigo pesquisador da paragenética Alexandre Carloni[xii] e que como as redes do universo, a nossa amizade possa seguir em frente em formais mais aprimoradas.
NOTAS:
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[i] Desde das proposições de Darwin que passamos a compreender e nos tornar auto-conscientes do processo evolutivo, fica mais e mais claro que a criação não é um “ops” um acaso, onde do nada temos tudo, mas um contínuo desenvolvimento que se dá tanto das num impulso de cima para baixo, de formas mais complexas para as menos complexas como das formas mais simples em direção as mais complexas. Wilber relaciona esse impulso do uno ao múltiplo chamando de ágape e de éros o impulso unificador in sex, ecology, spirituality – shambala, 2000. O palco do movimento se refere à dimensão de Ser e Tempo em que não há como relacionar um lugar ou um momento para o processo criativo, é no processo criativo que emergem o tempo e um lugar.
[ii] “O Tao deu origem ao Um, o Um ao Dois; o Dois produziu o Três que gerou os Dez Mil Seres” – a referência criativa na cosmologia chinesa indica o movimento criativo do uno ao mundo manifesto passando pelo tai ji, ou divisão entre yin-yang, a relação entre os dois, no três e enfim o mundo.
[iii] Shén – tem muitos sentidos na tradição oriental, para considerações gerais chamaremos de consciência . Shén tem origem celestial e tem brilho (bai) se se expressa no brilho dos olhos e da face, mas é também o mais yang, o mais luminoso dos aspectos da substâncias vitais chinesas. (jing, xue, qi, shen).
[iv] Jing é o mais yin o mais terreno e fértil aspecto das substâncias vitais, a semente potencial do impulso criativo, Se relaciona com a fertilidade, ancestralidade, longevidade e potencial de vida impresso no veículo físico de manifestação, diretamente ligado com a genética, cuja interação com o shén que o modela e aprimora ao longo da relação estabelecendo uma possibilidade paragenética. Por exemplo um dos irmãos muito diferentes em uma família que à partir daquela mesma “carga genética” operou uma manifestação muito diferente.
[v] Aqui é importante perceber que memória e matéria, ou seja a possibilidade de guardamos as memórias ou mesmo retomarmos memórias estão intimamente legados à qualidade da veículo de manifestação, no caso o soma, assim, recebemos memórias genéticas, filogenéticas e de toda a vida antes de nós em arquétipos e imagens culturais e coletivas, mas também trazemos as memórias das vidas anteriores no shén que evolui em méritos, virtudes e se aperfeiçoa em suas séries de existências.
[vi] A imagem das cordas está presente nas teorias mais modernas da física as “supercordas” ou mesmo na palavra karma que tem sua origem no ato de tecer. Na tradição chinesa jing que também se traduz como sutra, nessa referência à tessitura universal, à trama de relações, é usado para indicar os meridianos de acupuntura (jing mai). Essa trama de energias interage com todas as outras substâncias vitais, o sangue, o sopro, a essência e a consciência criativamente. Por isso o ditado que cada um sabe com que linhas cose, indica também uma atividade autoconsciente e evolutiva na atitude de tecer as tramas da vida. Quanto mais consciente desses nós, energéticos e sutis, mas escolha, liberdade e perícia adquiriram na arte de cuidar e de viver.
[vii] O que queremos chamar atenção é que não há apenas um destino, nosso destino é grupo-kármico, se relaciona com o destino de todos ao nosso redor, por isso, cuidar de si é cuidar do outro, cuidar do mundo é cuidar de si, o vínculo entre as redes de sentidos e tecidos que nos cercam são muito difíceis de compreender com nossa atual condição consciêncial, mas quanto mais evoluímos mais claro ficam esses vínculos e correlações.
[viii] Os 8 vasos maravilhosos guardam e circulam o yuan qi que é um reservatório da circulação das energias nos 12 canais, mas também formam as circulações extra-ordinárias, tanto a circulação celestial de Du e Ren mai, quanto os demais recortes que guardam vínculos com as primeiras divisões celulares e formações embriológicas. As formas dessas relações com os pontos de abertura podem ser estudados nas obras do professor Manaka.
[ix] O processo organizacional das múltiplas vidas passa pela mistura dos “sangues” no processo de maternagem e paternidade influindo também na mistura “das linhagem”, na formação dos mestiços e hibridizações, nas condições evolutivas e adaptativas que como rios que correm na árvore da vida, genealógica, possam transportar as condições mais purificadas e testadas para uma relação consciêncial no sistema familiar. (ver mais em terapia familiar sistêmica para compreender os vínculos e para-vínculos familiares).
[x] No clássico da fitoteapia, diz que se o médico superior ajuda o paciente a encontrar o seu destino. Essa seria então a finalidade última do tratamento, coloca-lo no seu caminho (dao) coloca-lo de volta no fluir da sua energia de acordo com a relação otimizada das suas substâncias vitais com o céu e com a terra. Assim, a programação existencial e completismo existencial são os maiores sinais de saúde.
[xi] Na medicina chinesa, o tempo e a dinâmica da energia celestial são fundamentais para compreender a teoria de canais e seus respectivos tratamentos. Há correspondências tanto no céu quanto na terra, e embora pareçam apenas abstrações metafísicas. Quando efetuamos tratramentos baseados nesses ritmos do céu e da terra, percebemos o qual eficazes são. Ou mesmo quando podemos ver e sentir com nossas parapercepções essas correntes de luz que se ligam à grandes centrais de energia ordenadora da vida.
[xii] A paragenética de outros mundos mais avançados que criam seus corpos, macrossomas a partir do seu paracorpo antes de encarnar ajudado sempre por outra consciência que lhe oferece novas experiências e cuidam para que as melhores e mais proveitosas oportunidades evolutivas sejam percebidas. Também chamado de sistema de transmigração da consciência contínua ao próprio avatar.
Acupuntura e os estágios de compaixão e de sabedoria no desenvolvimento e evolução
21/01/12
Acupuntura e os estágios de compaixão e de sabedoria no desenvolvimento e evolução
‘Você troca de roupa em dois minutos; leva-se uma existência inteira para trocar de coração’ Jean Yves Leloup
Na última década, um grande avanço no campo da psicologia foi a retomada da pesquisa de níveis de desenvolvimento moral nas pesquisas universitárias, de Maslow a Beck , temos cada vez mais ferramentas a ajudar a ler a realidade e compreender os pontos de vista e posições políticas na esfera pública e como posições antagônicas podem, tal como dizia Freud, fazer amizades de conveniência contra um inimigo comum. Principalmente hoje, em que as redes sociais dão voz aos que muitas vezes não chegaram ao nível de consciência que foi necessário para desenvolver as tecnologias que hoje todos fazemos uso. A ética geral da internet é colaborativa, democrática, participativa, aberta a links e mesmo autopoiética. O simples princípio de compartilhar ideias e informações demanda uma certa posição de transbordamento e não de escasses de uma economia da gratuidade e da generosidade que apropriada por pessoas de níveis de consciência aquém dos necessários para essa tecnologia em si existir. Quero dizer com isso que a maioria das pessoas ainda não concebe um mundo livre, igualitário, democrático, participativo e mais radical, grátis
O que de melhor temos na vida é a gratuidade, ela veio pra ficar e justo com ela a qualidade que se sobrepõe aos papeis da burocracia. O mundo civilizado já reconhece tudo isso, nós aqui no Brasil ainda estamos muito distantes desse patamar, mas para compreender como esse problema se cristaliza na prática vou abordar o tema no campo da acupuntura e no desenvolvimento dos valores dos seus praticantes, mas que poderia ser qualquer outro recorte.
Assim, podemos aplicar essa reflexão para identificar em nível estamos e como podemos evoluir em nos tornando mais lúcidos e compassivos, mais generoso, amorosos e também inteligentes que é basicamente a mesma coisa.
O universo da acupuntura é usado apenas como campo temático do que na verdade se reflete em todas as áreas da nossa vida, pois essas estruturas alteram tanto a nossa cognição (o que podemos compreender) quanto nossas pretensões de ação políticas e valores que nos motivam e com isso a consequência da prática.
O primeiro grupo é o de pessoas egocêntricas e belicosas (meme vermelhor)
Reflete-se naqueles que acham que bastam a si mesmo, que podem fazer o que quiser, que desrespeitam os outros e normalmente atacam suas próprias sombras da qual são completamente inconscientes. Imaginam que a acupuntura pode ser exercida por eles da forma que quiser e pouco importa as consequências para ele ou para seu grupo, ele faz o que quer e dane-se todo mundo. Inclusive seus pacientes. Todo mundo é ruim, só ele sabe, fez é foda e todo mundo mais não sabe nada. Já viram esse tipo por aí?
Participação política – não participa a não ser pra insuflar conflitos e pode se tornar extremamente violento quando enquadrado em suas motivações infantis.
O segundo grupo conservador e legalista (meme azul)
Este grupo embora mais avançado do que o anterior, acredita na força da lei, embora ache que a lei é aquela que protege os seus interesses apenas. Costuma não ler ou estudar a legislação brasileira que como no resto do mundo já está seguindo níveis mais avançados, mas está certo que tem o Direito ao seu lado. São os que acusam o outro e cometem normalmente crimes de injúria de difamação pelos quais já deveriam estar condenados. Normalmente comete abusos e censura idéias contrárias e ainda assim acredita que está certo. Suas posições de direita e conservadoras transparecem nas suas atitudes repressoras em nome da ordem (fascismo). Há um fundamentalismo de que exista uma única acupuntura correta e que deve ser aceita por todas (leia-se a sua própria). Embora consiga se organizar em grupo, não consegue pensar além dos interesses do seu conselho profissional, por exemplo, o grupo de fisioterapeutas acupunturistas, e se consideram pessoas muito importantes, embora não consigam adesão de pessoas de níveis mais evoluídos dentro do seu próprio meio e se sentem pessoalmente ofendidos quando as lideranças da fisioterapia decidem trocar a regra do jogo para uma perspectiva mais evoluída de prova de títulos aberta a todos os fisioterapeutas, caminho natural para todos os profissionais que querem títulos de especialista. Infelizmente no Brasil ainda temos muitas pessoas assim, elas normalmente tem visões religiosas muito carolas e se sentem os portadores da “verdade”. Elas buscam o papel colado na parede e não se importam muito com a qualidade da sua formação uma vez que já dispões de um título de especialista presumem que já não há nada a saber.
Participação política – tal como grupo religiosos, se aliam pelo medo, são contra-fóbicos e extremamente reativos, só pensam algo depois que alguém faz alguma coisa original, por isso estão sempre correndo atrás. Também se arrogam lideranças que não possuem numa clara perda de perspectiva. Saca desses candidatos a vereador que nem a própria mãe do sujeito vota nele? Pois é, conhecem alguém assim, se vê em algum momento nessa posição? Se sim, vamos em frente, há esperança.
Prática – gostam de decorar e seguir protocolos e regras rígidas, algumas vezes fazem misturas religiosas com acupuntura.
Terceiro grupo racional e científico (meme laranja)
Este grupo representa um avanço, pois entende que no mundo moderno há uma disputa que se dá pela qualidade do seu produto ao invés de apenas a qualidade do seu papel. Conseguem ultrapassar os interesses coorporativos quando a conjuntura parece oferecer uma oportunidade lucrativa, jogam no time que está ganhando, desde que o cash-flow não diminua. Esse grupo, embora mais avançado, acaba suprimindo as tradições de sabedoria que vem aliadas ao contexto e pratica da acupuntura tradicional, raramente praticam meditação ou qi gong, i ching e consideram tudo isso superstição. Na sua prática, vale mais a construção do conhecimento científico que no caso da acupuntura gera uma posição muito paradoxal pela grande quantidade de evidência mas praticamente nenhuma base científica que explique seus resultados. Mesmo assim, pela base racional (neocórtex) com que operam suas ações é possível estabelecer um diálogo desde que seus interesses financeiros e comerciais sejam atendidos. A legalidade é secundária, pois o dinheiro compra tudo e todos.
Atuação política – vaselina, querem ficar bem com todo mundo para atender à sua agenda financeira e expansionista. A graduação de acupuntura é mais uma oportunidade financeira do que uma agenda política. Se estamos ganhando dinheiro, porque mudar as regras?
Prática - estão alinhados com o crescimento da acupuntura na china moderna e as bases racionais da sua prática materialista e expansionista.
Quarto grupo pós-modernos pluralistas igualitários (meme verde)
Depois da maturidade, depois de ler os autores do nosso tempo, depois de anos de estudo refletindo sobre as consequências do saber de a política. Depois da possibilidade de um mundo open-source de que falávamos no início. Há um grupo que entende que a verdade é aquela constituída no seu tempo e lugar. Que o enquadramento que damos para o mundo muda e a acupuntura no Brasil é única e está só nascendo. Que há um espaço social de construção do saber e que há várias medicinas chinesas, várias racionalidades médicas, várias posições possíveis para uma posição mais abrangente que coloque na ordem do dia, não apenas os interesses econômicos, mas também o futuro da constituição deste saber. Conseguem pensar não apenas no momento, mas antever os problemas sociais e políticos de um erro histórico na constituição das lutas de classes mas estão abertos a debater com todos e esse seja talvez um grande erro. Estudam e percebem que há diversas formas de conciliar esse saber e se orientam por diretrizes como a da UNESCO e da OMS. Entes jurídicos transnacionais que refletem os avanços desse tipo de mentalidade nos países mais desenvolvidos em que o saber e a prática são compartilhadas e construídas com o interesse público.
Atuação política – extremamente capazez intelectualmente e poderiam facilmente exercer a liderança desse processo, mas não se veem motivados a ter que lidar com os níveis anteriores considerados intoxicantes e ignorantes (sofrem de narcisismo). Valores como uma acupuntura para todos, formações heterodoxas e pouca ou nenhuma ênfase na necessidade de um papel, a não ser que se trate de uma graduação de acupuntura, que serviria ao interesse de todos. Muitos se envolvem com o movimento sem fins lucrativos como o ENAPEA.
Prática – se interessam pelos aspectos mais sutis da prática, há não muito tempo atrás, antes da acupuntura moderna, só essas pessoas consideradas alternativas é que se interessavam por essa medicina mais ecológica e simples e solidária. Estudam as relações mais sutis da sabedoria pela prática e ouso dizer que por conta da sua visão mais abrangente conseguem os melhores resultados clínicos embora não se interessem por comprová-los. Nutrem certo desprezo pelo nível anterior e pelo modelo cientificista materialista e desqualificam as produções científicas.
Quinto grupo integral
Entendendo toda essa dinâmica de desenvolvimento, uma visão integral concilia atuação política com qualidade do ensino atendendo aos diversos níveis e facilitando o desenvolvimento moral, cognitivo, espiritual dos níveis anteriores. Entendendo que estão todos certos dentro da sua capacidade atual de desenvolvimento e que não há razão, ou compaixão que possa fazer com que cada um siga crescendo aos níveis seguintes de crescimento, há uma contemplação ativa, uma compressão lúcida e uma atuação sincera e uma esperança generosa;
‘Você troca de roupa em dois minutos; leva-se uma existência inteira para trocar de coração’ Jean Yves Leloup
Atuação política – tenta informar os outros níveis dos seus pontos cegos e facilitar o processo de desenvolvimento sem atrapalhar sua agenda pessoal de valores éticos de gratuidade e transmissão tanto da sabedoria quanto do saber deixado pelas tradições. Ciência, arte e moral podem ser conciliados a uma prática clínica, política, pedagógica e uma vida integrada que exemplifique esses princípios.
Prática – valorizam tanto ciência quanto tradição, tanto eficiência quanto responsabilidade.
Sexto grupo holístico e emergente
Neste grupo, a relação com o universo e com as energias da consciência, tanto celestiais quanto terrestres se torna uma realidade tangível e refletida. Em estados de fluir (flow state), não desprezam nem o conhecimento antigo nem o novo, dando ênfase ao que chega em sincronicidade, entende o processo de chegada de luz nova ao mundo e é capaz de atualizar esse saber na sua prática clínica. São extremamente intuitivos e alinham em tratamentos tanto as energias do paciente as suas como as do universo. São extremamente compassivos e raramente dedicam seu tempo a ações que não tenham grande abrangência no sentido de espalhar mais consciência e luz em todas as direções e para o maior número possível de pessoas, antevendo e sabendo que poucos são os que podem compreender essa perspectiva de ação mas que o caminho evolutivo dirigido pelo espírito e anima todos os seres e põe em marcha o desenvolvimento da vida.
Atuação política – raramente dedicam tempo e energia em embates com os níveis anteriores de motivação, mas podem ser vistos raramente em ações política e em momentos que conduzem a força e a energia certa no momento certo e na hora certa, se colocando de pé para sustentar uma visão mais acolhedora.
Prática – atuação multidimensional, holística no sentido de restaurar a saúde de em si mesmo no universo ao seu redor.
Para ajudar a refletir precisamos considerar que:
Não estamos em um único nível, somos todos faixas de um espectro de consciência que está em contínua evolução. Aos que estão em níveis mais avançados e percebem a contradição do mundo e do sofrimento por toda a parte em níveis anteriores que já foram percorridos, que nossa ação como terapeutas e clínicos seja sempre e mais de cuidar e de nos inclinar diante da inteligência maior que nos atravessa a todos nos estágios de desenvolvimento pessoal e coletivo.
Vamos em frente? Não há outro caminho, só o caminhar.
Mário Fialho
Bacharel em direito UERJ – Psicólogo UFF – Professor de Acupuntura Integral na Multiversidade
Vive encantado com a possibilidade da compreensão sincera que nos prepara para uma atuação viva, verdadeira nos fluxos do sopro pela grande VIDA.
Texto dedicado ao camarada Pedro Ivo que nos ilumina sempre com seus textos de acupuntura independente.
Yoga Integral de Sri Aurobindo
18/01/12
A Yoga Integral de Sri Aurobindo
Todos os livros de yoga que encontrei no meu caminho, todas as práticas que experimentei nos rastros desses antigos mestres; todas as vidas que repeti o mesmo movimento de isolamento, afastamento do mundo só me fizeram ver os equívocos enraizados nessas tradições transcendentais
Então, encarna Sri Aurobindo, cuja prática mais universalista e viva do yoga ilumina milênios que passaram na evolução da cultura em realizar uma yoga integral.
Dizer da união com o Divino não basta se elevar os mundos celestiais das deidades, no panteão Hindu, sejam os paraísos de vishnu, shiva, kali ou na própria consciência repousando em bramam.
Elevar-se parcialmente, em corpos sutis aos mundos transcendentais, mergulhar em estase ou mesmo dedicar-se ao karma yoga da assistência não se comparam ao abrir-se à luz e deixar baixar pelo corpo a consciência e os estágios mentais que nos esperam no futuro da nossa humanidade.
Sri Aurobindo manifestou essa grande realização, mas não para termos mais um guru, swami, mestre ou iluminado, mas para nos convidar a encarnar, homens e mulheres, o divino no pensamento, estabelecendo uma relação amorosa que não busca, mas recebe, que não transcende mas também encarna que não eleva mas que baixa, incorpora e escorre pelas esferas luminosas através dos mundos e do tempo para que o brilho de cada gesto, seja uma manifestação mais ampla, conectada, genuína e verdadeira do deleite amoroso da relação com o divino.
Mas não se trata de atitude devocional, ao contrário, mais próximo da tradição pentecostal, Aurobindo propõe uma receptividade feminina ao amor da grande mãe na sua imagem. Assim, não vamos ao divino, convidamos o infinito a vir nos visitar nas nossas células, nas nossas moradas interiores, na nossas palavras e gestos de forma a só de agora em agora, sejamos mais próximos do chão onde o céu se encontra.
Sri Aurobindo tampouco ignora as consciências humanas do astral, em diálogos com seus mestres translúcidos, redescobre o sentido das escrituras védicas ao mesmo tempo que prepara sua atividade que baixar sabedoria de um saber que é próprio e nasce em diálogo com essas inteligências que se aproximam para ensinar como o próprio Vivekananda principal discípulo de Ramakrishna, que lhe transmitiu as práticas nos anos de cárcere.
Assim, Aurobindo encarna uma atitude integral, de cuidado e vigilância para se manter aberto à relação com o Divino, mas não faz isso sem despreocupar-se com o mundo, ao contrário. Cria-se em torno de sua obra e seu trabalho uma enorme ecovilla onde cidadãos do mundo atualizam seus ensinamentos em condições talvez mais inteiras.
Quando ensinamentos como esses encarnam, tanto na relação com os deuses, devas, quanto na relação com os seres recém desencarnados, uma integração ainda maior nos aparece.
Um homem e uma mulher receptivos ao divinho, ao infinito ao mistério e ao transformador influxo de luz e lucidez que desce e escorre até os corações e reanima toda palavra justa.
Quero deixar esse registro de yoga como uma gratidão e síntese do que aprendi com os registros de Aurobindo e dos seus discípulos.
A certeza que a humanidade um dia vai ver a mente, tal como hoje vê o corpo, objeto-sentido, aí podermos falar de um ponto supramental, onde repousa a nossa inteligência conciliadora e pacífica.
Enquanto isso nos resta conspirar para que mais e mais dessa luz possa chegar a todos os cantos escuros e desconformados de rastros que arrastamos sem precisão.
Reencontrando o meme verde
17/12/11
(Me me)u, eu…
Escrever uma poesia inspirada para falar de uma reintegração de tanto de si rejeitada para se diferenciar é um respiro sufocante. Assim exercitar uma via mais integral entre prosa e poesia. Pois é desses momentos em que o coração é maior do que a couraça que o envolve, maior do que as energias que o contornam. Dar-se conta de si mesmo reprimido ao longo do caminho de evolução é a comprovação de que a dinâmica da vida é mesmo uma espiral de re-tornos e con-tornos em torno da nossa capacidade de amar e compreender mais e mais.
Aliás evoluir é exatamente isso: nossa capacidade de amar. Esse amor que acolhe as diferenças e sustenta as contradições, que fica junto das perguntas sem respostas firme esperando de coração aberto, que já não só carrega certezas, mas igualmente sustenta as incertezas em busca e perceber que é preciso outras inteligências mais e mais amorosas para compreender antes de explicar e analisar.
Mas pra isso é preciso muito, muito amor mesmo. Desse que rasga o peito e se reinventa quantas vezes forem necessárias, que morre, reorganiza, organicamente em todos os níveis, em neo-sinapses e em novas formas de estar-no-mundo, que abre espaços novos entre vértebras e músculos, entre tendões e meridianos de luz.
Ainda não é meio dia e tanta morte já me chegou, assim. Nesse ano que passou, eu rejeitei, precisava, mas rejeitei em mim tudo que era certeza, tudo que já era conhecido, coloquei centenas de “amigos-irmãos” distantes, vendo de longe as contradições que eu mesmo encarnava nas entranhas.
Somos assim, nós os verdes:
Acreditamos que todos são iguais, o mesmo Deus habita no coração de todos os seres; acreditamos que todos tem a mesma capacidade de entender ,(como eu sofri com isso) logo, todos tem o mesmo potencial divino.
Todos podemos nos entender com um diálogo franco (como isso gera diálogos intermináveis de relacionamentos), logo, se somos todos iguais podemos decidir tudo por consenso ( e claro que nunca se decide nada em tempo de agir), queremos estar próximos dos amigos e aceitamos todas as verdades como igualmente relativas (cada um tem a sua e nada defendemos mais) buscamos a harmonia com a natureza e queremos que todos sejam vegetarianos, comam só comida viva, ou vão para o inferno quando o mundo acabar em 2012. (sério!!)
Não acreditamos em céu nem inferno, mas que quem mata bicho pra comer vai arder, ah, isso vai, queremos ser “adubo orgânico” quando morrer.
Parecemos ser muito gentis mas somos extremamente certos de como o mundo deveria ser, logo nos tornamos extremamente intolerantes na afirmação da tolerância.
Queremos ser livres e inaugurar uma “nova era de amor na humanidade”, reinventamos os relacionamentos livres, (nunca vi nenhum dar certo assim) mas insistimos mesmo assim.
Achamos que os irmãos do Irã tem os mesmos direitos do que qualquer outro povo oprimido de ter bombas nucleares e somos contra todo tipo de opressão, principalmente essas de não permitir fumar maconha…
Queremos a simplicidade voluntária, mas na primeira oportunidade carregamos nossos Ipads e Iphones por aí, pois afinal não podemos ficar fora das redes. Somos eco-hippies-chiques também e só consumimos camisas e produtos orgânicos, mesmo sendo eles bem mais caros e com modos de produção nem sempre mais solidários.
Queremos ecovillas para todos como solução para alguns e em nenhum momento nos passa pela cabeça que os problemas são mais complexos do que parecem e não, simplesmente não compreendemos ou sabemos tudo, mas nos basta conectar com a sabedoria ancestral, ler os textos clássicos seja de acupuntura, seja do vedanta que lá estarão todas as respostas do viver e do morrer.
Em caso de dúvidas, perguntamos aos índios o que fazer com a o petróleo ou com a energia elétrica… e isso não é piada.
O fato é que não sabemos o que queremos e vivemos sobre uma cultura moderna que nos deu tudo, inclusive a sensação de somos os agentes dessa nova onda, desse Nova Terra.
Assim, tomamos chás e fumamos plantas pra nos conectar com a criatividade universal, mas criamos pouco, pois ficamos todos meio desconectados do mundo porque cremos que já temos as respostas e não conseguimos ver todas esses contradições internas logo o “mundo” deve estar errado, a babilônia que está aí, enfim, paramos aí de evoluir e seguir adiante porque crescer basicamente implica em perceber que somos responsáveis e não não basta cada um “fazer a sua parte”, tipo fazer uma horta em casa ou reciclar o lixo que depois vai pro mesmo depósito que cai matando centenas. (caso do morro do bumba em Niterói).
Queremos fazer um retorno pra terra, resgatar as utopias, deixamos os cabelos e barbas crescer e realmente não entendemos que nosso futuro está na inclusão da tecnologia e em novas soluções para os problemas únicos do nosso tempo, sejam eles morais, espirituais, culturais e talvez principalmente porque não enxergamos nenhum desses problemas em nós. Queremos mudar o MUNDO, saca? Tá ligado?
Não conseguimos entender que embora existem estados alterados de consciência, meditando ou respirando, eles não significa que nos tornamos, no dia-a-dia das nossas relações, mais compreensivos e mais amorosos, pelo contrário, levamos os conflitos sem solução como se já tivéssemos as soluções quando continuam todos eles lá.
Mas em geral, vivemos de recursos de nossos familiares, somos super-educados, ou somos de uma contra-cultura ou alternativa que vive dura por aí, sem grana pra passagem, ou de carona pelo mundo. Lindo isso, mas é um dos extremos do narcisismo, pois isso é solução para quem ô cara pintada?
Ah sim, tem mais, somos CONTRA quase tudo: o capital, o homem moderno, as técnicas, as tecnologias, o conhecimento científico e consideramos todos os cientistas umas pessoas muito ignorantes pois não experimentaram o saber direto da natureza do espírito. E sequer imaginamos quanto esforço pra se produzir cada vírgula desse saber testado, como se tudo viesse no mundo de inspiração. É, não gostamos muito de transpiração.
Bem, tomar consciência disso há alguns anos atrás fez com que me afastasse centenas de amigos, que cortasse relações com todos os “verdes” pois ele me lembravam do quanto ingênuo e ególatra é cada uma dessas visões que me atravessava cada célula.
Rasguei a alma e me movi ao encontro de pessoas com coragem de abrir o coração para uma visão mais integradora do mundo. Uma visão que incluísse mais do que uma visão holística com seus paradigmas quânticos e pensamento positivo, mas uma visão onde ciência, arte e moral pudessem se encontrar, onde a verdade, o belo e bom pudesse novamente coabitar numa mesma ecologia em igualdade de perspectivas.
Onde a multimensionalidade da vida espiritual pudesse se somar a um estilo de vida integrados e uma prática em que o trabalho se tornasse congruente com todos os valores mas que pudesse crescer e prosperar para acessar milhares de pessoas.
Onde eu saísse do mato para o coração da cidade acessando mais e mais pessoas, não apenas em busca do dinheiro como faz-se aos montes e é relativamente simples, mas fazer com que o universo do negócio fosse integrado a valores de amor e serviço a todos os seres em todos os mundos o que é relativamente também mais difícil.
Assim, fez-se sombra no meu lado verde, trabalhei o ano todo em busca de mais disciplina e de resultados. Foi quase bom se não tivesse deixado tanto de mim reprimido, tanto do “meme verde”, tanto de coração e certeza que tudo está certo e que há tantos mundos entre os mundos que cada um há de encontrar seu lugar na criatividade infinita do cosmos.
Assim, eu junto aqui um pouco mais minhas faces, encontro mais comigo mesmo.
Reconhecendo que embora me diferenciando, me reconheço e me conheço melhor.
Gratidão aos meus amigos também “verdes” que me fizeram como espelho, ver tanta e tanta contradição que me ajudaram com suas dores a compreender as minhas dores.
Assim, seguimos em frente a não mais nos envergonharmos das nossas contradições (diferenciações), mas em curando os padrões, nos tornamos mais abertos ao caminho diante de nós.
Luz, amor, verdade e compaixão não faz mal a ninguém, mas há que ter cuidado com a dose.
Mais sobre memes neste artigo sobre a dinâmica da espiral.
ocupação #integral
05/12/11

É bonito ver os movimentos se desenrolando, vendo a nova geração buscando os espaços os encontros e uma revolução movida por evolução.
Evolução é uma palavra que quer dizer exatamente isso, um desdobramento, um desenrolar da vida, da consciência, da cultura, das estruturas e dos saberes.
Vivemos nessa época que não há espaço para pessimismos, pois tudo é “plano” e monovisão, vivemos num mundo sem profundidade, talvez com as TVs 3ds isso mude
, mas o monitor que escrevo e percebo o mundo é plano, é de um único plano precisamos e podemos passar a modelos mais complexos, modelos holográficos e holísticos para compreender os problemas emergentes.
Isso demanda uma nova inteligência-intuição-compreensão-compaixão. Uma nova capacidade de tecer, trançar, enredar em redes vivas de sentidos capazes de despertar a paixão, o sonho, o movimento e a evolução a um só tempo, mesmo que claro, seja mesmo tudo temporarário, pois a evolução sempre nos leva além, mais e mais integrado, e talvez essa intuição que não há um ideal a chegar, não existe um modelo perfeito que faça com que esses movimentos não tenham uma “política clara” ou uma “pauta de reivindicações”.
Fico assistindo os movimentos os esforços desencontrados, caóticos e bonitos com que temos gritado pelo mundo afora nas praças.
Mas é muito importante perceber que há nas praças, pessoas muito diferentes, embora uma minoria ocupe os espaços realmente refletindo e encarnando as contradições do modelo econômico-jurídico-político-social que está aí. Boa parte está apenas está em busca de um voluntarismo pessoal, no sentido que ainda não compreendeu se tratar de uma crise planetária e complexa uma crise de sentidos-princípios e desenvolvimento também no campo espiritual e principalmente ético.
Assim, a grande maioria dos que ocupam as praças não sabem bem porque estão lá, mas sentem e encarnam a contradição, boa parte é verdade também apenas querem poder fumar maconha livremente, dizer não à polícia nos campi universitários, e não querem passar da infância mimada das gerações X e Y que tem tudo à mão e não aprenderam a se frustrar. Mas ainda assim, incorporam as crises da sua geração embora acreditem que são os atores da “revolução” e não compreendem a dimensão coletiva que nos atravessa. Por isso, é bom observarmos de perto, participar, ir até as praças, porque embora não exista uma agenda um projeto uma proposta, “não sabem o que queremos, sabem o que não querem” já é importante. Embora esse movimento pós-moderno ainda seja extremamente reativo: são contra o “sistema” são contra o “eles” esse “outro sempre responsável”, mas é um fato de que quando a potência evolutiva e criativa fizer entender que SOMOS, cada um de nós a revolução, ou melhor SOMOS UMA EVOLUÇÃO POSSÍVEL e assumirmos a NOSSA RESPONSABILIDADE por toda a miséria e sofrimento que vemos no mundo entenderemos a responsabilidade que temos perante o universo e fazer nascer daí uma COSMOÉTICA.
Essa ética que emerge dos que realmente mergulharam dentro de si, do mundo, da ciência, da política e sentem a angustia de que um mundo melhor não é só possível, mas necessário e urgente.
Esses que fizeram a experiência de compaixão, de estar com o sofrimento do outro e com seu próprio e partilhar e estar-com, de ver que seu sofrimento é sofrimento-no-mundo, de uma geração, e realmente se perguntam por um caminho adiante, esses que ainda não tem os modelos, não tem os exemplos, as ideologias ou os teóricos da revolução, mas querem mudanças, mas querem distribuição de renda a renda que existe para todos mais do que suficientes, mas que permanece concentradas e ameaçam a sustentabilidade de toda a vida humana.
Assim, palmas para os revolucionários que são a mudança e das praças, para os que não sabem o caminho, mas estão se reunindo para aprender fora das telas dos computadores, para os que não tem certezas, mas partem do princípio que somos iguais e que o outro seja quem for tem a nos ensinar. Para os jovens que começam a sair das redes sociais para ocupar os espaços das praças independente dos movimentos sociais tradicionais de trabalhadores, de partidos políticos, além das posturas de esquerda e direita, além do que está aí.
Assim, a frase é sempre a mesma que tenho repetido como um mantra para mim mesmo: seja a mudança que você quer ver no mundo. E vamos juntos, encarnando, transcendendo e incluindo todas as nossas contradições, mantendo-nos abertos, compassivos para o novo.
Aos meus amigos desta geração, 10 anos mais novos, que brilham e sofrem muito com o mundo que lhe é apresentado, tão frio, distante, virtual e sem sentido, que possam sim serem atores da sua revolução, uma revolução verde, de igualitarismo, pluralismo e relativismo, mas também de compaixão e moral incorruptíveis e seguimos em frente, em busca de uma visão mais integradora, mas por hora, é o que vemos emergir e saudamos e reconhecemos.
Esse texto é dedicado ao Filipi, que editou o vídeo abaixo, primo do meu primo e penso no quanto nossas raízes da infância no interior deixaram as sementes que nos convoca a um mundo mais compassivo e amoroso.
E a Ken Wilber, que embora tenha me levado a compreender muito mais do que consigo encarnar, me reafirmou a certeza que estamos todos certos e no inexorável processo de evolução que testemunhamos todos os dias sob as forças do espírito de éros e de ágape.
O que é integral?
28/07/11
O primeiro fundamento para uma fala integral é não mentir. No sentido de que mentimos quando não sabemos do que estamos falando, quando o pensamento metafísico e operações conceituais se sobrepõe ao sabor próprio das coisas. Então, falar de uma perspectiva integral é começar pelo meu caminho pelo meu devir.
Integral é integração, já que não há nada integral, há o movimento de integração, a dança, a vida. Corpo-mente-espírito-inconsciente, eu-sociedade-natureza, todas partes de um mesmo todo. Integral é sustentar os paradoxos e transcende-los sem superá-los, é juntar, unir, reunir, sintetizar, amar, enlaçar, translaçar, transladar, circum-navegar, perinadar, puerperar, com-estar, comungar do gosto do sal dos oceanos que emergem agora na boca.
Integrando, mais do que integral, sendo sempre dinâmica, fractal-mandala, luz e forma, função e movimento, ação.
São as duas faces da montanha, o claro-escurecendo-claro-escurecendo-claro, clara luz dos entre mundos.
Integral é a geometria das formas, a beleza do abstrato adiante.
Integral é…..
Silêncio
Irradiando saudade de tudo, como a presença de ti no outro.
Reconhecer que todas as linguagens cantam os mesmos sabores e dar nomes novos a cada etapa do caminho sem nome.
Integrando é corpo-célula-mundo-gente na dança.
Integrando é receber tudo, viver tudo, saborear tudo e seguir saboreando o saber que se sabe que não sabe.
Integrando anjos e demônios, no fogo do coração do coração.
Atraversar paredes, há traves em versar.
…
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Ayahuasca e as desinformações do sagrado
14/05/11
“meu próprio e verdadeiro ser interior realmente existe em toda criatura viva…(e) é o fundamento dessa compaixão (Mitleid) sobre a qual repousa toda virtude autêntica, isto é, altruísta, e cuja expressão se acha em toda ação benéfica.”
Schopenhauer
Antes de mais nada é preciso definir alguns pressupostos para falar de espiritualidade. Existem muitos usos dessa palavra mas vou defini-la como a sua forma de experimentar a verdade última do universo, o sentido fundamental.
Assim, os pressupostos dessa definição implicam em ser uma vivência dessa verdade, uma experiência última, que dá sentido e orienta sua ação no mundo e os decorrentes resultados.
Não confundindo então com qualquer visão religiosa, de credo, de crença ou de qualquer panteão místico ou de santos de qualquer tradição. Radicalmente assim, somos todos espirituais, todos temos uma intuição direta sobre o mundo, mesmo que encoberta de repetições de gestos, rituais, palavras e símbolos que não correspondem a essa visão originaria.
Intenção: a minha intenção a escrever esse texto é compartilhar o desenvolvimento cognitivo e mais compassivo que tive para que possa comunicar de forma gentil e ao mesmo tempo precisa o resultado de pesquisas pessoais que começaram em 1994.
Pesquisa: a pesquisa que relato foi bebendo ayahuasca desde a juventude em mais de 7 linhas diferentes de rituais e embora eles guardem muitas diferenças, quero falar das generalidades, e que assim, possa talvez, ajudar ao maior número de pessoas da melhor forma possível.
Esse texto é dirigido à rede de amigos e pessoas ligadas ao meu “grupo-karma”, aos familiares espirituais, aos amigos evolutivos, tentando amplificar com a razão, uma compreensão espiritual e parapsíquica que aumente o discernimento, a visão global e integral.
A maior e mais profunda contradição que vejo, sendo direto, é que nos grupos ayahuasqueiros as pessoas sofrem de alguns males profundos, entre eles:
- dificuldades de lidar com o mundo, estar no mundo, ter realizações pessoais em todos os níveis: estudo, produção escrita e intelectual, trabalho, sustentabilidade emocional e financeira, falta de pé no chão.
- formação de seitas, grupos dentro de outros grupos, “panelinhas” que excluem os que pensam diferente, o que é típico de todas as seitas e presente nos grupos religiosos minoritários em geral. Verdade aqui é a verdade de estar no grupo, quem está fora está “perdido”, dizem as doutrinas.
- milenarismo, ou 2012zismo, a crença de que o mundo vai acabar, que tudo vai mal e que tendem a piorar com o tempo, uma visão narcisista de que faz com que apenas os “escolhidos” serão salvos, não muito distante da crença dos cristãos dos primeiros séculos de que o mundo acabar.
- narcisismo, se sentir superior por experimentar estados não-comuns de consciência, mas que não se dá no dia-a-dia, somente enquanto bebe a substância exógena, sem qualquer preocupação com a transformação pessoal e auto-superação.
- e por fim, a estagnação, não há transformação real, embora muitas catarses emocionais, existe pouco avanço em termos de desenvolvimento de um pensamento mais inclusivo, mais acolhedor das diferenças e da compreensão dos processos evolutivos da vida.
Mas muitos grupos religiosos tem isso mesmo em comum, o que então é o mais sério?
O mais grave é a falta de um trabalho assistencial, de esclarecimento, estudo e transformação pessoal, desenvolvimento e evolução a níveis e patamares de consciência mais elevados, ou seja, mais compassivos e inclusivos.
PONTOS POSITIVOS
Iniciação: O chá pode ter um caráter iniciático em experiências multidimensionais, mas se o sujeito já tem algum tipo de parapsiquismo, a ingestão de DMT, uma substância produzida naturalmente no cérebro em estados de meditação profunda, serve apenas como um “dopping parapsiquico” que o sujeito tem a impressão de viver uma experiência “profunda” mas ele não corresponde ao trabalho “muscular”, o esforço para chegar a ter essas experiências de forma integrada.
Esquecimento e onirismo: tal como um sonho, que acontece numa frequência de onda diferente, não são fáceis de lembrar e serem elaborados e integrados no dia-a-dia, assim, em geral há um grande descompasso entre o efeito do chá e depois que o efeito passou. Assim, tal como um sonho não registrado, é esquecido, e todo o esforço se perde.
Pesquisas: as pesquisas científicas com DMT poderão chegar a uma dose ideal, com indicadores somáticos que podem levar a um uso positivo da substância para diversos efeitos no futuro, antidepressivo e até mesmo potencializador do parapsiquismo, hoje, no seu uso religioso e místico, acaba atrapalhando mais do ajudando.
PROBLEMAS GRAVÍSSIMOS
Tráfico de Drogas: a bebida é vendida para diversos paises do mundo, diversos “turistas espirituais”, cobram e vem beber o chá no Brasil e os lucros são mais do exorbitantes.
Trabalho escravo: produtores no norte do país trabalham sob influência religiosa e o ciclo de produção o chá foi considerado por antropóloga pesquisadora como um ciclo de produção escravo. Outros tem verdadeiras produções industriais da bebida.
Brigas entre as linhas: a disputa pelo mercado religioso do chá acontece de todos os lados, com acusações graves de todos os lados, mostrando a desunião e a falta de compaixão e compreensão que as seitas geralmente guardam entre si.
Mistura com drogas: não raro, o uso de cocaína, crack e maconha dentro de alguns grupos é totalmente tolerado e até incentivado em hinos e cerimônias.
Fanatismo: o fanatismo é a cegueira opcional, é a auto-prisão, a incapacidade de olhar para os próprias ideas e perceber que são relativas, que são transitórias, que seguimos aprendendo e evoluindo infinitamente, transcendendo e incluindo o que aprendemos no nível anterior. Andam junto com o fanatismo: a gurulatria, a idolatria de lideranças e a idealização de pessoas, ignorando os aspectos negativos com perda de visão crítica e de bom senso.
Se alguém que bebe e freqüenta as religiões ayahuasqueiras discorda ou tem algo a acrescentar a essa reflexão, se conseguir de maneira a contribuir com o esclarecimento, autonomia, discernimento, lucidez, prática pessoal e vivência espiritual legítima (autogênica), sem “dopping “, por favor, deixe um comentário.
Em geral muita gente jovem, sensível e em busca de desenvolvimento pessoal, perde tempo e energia em busca de uma ilusão. Ilusão por não ser uma conquista dos próprios esforços de desenvolver compaixão e contribuir para uma visão mais acolhedora de todas as verdades parciais de si e do mundo.
Note que acredito que as pesquisas podem um dia permitir a utilização positiva da DMT, até agora, o que vemos são “viagens”, uma visão alienante de um estado de consciência que não é sustentável, por não facilitar subir degrau por degrau os caminhos do desenvolvimento cognitivo, parapsíquico, espiritual e emocional e interpessoal das nossas múltiplas inteligências.
Por fim, a síntese é a distinção importante entre o estado alterado de consciência, que o chá, a respiração, o jejum, ou outras práticas permitem, mas que não corresponde a um estágio mais elevado de consciência, ou seja, uma conquista permanente que enfrente a questão da assistência ao maior número de pessoas com o maior grau de lucidez e consciência.
Bibliografia:
Wilber, Ken – o espectro da consciência
Strassmen, Rick – DMT: The Spirit Molecule: A Doctor’s Revolutionary Research into the Biology of Near-Death and Mystical Experiences
Walsh, Roger – Higher Wisdom: Eminent Elders Explore the Continuing Impact of Psychedelics
O que é acupuntura integral?
15/02/11
O que é acupuntura integral?
Acupuntura Integral é uma prática de acupuntura segundo uma visão integral. Por isso, precisamos apresentar o que é uma visão integral.
Visão integral é uma orientação que pode ser sintetizada em uma frase: “Está todo mundo certo.”. Só que as pessoas estão certas nos seus níveis de consciência e na sua capacidade de, em alcançando níveis de consciência mais elevados, assumir uma postura mais inclusiva na sua visão.
O que são níveis de consciência mais elevados?
Desde Piaget, sabemos bem que as crianças e adultos tem níveis de maturação do seu aparato psíquicos e cognitivo. Uma grande transformação de sua inteligência ocorre quando num determinado momento ela consegue ver a “perspectiva do outro”. Ou seja, apresentamos a ela um papel de um lado azul e do outro rosa, e ao perguntar que cor ela está vendo, ela, percebendo o azul, responde azul, e ao perguntar que cor está do outro lado – sendo vista apenas pelo entrevistador – ela responde rosa. Ou seja, ela conseguiu responder não sobre a cor que ela via, mas conseguiu incluir uma nova perspectiva. Essa capacidade de perceber novos pontos de vista, que se manifesta normalmente aos 4 anos de idade.
E como esse teste de Piaget nos ajuda a compreender a acupuntura integral?
Quando percebemos que todos os entendimentos parciais da acupuntura, seja a acupuntura médica ou científica, a acupuntura chinesa moderna MTC, a acupuntura taoísta, a acupuntura japonesa não são melhores ou piores que a outra. Na verdade cada uma privilegia uma forma de se aproximar do tema. Aliás, para compreender a acupuntura, precisamos de pronto, vê-la muito além de uma simples técnica de aplicação de agulhas em pontos.
Esse olhar que compreende a visão objetiva da ciência, a visão sociológica da acupuntura entre as racionalidades médicas, a acupuntura comunitária, os temas de ordem pública e legais no entendimento cooperativo das práticas e saberes, as visões fenomenológicas das práticas clínicas em geral, as leituras antropológicas e etnobotânicas, entender além que como tema de milhares de anos de história, a acupuntura sempre foi influenciada por budistas, taoístas e confuncionistas; curandeiros, médiuns e sacerdotes e hoje podemos dizer, com uma leitura cristã de como traduzimos a acupuntura moderna. Tudo isso, e muito mais, precisa ser considerado para uma visão mais ampla capaz de nos tornar menos duros nas nossas certezas e menos convictos dos nossos saberes reduzidos pela ciência.
Assim, a visão integral e uma acupuntura integral não é exatamente uma técnica mas uma atitude clínica de humildade e inclusão de todas as visõesm de todos os paradoxos. Uma visão integral nos faz ser capazes de reler os clássicos de acupuntura e sem os reducionismos que encontramos na literatura que busca comprovações empíricas e ceifa a acupuntura dos seus horizontes de sentido que lhes deram terreno fértil para crescer e se diversificar por dezenas de nações e centenas de diferentes e tantos e tantos mestres e suas linhagens.
A visão integral nos convoca a conciliar os paradoxos e com isso nos torna mais inteligentes por um lado, mas também mais compassivos na nossa capacidade incluir mais e mais entendimentos. Em chinês dizemos vem, vem, vem, acrescente! Lai, lai, lai!
Nesse campo, não há disputas por espaços entre especialismos, mas uma capacidade sistêmica de incluir todos os saberes parciais dos especialismos numa legítima visão integrada que o terreno fértil da tradição terapêutica que herdamos da dinastia Han onde a astronomia, a fitoterapia, o governo, a religião, as artes e a medicina compartilharam uma visão unificadora. Assim, muitos dos conceitos de uma área de saber eram transportados para outra numa busca de integração política e cultural.
Mas uma acupuntura integral depende fundamentalmente de um acupunturista com essa visão, que é um estado de desenvolvimento da consciência. De evolução, assim, as práticas integrativas de saúde que emergem da intuição desses indivíduos com essa visão integral são difíceis de serem entendidas por quem ainda pensa com um pensamento moderno e padece, como quase todos, de um olhar cartesiano e metafísico, tanto na compreensão como na linguagem. Apesar disso, precisamos estender nossas pontes de sentidos, abrir nossa mente para a compreensão mais do que a explicação.
E qual a expressão dessa compreensão? A partir de uma visão mais integrada, começamos a perceber que nossa filosofia, nossas teorias, nossas ideias precisam se converter não apenas em palavras mas em práticas congruentes. Que o que pensamos se torna o que fazemos e o que fazemos o que somos-no-mundo.
Assim, como diziam os antigos, os que sabem apenas a arte da medicina, não sabem medicina.
Uma acupuntura integral te convida e entrar no coração do “caminho”. A cultivar e a pratica qi gong, não para “curar” melhor seu paciente, mas para se “tornar a cura” para nossos pacientes, relembrando a célebre frase, “torne-se mudança que você quer ver no mundo” . Assim, nós transmitimos aos pacientes e lhes lembramos que não precisamos estar doentes, que não precisamos de um acupunturista pra sempre, que podem eles também, encontrar um espaço amplo de saúde sentando e meditando. (e não se preocupem, a tarefa é grande, não vão ficar sem pacientes os mais incautos
Por fim, uma acupuntura integral considera o homem nos seus aspecto biopsicossocial, mas também somático psíquico e noético, porque se os gregos nos deram tanto a dividir e classificar e catalogar e filosofar, os orientais nos lembram que tudo é um, tai yi, que os céus e as estrelas se refletem em pontos de luz nos corpos, que vales e rios correm em nossas veias, que as estrelas brilham em cantos do corpo e que tudo ressoa em busca de harmonia e evolução.
Wu wei, uma não-ação é a melhor ação, o bom combate e desviar-se e abrir-se para o claro e o escuro, para integração da luz e da sombra, do fogo e da água, céu e da terra.
Tudo muito antigo, tudo muito novo, assim é a acupuntura integral, que fundamentalmente informa uma prática integral de vida, uma atitude compassiva por todos os saberes parciais e principalmente por valorizar as perguntas e as incertezas mais do que as respostas que já temos.
Pra compartilhar e lembrar-me de tudo isso e muito mais que nascerá do encontro é que eu ofereço mais um curso em 2011 de acupuntura integral começando em 12 de março na multiversidade.
Maiores informações no site de em cursos de acupuntura da multiversidade
Diz o poeta em síntese
A terra é feita de céu.
A mentira não tem ninho.
Nunca ninguém se perdeu.
Tudo é verdade e caminho.Fernando Pessoa
sintomas da paz interior
20/01/11
“O coração de muitos já foi exposto à paz interior e é possível que isso passe a acontecer em grandes proporções. Isto pode causar uma séria ameaça ao padrão regular de conflito no mundo.”
Alguns sintomas de paz interior:
. a tendência de pensar e agir espontâneamente mais do que em medos basedos em experências passadas;
. uma habilidade impecável em curtir cada momento;
. falta de interesse em julgar outra pessoa;
. falta de interesse em participar e/ou gerar conflitos;
. falta de habilidade de se preocupar;
. freqüentes e irresistíveis episódios de apreciação e comtemplação;
. Sentimentos felizes de conexão com os outros e com a natureza;
. ataques freqüentes de sorrisos;
. uma suscetibilidade crescente para estender o amor para os outros bem como uma urgência incontrolável de ampliá-lo.
Se você não tem ainda estes sintomas, busque-os. Se você conhece quem os tem, aproxime-se desta pessoa, com sorte você poderá ser contagiado.
E apessar de contagiar, é para o bem de todos.
Saskia Davis
É PRECISO SER COMPETENTE PARA SUOLRTAR
24/06/10
A MENTE HUMANA É CHEIA DE TRAVAS, TRAFARES E TRAFORES, PRA QUEM NÃO SABE O QUE É ISSO BASTA CONSULTAR O LEXICOM DA CONCIENCIOLOGIA.
Ainda assim, resta uma comunicação mais simples e muito mais eficiente a telepátia intatanemente entre todas as pessoas do mundo. Claro que transplantar idéias de uma lingua mãe para outra nem sempre é fácil, ser expatriado e aceitar jesus em inglês, rezar pra shiva em em portugues, comungar em frances la ostiá e cantar pra al[ém ém muito menos simples doque deveria ser falar simplesmente a relação natural do amario, a linguagem doo “amor” sim qq dictionario ou ci dien, como se diz em han yu, ou mandalinh.
Essstexto recebe o tac: em transideralizações
Assim em contas as considerações existente entre sirius e óriam, não há mais o que serdito senão o que já foi dito antes e está tudo registrado nas clínicas de drogas de sais em rio e julujuba.
Mas como falar o que não se pode compreender ainda, como dizer uma lingua que ainda não foi invetnaada, como ventinar idéias que estão por ser criadas, como influenciar uma nação sem manifestação. Apenas fazendo um papel de palhaço, apenas descobrindo o meu palhaço interior.
Assim, no curso de palhaçco que fiz certa vez, aprendi que o meu nariz quem mando sou eu. Que em falar marl ser falarmal, se fornormal, seforma o maal, que tem que ser, sem se será, sem sinerinar, na sernar idade.
Assim sendo, e isto posto, caminhar pelas ruas da cidade com calça azul tailandeza ou ser confundido com um mestre tibetando na loja da esquina não é incomum. Sõ que accontece naturalmente sem se ligar em TV ou intermediar qualquer outra coisas, além de ser ser o que poder se ser em sendo feliz, simplesmente assim. Mário.
Outrosim, é preciso dizer que em falando das linguas, já estão todos aluncinados ipnoitimenta pelas imagens 3D de avatar, pelas mensagens supliminares das músicas e das cantigas de todos os tempos.
A minha can~c”o primeira é éssa, a cantiga de nintar…
A cantinga de mininar…
Eu sei que muitas vezes eu me acho, até o forró que frequanto é o forró praraXAXAR que acontecer no forró do convérs de bêbado sem qualquer gota a não ser do sereno ou dorvalho.
Pouco inporta saber de onde eu vim, eu sei de onde vim e sei pra onde vou. Não sou sereia ou pexie de marfim, nem sou merlim ou outro personagem qualquer. Quem quiser me conhecer, basta vir me conversar. Conversar simplesmente olho a olho, cara a cara, sem pestanejar, sem se ludibriar pelo rencanto alheio.
Merma sim, vamose revisitando, estou aberto aos amigos que queiro se reuniri para encantarmento do mundo inteiro. A transformação da lzuz em amore, e glória e simplória vindaladas es trelas.








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