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	<title>MINHA PRÁTICA DE VIDA INTEGRAL &#187; filosofia</title>
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	<description>reflexões sobre a arte de fluir a vida</description>
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		<title>MINHA PRÁTICA DE VIDA INTEGRAL</title>
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	<itunes:summary>medicina e psicologia integral, acupuntura, florais, eneagrma, homeopatia e tudo mais que seja humano</itunes:summary>
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	<itunes:author>MINHA PRÁTICA DE VIDA INTEGRAL</itunes:author>
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		<title>Reencontrando o meme verde</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Dec 2011 02:02:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariofialho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Luz, amor, verdade e compaixão não faz mal a ninguém, mas há que ter cuidado com a dose.


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>(Me me)u, eu&#8230;</p>
<p>Escrever uma poesia inspirada para falar de uma reintegração de tanto de si rejeitada para se diferenciar é um respiro sufocante. Assim exercitar uma via mais integral entre prosa e poesia. Pois é desses momentos em que o coração é maior do que a couraça que o envolve, maior do que as energias que o contornam. Dar-se conta de si mesmo reprimido ao longo do caminho de evolução é a comprovação de que a dinâmica da vida é mesmo uma espiral de re-tornos e con-tornos em torno da nossa capacidade de amar e compreender mais e mais.</p>
<p><a href="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2011/12/388109_10150522473208185_64655903184_10473581_76297987_n.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-679" title="green meme" src="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2011/12/388109_10150522473208185_64655903184_10473581_76297987_n.jpg" alt="" width="746" height="484" /></a></p>
<p>Aliás evoluir é exatamente isso: nossa capacidade de amar. Esse amor que acolhe as diferenças e sustenta as contradições, que fica junto das perguntas sem respostas firme esperando de coração aberto, que já não só carrega certezas, mas igualmente sustenta as incertezas em busca e perceber que é preciso outras inteligências mais e mais amorosas para compreender antes de explicar e analisar.</p>
<p>Mas pra isso é preciso muito, muito amor mesmo. Desse que rasga o peito e se reinventa quantas vezes forem necessárias, que morre, reorganiza, organicamente em todos os níveis, em neo-sinapses e em novas formas de estar-no-mundo, que abre espaços novos entre vértebras e músculos, entre tendões e meridianos de luz.</p>
<p>Ainda não é meio dia e tanta morte já me chegou, assim. Nesse ano que passou, eu rejeitei, precisava, mas rejeitei em mim tudo que era certeza, tudo que já era conhecido, coloquei centenas de &#8220;amigos-irmãos&#8221; distantes, vendo de longe as contradições que eu mesmo encarnava nas entranhas.</p>
<p><strong><span style="color: #339966;">Somos assim, nós os verdes:</span></strong></p>
<p>Acreditamos que todos são iguais, o mesmo Deus habita no coração de todos os seres; acreditamos que todos tem a mesma capacidade de entender ,(como eu sofri com isso) logo, todos tem o mesmo potencial divino.</p>
<p>Todos podemos nos entender com um diálogo franco (como isso gera diálogos intermináveis de relacionamentos), logo, se somos todos iguais podemos decidir tudo por consenso ( e claro que nunca se decide nada em tempo de agir), queremos estar próximos dos amigos e aceitamos todas as verdades como igualmente relativas (cada um tem a sua e nada defendemos mais) buscamos a harmonia com a natureza e queremos que todos sejam vegetarianos, comam só comida viva, ou vão para o inferno quando o mundo acabar em 2012. (sério!!)</p>
<p>Não acreditamos em céu nem inferno, mas que quem mata bicho pra comer vai arder, ah, isso vai, queremos ser &#8220;adubo orgânico&#8221; quando morrer.</p>
<p>Parecemos ser muito gentis mas somos extremamente certos de como o mundo deveria ser, logo nos tornamos extremamente intolerantes na afirmação da tolerância.</p>
<p>Queremos ser livres e inaugurar uma &#8220;nova era de amor na humanidade&#8221;, reinventamos os relacionamentos livres, (nunca vi nenhum dar certo assim) mas insistimos mesmo assim.</p>
<p>Achamos que os irmãos do Irã tem os mesmos direitos do que qualquer outro povo oprimido de ter bombas nucleares e somos contra todo tipo de opressão, principalmente essas de não permitir fumar maconha&#8230;</p>
<p>Queremos a simplicidade voluntária, mas na primeira oportunidade carregamos nossos Ipads e Iphones por aí, pois afinal não podemos ficar fora das redes. Somos eco-hippies-chiques também e só consumimos camisas e produtos orgânicos, mesmo sendo eles bem mais caros e com modos de produção nem sempre mais solidários.</p>
<p>Queremos ecovillas para todos como solução para alguns e em nenhum momento nos passa pela cabeça que os problemas são mais complexos do que parecem e não, simplesmente não compreendemos ou sabemos tudo, mas nos basta conectar com a sabedoria ancestral, ler os textos clássicos seja de acupuntura, seja do vedanta que lá estarão todas as respostas do viver e do morrer.</p>
<p>Em caso de dúvidas, perguntamos aos índios o que fazer com a o petróleo ou com a energia elétrica&#8230; e isso não é piada.</p>
<p>O fato é que não sabemos o que queremos e vivemos sobre uma cultura moderna que nos deu tudo, inclusive a sensação de somos os agentes dessa nova onda, desse Nova Terra.</p>
<p>Assim, tomamos chás e fumamos plantas pra nos conectar com a criatividade universal, mas criamos pouco, pois ficamos todos meio desconectados do mundo porque cremos que já temos as respostas e não conseguimos ver todas esses contradições internas logo o &#8220;mundo&#8221; deve estar errado, a babilônia que está aí, enfim, paramos aí de evoluir e seguir adiante porque crescer basicamente implica em perceber que somos responsáveis e não não basta cada um &#8220;fazer a sua parte&#8221;, tipo fazer uma horta em casa ou reciclar o lixo que depois vai pro mesmo depósito que cai matando centenas. (caso do morro do bumba em Niterói).</p>
<p>Queremos fazer um retorno pra terra, resgatar as utopias, deixamos os cabelos e barbas crescer e realmente não entendemos que nosso futuro está na inclusão da tecnologia e em novas soluções para os problemas únicos do nosso tempo, sejam eles morais, espirituais, culturais e talvez principalmente porque não enxergamos nenhum desses problemas em nós. Queremos mudar o MUNDO, saca? Tá ligado?</p>
<p>Não conseguimos entender que embora existem estados alterados de consciência, meditando ou respirando, eles não significa que nos tornamos, no dia-a-dia das nossas relações, mais compreensivos e mais amorosos, pelo contrário, levamos os conflitos sem solução como se já tivéssemos as soluções quando continuam todos eles lá.</p>
<p>Mas em geral, vivemos de recursos de nossos familiares, somos super-educados, ou somos de uma contra-cultura ou alternativa que vive dura por aí, sem grana pra passagem, ou de carona pelo mundo. Lindo isso, mas é um dos extremos do narcisismo, pois isso é solução para quem ô cara pintada?</p>
<p>Ah sim, tem mais, somos CONTRA quase tudo: o capital, o homem moderno, as técnicas, as tecnologias, o conhecimento científico e consideramos todos os cientistas umas pessoas muito ignorantes pois não experimentaram o saber direto da natureza do espírito. E sequer imaginamos quanto esforço pra se produzir cada vírgula desse saber testado, como se tudo viesse no mundo de inspiração. É, não gostamos muito de transpiração.</p>
<p>Bem, tomar consciência disso há alguns anos atrás fez com que me afastasse centenas de amigos, que cortasse relações com todos os “verdes” pois ele me lembravam do quanto ingênuo e ególatra é cada uma dessas visões que me atravessava cada célula.</p>
<p>Rasguei a alma e me movi ao encontro de pessoas com coragem de abrir o coração para uma visão mais integradora do mundo. Uma visão que incluísse mais do que uma visão holística com seus paradigmas quânticos e pensamento positivo, mas uma visão onde ciência, arte e moral pudessem se encontrar, onde a verdade, o belo e bom pudesse novamente coabitar numa mesma ecologia em igualdade de perspectivas.</p>
<p>Onde a multimensionalidade da vida espiritual pudesse se somar a um estilo de vida integrados e uma prática  em que o trabalho se tornasse congruente com todos os valores mas que pudesse crescer e prosperar para acessar milhares de pessoas.</p>
<p>Onde eu saísse do mato para o coração da cidade acessando mais e mais pessoas, não apenas em busca do dinheiro como faz-se aos montes e é relativamente simples, mas fazer com que o universo do negócio fosse integrado a valores de amor e serviço a todos os seres em todos os mundos o que é relativamente também mais difícil.</p>
<p>Assim, fez-se sombra no meu lado verde, trabalhei o ano todo em busca de mais disciplina e de resultados. Foi quase bom se não tivesse deixado tanto de mim reprimido, tanto do &#8220;meme verde&#8221;, tanto de coração e certeza que tudo está certo e que há tantos mundos entre os mundos que cada um há de encontrar seu lugar na criatividade infinita do cosmos.</p>
<p><a href="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2011/12/EarthPuzzle.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-680" title="EarthPuzzle" src="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2011/12/EarthPuzzle.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a></p>
<p>Assim, eu junto aqui um pouco mais minhas faces, encontro mais comigo mesmo.</p>
<p>Reconhecendo que embora me diferenciando, me reconheço e me conheço melhor.</p>
<p>Gratidão aos meus amigos também &#8220;verdes&#8221; que me fizeram como espelho, ver tanta e tanta contradição que me ajudaram com suas dores a compreender as minhas dores.</p>
<p>Assim, seguimos em frente a não mais nos envergonharmos das nossas contradições (diferenciações), mas em curando os padrões, nos tornamos mais abertos ao caminho diante de nós.</p>
<p>Luz, amor, verdade e compaixão não faz mal a ninguém, mas há que ter cuidado com a dose.</p>
<p>Mais sobre memes neste artigo sobre a <a href="http://www.blog.mariofialho.com/dinamica-da-espiral-excertos/">dinâmica da espiral</a>.</p>


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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>ocupação #integral</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Dec 2011 12:35:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariofialho</dc:creator>
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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2011/12/314899_10150364962212843_654777842_8604977_1060643357_n.jpg"><img src="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2011/12/314899_10150364962212843_654777842_8604977_1060643357_n-300x259.jpg" alt="" title="love all" width="300" height="259" class="alignleft size-medium wp-image-665" /></a><br />
É bonito ver os movimentos se desenrolando, vendo a nova geração buscando os espaços os encontros e uma revolução movida por evolução.</p>
<p>Evolução é uma palavra que quer dizer exatamente isso, um desdobramento, um desenrolar da vida, da consciência, da cultura, das estruturas e dos saberes.</p>
<p>Vivemos nessa época que não há espaço para pessimismos, pois tudo é “plano&#8221; e monovisão, vivemos num mundo sem profundidade, talvez com as TVs 3ds isso mude  <img src='http://www.blog.mariofialho.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> , mas o monitor que escrevo e percebo o mundo é plano, é de um único plano precisamos e podemos passar a modelos mais complexos, modelos holográficos e holísticos para compreender os problemas emergentes.</p>
<p>Isso demanda uma nova inteligência-intuição-compreensão-compaixão. Uma nova capacidade de tecer, trançar, enredar em redes vivas de sentidos capazes de despertar a paixão, o sonho, o movimento e a evolução a um só tempo, mesmo que claro, seja mesmo tudo temporarário, pois a evolução sempre nos leva além, mais e mais integrado, e talvez essa intuição que não há um ideal a chegar, não existe um modelo perfeito que faça com que esses movimentos não tenham uma &#8220;política clara&#8221; ou uma &#8220;pauta de reivindicações&#8221;.</p>
<p>Fico assistindo os movimentos os esforços desencontrados, caóticos e bonitos com que temos gritado pelo mundo afora nas praças. </p>
<p>Mas é muito importante perceber que há nas praças, pessoas muito diferentes, embora uma minoria ocupe os espaços realmente refletindo e encarnando as contradições do modelo econômico-jurídico-político-social que está aí. Boa parte está apenas está em busca de um voluntarismo pessoal, no sentido que ainda não compreendeu se tratar de uma crise planetária e complexa uma crise de sentidos-princípios e desenvolvimento também no campo espiritual e principalmente ético.</p>
<p>Assim, a grande maioria dos que ocupam as praças não sabem bem porque estão lá, mas sentem e encarnam a contradição, boa parte é verdade também apenas querem poder fumar maconha livremente, dizer não à polícia nos campi universitários, e não querem passar da infância mimada das gerações X e Y que tem tudo à mão e não aprenderam a se frustrar. Mas ainda assim, incorporam as crises da sua geração embora acreditem que são os atores da “revolução” e não compreendem a dimensão coletiva que nos atravessa. Por isso, é bom observarmos de perto, participar, ir até as praças, porque embora não exista uma agenda um projeto uma proposta, “não sabem o que queremos, sabem o que não querem” já é importante. Embora esse movimento pós-moderno ainda seja extremamente reativo: são contra o &#8220;sistema&#8221; são contra o &#8220;eles&#8221; esse &#8220;outro sempre responsável&#8221;, mas é um fato de que quando a potência evolutiva e criativa fizer entender que SOMOS, cada um de nós a revolução, ou melhor SOMOS UMA EVOLUÇÃO POSSÍVEL e assumirmos a NOSSA RESPONSABILIDADE por toda a miséria e sofrimento que vemos no mundo entenderemos a responsabilidade que temos perante o universo e fazer nascer daí uma COSMOÉTICA.</p>
<p>Essa ética que emerge dos que realmente mergulharam dentro de si, do mundo, da ciência, da política e sentem a angustia de que um mundo melhor não é só possível, mas necessário e urgente.</p>
<p>Esses que fizeram a experiência de compaixão, de estar com o sofrimento do outro e com seu próprio e partilhar e estar-com, de ver que seu sofrimento é sofrimento-no-mundo, de uma geração, e realmente se perguntam por um caminho adiante, esses que ainda não tem os modelos, não tem os exemplos, as ideologias ou os teóricos da revolução, mas querem mudanças, mas querem distribuição de renda a renda que existe para todos mais do que suficientes, mas que permanece concentradas e ameaçam a sustentabilidade de toda a vida humana.</p>
<p>Assim, palmas para os revolucionários que  são a mudança e das praças, para os que não sabem o caminho, mas estão se reunindo para aprender fora das telas dos computadores, para os que não tem certezas, mas partem do princípio que somos iguais e que o outro seja quem for tem a nos ensinar. Para os jovens que começam a sair das redes sociais para ocupar os espaços das praças independente dos movimentos sociais tradicionais de trabalhadores, de partidos políticos, além das posturas de esquerda e direita, além do que está aí.</p>
<p>Assim, a frase é sempre a mesma que tenho repetido como um mantra para mim mesmo: <strong>seja a mudança que você quer ver no mundo</strong>. E vamos juntos, encarnando, transcendendo e incluindo todas as nossas contradições, mantendo-nos abertos, compassivos para o novo. </p>
<p>Aos meus amigos desta geração, 10 anos mais novos, que brilham e sofrem muito com o mundo que lhe é apresentado, tão frio, distante, virtual e sem sentido, que possam sim serem atores da sua revolução, uma revolução verde, de igualitarismo, pluralismo e relativismo, mas também de compaixão e moral incorruptíveis e seguimos em frente, em busca de uma visão mais integradora, mas por hora, é o que vemos emergir e saudamos e reconhecemos.</p>
<p>Esse texto é dedicado ao Filipi, que editou o vídeo abaixo, primo do meu primo e penso no quanto nossas raízes da infância no interior deixaram as sementes que nos convoca a um mundo mais compassivo e amoroso.</p>
<p>E a Ken Wilber, que embora tenha me levado a compreender muito mais do que consigo encarnar, me reafirmou a certeza que estamos todos certos e no inexorável processo de evolução que testemunhamos todos os dias sob as forças do espírito de éros e de ágape.</p>
<p><code><iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/XYJIZR9TVms" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></code></p>


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		<title>Hannah Arendt e Confúcio – quando a filosofia da ação se encontra com a não-ação</title>
		<link>http://www.blog.mariofialho.com/hanna_arendt_e_confucio/</link>
		<comments>http://www.blog.mariofialho.com/hanna_arendt_e_confucio/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 10 Nov 2010 02:03:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariofialho</dc:creator>
				<category><![CDATA[terapias e cursos online]]></category>
		<category><![CDATA[chinês]]></category>
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		<description><![CDATA[Recentemente reli o livro que Hannah Arendt escreveu em 1958 sobre a &#8220;condição humana&#8221;. Embora o texto não trate da condição humana tal como Heidegger seu contemporâneo investigou, há muito da sua influencia nos primeiros capítulos. No início do livro H. Arendt realmente nos causa arrepios, recolocar o homem na sua diferença, na sua multiplicidade


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2010/11/4_961_TaoZen.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-475" title="4_961_Tao&amp;Zen" src="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2010/11/4_961_TaoZen-300x232.jpg" alt="" width="300" height="232" /></a> Recentemente reli o livro que Hannah Arendt escreveu em 1958 sobre a &#8220;condição humana&#8221;. Embora o texto não trate da condição humana tal como Heidegger seu contemporâneo investigou, há muito da sua influencia nos primeiros capítulos.</p>
<p>No início do livro H. Arendt realmente nos causa arrepios, recolocar o homem na sua diferença, na sua multiplicidade na sua condição extravagante, para além de todo totalitarismo, a capacidade infinita de sentidos, em nossas palavras em nossos encontros.</p>
<p>O livro avança sobre muitos temas da sociologia política embora não acrescente muito além das reflexões marxistas. O tema central do livro é distinguir “labor”, “work” e “active action”. Nessa distinção nem sempre presente no pensamento econômico e mesmo em Marx ela caminha em direção a várias utopias: A utopia da liberação do homem do labor físico, a liberação do homem para o trabalho.</p>
<p>Adorei , por exemplo, que &#8220;em nossa sociedade, talvez o único que trabalhe, seja o artista, não tendo utilidade em si o sua atividade.&#8221;  Inspirador e alguns momentos evolutivos em que ela coloca a história como a capacidade da vida de liberar suas energias através do labor aos níveis mais ativos de ação.</p>
<p>Mas, por mais cliché que possa parecer, não é muito mais que uma nota de rodapé de Platão e Aristóteles. Ela mesma, situa e convoca os gregos em muitos e brilhantes momentos e chega a afirmar que todo o pensamento político estava presente lá nos gregos. Inclusive esse ideal, essas virtudes, essa busca de aprimoramento pessoal, dos melhores homens que seriam eles mesmos os filósofos. Tudo bem que isso seja assim, nada mais justo. Mas existe uma questão central que me incomoda ao longo da leitura, além da sensação de já ter “ouvido tudo isso antes”.  Realmente eu já lera o livro, mas mais do que isso, quando um autor na nossa tradição que costumamos chamar de filos-sofia, se aproxima do conhecimento, ele precisa de certa forma rever todos os que já trouxeram consigo essas questões. Assim, há muito de Marx, Weber, um ou outro socialista utópico, mas principalmente, muito de Platão.  A questão da condição humana associada ao trabalho, a arte, a técnica a era da técnica como Heidegger gosta de chamar é já cansativa. Porque passamos a buscar uma ação propriamente humana e desumanizamos a nossa simplicidade e a possibilidade de estar próximo da sabedoria, de um saber perene, que permanece.</p>
<p>O livro é vasto, lindas reflexões sobre o público e privado que prenunciam a pós-modernidade e talvez a era das hiper-mídias no sentido de que se tornaram mesmo um movimento histórico que já podia ser sentido em 1958.</p>
<p>Mas e Confúcio? Sim, quero falar também da sabedoria chinesa. Porque diferente dessa nossa tradição de sujeito- objeto e sua relação com eles,  existe um pensamento que ao invés da técnica buscou a ação pela não-ação. A ação tão precisa e preciosa que está imediatamente diante de nós que não precisa buscar nada. O ideal de ação da sabedoria é justamente não-agir, não buscar, não desejar, não esforçar.</p>
<p>Diferente de nós, gregos que somos, o pensamento chinês repudiou a filosofia, por isso se aproxima do que chamamos de sabedoria,  sofia. Em Platão, Sócrates ensina que não podemos ou não somos capazes de conhecer a sofia, mas de no máximo nos aproximarmos dela. Por isso o pensamento buscou a verdade em contraposição a falcidade, ou terceiro excluído da lógica. No oriente não temos isso, o trabalho, a técnica o labor do homem se integram no ideal não no pensamento mas na autenticidade radicalmente simples.</p>
<p>O mistério de se tornar quem se é.</p>
<p>Embora em Arendt tenhamos influências cristãs bem bonitas em passagens onde ela afirma:</p>
<blockquote><p>O perdão é a chave para ação e para a liberdade.</p></blockquote>
<p>Arendt se aproxima de Confúcio também quando fala dos hobbies como os verdadeiros trabalhos. Em Confúcio aprendemos:</p>
<blockquote><p>Escolha um trabalho que você ama e você não terá que trabalhar um único dia de sua vida.</p></blockquote>
<p>Considero que nesses momentos, Arendt aponta para o que a china chamou de Tao, para o caminho que é uma palavra impulso, uma palavra que deriva todos os outros sentidos, como o logos original.</p>
<p>Assim, o conhecimento de Arendt passa com o tempo, fica desatualizado por mais que feministas e leituras pós-modernas possam resgatar suas ideias. O alento que sobra em suas palavras realmente nos ilumina quando apaixonada e utópica, quando aponta que o ser do homem é transcendente em todas as suas dimensões. Essa é a grande economia,(oikos-nomos) a grade ordem da casa, a grade regra de nos colocar em casa.</p>
<p>Mas ainda assim, na china, não há transcendência, o caminho, o Tao, abre-se em sentido como uma pré-disposição ao infinito da arte em todas as suas práticas, inclusive a arte da política e do estado.</p>
<p>Outro dia, num lindo nascer do dia eu fiquei sem-pensar como é lindo.</p>
<blockquote><p>Passarinhos cantam</p>
<p>Luz do sol</p>
<p>Galhos e nuvens se movem</p></blockquote>


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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>O COLETIVO É TRANSPESSOAL</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Sep 2010 14:34:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariofialho</dc:creator>
				<category><![CDATA[terapias e cursos online]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[memórias e reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia transpessoal]]></category>

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		<description><![CDATA[No último trabalho ayuahsqueiro que fiz essa afirmação me veio a mente como sintese que levaria meses pra entender em intensas iniciações pessoais. “O COLETIVO É TRANSPESSOAL” Vamos seguir a ordem escrita, sabendo de antemão que podeíamos também afirmar que o transpessoal é o coletivo. Em primeiro lugar, vamos entender o que é o coletivo:


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No último trabalho ayuahsqueiro que fiz essa afirmação me veio a mente como sintese que levaria meses pra entender em intensas iniciações pessoais.</p>
<p><strong>“O COLETIVO É TRANSPESSOAL”</strong></p>
<p><a href="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2010/09/Orion1.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-421" title="Orion" src="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2010/09/Orion1.jpg" alt="" width="167" height="224" /></a></p>
<p>Vamos seguir a ordem escrita, sabendo de antemão que podeíamos também afirmar que o transpessoal é o coletivo.</p>
<p>Em primeiro lugar, vamos entender o que é o coletivo:</p>
<p>- No campo psi, campo que envolve os saberes psicológicos e psiquiátricos em geral, temos uma instância delineada na obra de Jung e de outros autores transpessoais que se refere ao conjunto de imagens, lendas, mitos, estruturas sociais, saberes coletivos que consitui uma camada do inconsciente profundo.</p>
<p>E transpessoal, o que quer dizer.</p>
<p>- Campo da psicologia transpessoal é um enredo de muitos nomes, pois existe utilização de conceitos como EGO em muitas e muitas formas diferentes. Assim, transpessoal é uma possibilidade da psique humana de alcançar instâncias para “além do EGO”.</p>
<p>A grande confusão que acontece. E acontece mesmo, não é uma simples noção conceitual que é confusa, elas se confundem nas nossas sinapses, se confundem nos nossos caminhos espirituais e nas, para não usar nossas, minhas experiências.</p>
<p><strong>Ken Wilber</strong></p>
<p>Ken trouxe uma grande luz a esse campo, pois sendo ele mesmo um praticante de meditação por décadas e tendo estudado todos os autores desses campos acima, no início de sua obra ele tinha uma forte influência tranpessoal. Numa segunda etapa de sua obra, hoje divida em 5 etapas, ele diferencia o transpessoal do coletivo.</p>
<p><strong>Falécia Pré-trans.</strong></p>
<p>A genial distinção de Wilber é justamente denunciar que há uma falácia quando se confunde elementos do inconsciente coletivo com elementos transpessoais.</p>
<p>Para que o texto se torne prático aos que buscam vivências nesse campo, vou elecar algumas das confusões denunciadas por Wilber e vivenciadas por mim.</p>
<p>Em Freud, o conteúdo inconsciente é um conteúdo reprimido, ele é “totem e tabu”, gera um “mal-estar na civilização”, não tem como se tornar civilizado e neurótico por sua vez sem reprimir os conteúdos e impulsos animais, sem a proibição do incesto, sem a ordem do pai. Para Freud, então, todos os contúdos chamados transpessoais são regressivos, eles nos levam a experiências de nascimento de morte que são sempre elementos regressivos e pré-verbais.</p>
<p>Em Jung, que estudou pacientes considerados psicóticos, não os neuróticos, as imagens que emergem nos sonhos, nos delírios, nos arquétipos, nos mitos, nas deidades de todas as culturas são elementos confundidos com elementos transpessoais também. Pois são consideradas além do ego, ou trans, quando na verdade, seriam, segundo Wilber, elementos também regressivos. Em Wilber, temos que o coletivo não é transpessoal, é também um elemento de regressão.</p>
<p><strong>Na minha experiência:</strong></p>
<p>O contato com anjos, arcanjos, espíritos, imaginário coletivo, questões e agustias ecológicas, mitos coletivos, filmes, sonhos, linhas de umbanda, linhas orientais, as diversas “linhas” de trabalhos espirituais seriam então, nada mais que ilusões coletivas.</p>
<p>Na minha experiência, talvez por ser uma experiência tão rica no Brasil, como diz uma amiga minha Bahiana que é evangélica e mora no Rio, não tem como nascer no Brasil e entrar em contato com os mitos afro-brasileiros e com elementos da umbanda.</p>
<p>No meu caso eu conheci bastante, frequentei e tenho “amigos” em todas essas linhas.</p>
<p>Qual o problema então? O problema é que embora considere a diferenciação wilberiana genial, como muito de sua obra, não acredito que todo coletivo seja pré-egóico, seja pré-pessoal. Ao contrário, acho que existe uma sintes, ainda díficil de delinar, ainda complexa demais pois precisamos dar nomes e diferenciar linhas que ainda não temos como fazer e nos faltam terapeutas capazes de escutar cada uma dessas sutis diferenciações.</p>
<p>Eu por exemplo, lido com egrégoras como da grande fraternidade branca, em sonhos, imagens e transmissões, sou devoto de são miguel arcanjo, trabalhei e me desenvolvi medinuicamente em centros universalistas, que trabalham com ramatis, andré luiz e omulú,  visitei todas as linhas ayuasqueiras, aprendi muito com sai baba, aurobindo sou profundamente ligado ao taoísmo pelo meu trabalho com acupuntura. So fruto dessa salada dos ultimos anos que se considera movimento nova era, tento me diferenciar ardentemente desse pensamento mágico que envolve filmes como o segredo e “lei de atração” reconhecendo que trazem em si relações muito mais profundas.</p>
<p>O que fazer com todo o caos e paradoxos?</p>
<p>União.</p>
<p><strong>Por isso afirmo que o COLETIVO É TRANPESSOAL.</strong></p>
<p><strong><a href="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2010/09/alquimia.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-422" title="alquimia" src="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2010/09/alquimia-238x300.jpg" alt="" width="238" height="300" /></a><br />
</strong></p>
<p>É uma nova síntese depois de feita uma distinção.</p>
<p>É o resgate dos valores coletivos e das grandes imagens uma vez que elas tenham sido diferenciadas. Porque nada nos dá mais força do que seguir nossos próprios caminhos, o caminho do herói, o caminho de morte e renascimento, vivendo os grandes mitos, e também alimentando-nos do silêncio sem forma, do Tao, do nirvana.</p>
<p>Bom saber que ainda há muito mais para diferenciar, pra reunir, pra purificar na busca da nossa pedra filosofal, muito além da imortalidade das estrelas.</p>


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		<title>Abundância e escassez e o sentido da falta</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Feb 2010 02:37:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariofialho</dc:creator>
				<category><![CDATA[ARTIGOS]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[integral]]></category>

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		<description><![CDATA[Outro dia eu disse num curso desses que deveria ser gravado, pois tem momentos que você fala coisas que realmente deveriam ser registradas. Há quem chame de inspiração, há quem chame de solidão. Bem, o que eu disse nesse curso, que desde então me parece cada vez mais fazer sentido é que: SÓ HÁ CONFLITO


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Outro dia eu disse num curso desses que deveria ser gravado, pois tem momentos que você fala coisas que realmente deveriam ser registradas. Há quem chame de inspiração, há quem chame de solidão.</p>
<p>Bem, o que eu disse nesse curso, que desde então me parece cada vez mais fazer sentido é que: SÓ HÁ CONFLITO ONDE HÁ ESCASSEZ. Tá, tudo bem, qualquer um com uma mínima noção de economia sabe disso.</p>
<p>Mas aí, vemos duas crianças discutindo, como eu vi ontem. Ela entrava no quarto chorando porque não deram o biscoito pra ela. Havia outras tantas caixas de biscoitos disponíveis, havia bastante, só que perceber isso, acabaria com a graça da escacess. Porque é na escassez que podemos viver a nossa dimensão especial, pois aquilo que é raro, mais raro ainda faz de nós.</p>
<p>Anos atrás, eu tinha um professor de pintura, ele ganhara muito dinheiro com a genialidade dos seus quadros, mas depois de se decepcionar com os seus então aliados, ele decidiu ir morar num “barraco” como ele mesmo definia. Foi ali, que depois de mais de uma década eu o reencontrei. Ele pintava os quadros mais lindos, como esse:</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-319" title="cezar monge" src="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2010/02/anjonochao1.jpg" alt="cezar monge" /></p>
<p>E também pintava as portas, pintava as paredes como se fossem mármores, e as portas como se fossem colunas de um templo dourado e celestial. Ali vinham os colibris se alimentar nos grãos despejados sobre seu chapeu.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-320" title="cezar monge" src="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2010/02/DSC04108.jpg" alt="cezar monge" /></p>
<p>Passei ali muitas e muitas tardes, como tinha sido aluno dele na infância e sempre partilhavamos conversas sobre as práticas espirituais, sempre me animava sua disposição pra superar as dificuldades. De transformar com a arte tudo ao seu redor.</p>
<p>Eu compreendia profundamente o que ele estava escolhendo passar, e via isso como um processo muito natural. Claro, num natal, não aguentei e levei lhe uma cesta de natal cheia de coisas boas, ele ficou também com minha máquina de lavar e as flores do jardim da minha casa na cinco de julho onde funcionou minha primeira clínica.</p>
<p>Saudades desse tempo de profunda abundância e de felicidade, minhas tintas todas se foram, pitávamos com o que tinhamos, paredes.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-322" title="izabela mocaiber" src="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2010/02/DSC041131.jpg" alt="izabela mocaiber" /></p>
<p>Ouvíamos músicas envagélicas pois eram as únicas que sintonizavam bem, bebiamos água com luzes do sol. Pois era preciso colorir as águas com a imaginação pra receber os seus sabores aparenetemente insípidos.</p>
<p>Esse amigo teve dois grandes impactos na minha vida. Na juventude me ensinou a brincar com luzes e sombras. Até hoje eu me lembro da minha primeira aula de pintura, na quinta série. Eu tinha que desenhar uma esfera de isopor e fazer ela parecer uma esfera espacial. E não é que eu tinha jeito para o negócio. Passei aulas e aulas praticando perspectiva, acho que foi o que mais aprendi naqueles anos que alto demais sentava no fundo das salas de aulas com 50 alunos.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-323" title="sombra e luz" src="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2010/02/how-to-shade-sphere-light-source.jpg" alt="sombra e luz" width="454" height="353" /></p>
<p>Saudades desse tempo.</p>
<p>O que ficou, sei lá, meu gosto pelas imagens, não tenho muito tempo pra pintar pq hoje é tudo tão instantâneo, que acompanhar as semanas, as vezes meses que me levam a pintar um quadro não dá mais tempo. Vamos como podemos com photoshop mesmo.</p>
<p>Mas quem sabe um dia eu redescubro o prazer pelas texturas na tela e pela mistura das tintas. Das lições fundamentais sobre a luz e a sombra a profundidade e a perspetiva.</p>
<p>Outra lição importante que ele me ensinou recentemente é jamais vender sua arte, jamais vender seu espírito. Eu sei, nem todo artista precisa ser santo, e confesso que minha vocação ascética não é assim tão grande.</p>
<p>De qualquer forma, a escassez é muito melhor que a abundância, muito mais produtiva, muito mais criativa, multipla. Embora existam e as mais nobres motivações humanas são mesmo motivações de transbordamento, como o amor, a amizade e o bem-quere. O que nos move no dia-a-dia com muito mais força é mesmo a escassez. Astrologicamente é saturno, enforcando e nos deixando esperimentar nossos limites que se contrapões a força de Jupiter.</p>
<p>Eu e saturno somos velhos amigos, meu ascendente em capricórnio fez dele o regente do meu mapa.  E sinto cada transito dele com muita força e com profundas transformações e esse é um momento assim, mesmo sendo carnaval.</p>
<p>O que eu queria dizer afinal é simples assim: Viva a plenitude e viva a escasses, viva o yin e viva o yang, viva o belo e o feio, viva o homem e a mulher, viva toda a manifestação e sua multiplicidade todos os tons, todas as cores, todas as nuances, todo o espéctro da alma e das emoções.</p>
<p>Então, se você só tem um chocolate, guarde-o, para que no momento mais precioso, você possa saber o seu verdadeiro sabor.</p>
<p>Assim também, se você tem um amor, guarde-o, para que num momento de bem-aventurança ele possa se abrir, como uma flor na sua alma.</p>
<p>Uma elegia aos transitos de saturno pela vênus e pelo meio do céu. Triste, moral e lamentoso, mas pare inspirar guerreiros na batalha a contemplar a finitude e a falta.</p>
<p>Hahahah, risos!</p>
<p>ps. que título mais psicanalítico e retrô!</p>
<p>E essa pintada na parede era minha companheira na época, saudades também e bençãos sempre!</p>


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