reflexões sobre a arte de fluir a vida
Artigos com o marcador dietética
Sopa de amendoim com Linhaça dourada da Dani (receita)
08/12/10
Eu adoro inventar coisas inusitadas com o que tenho em casa. Essa foi uma das receitas que a minha amiga Dani jurava que ia dar errado. Ela me viu pegando vários ingredientes diferentes e ficou tão supresa com o resultado que anotou a receita. Pois certamente eu não conseguiria fazer de novo. Recomento, portanto, pois é super nutritiva e foi feita para ela que estava deficiência de qi dos rins e do baço. (na linguagem chinesa). Ótima combinação e muito saborosa! Pena que não consegui achar as fotos que tiramos.
Então, vai a sopa de amendoim conforme o registro da Dani.
(serve 3 pessoas)
1 xícara de linhaça
3 xícaras de mendoim cru
1 cebola picada
4 cl. sopa de molho shoyu
2 cl. sopa de azeite de oliva
Sal marinho a gosto
1 pepino médio
1 lâmina de raiz de astragali
2 punhados de semente de lycium (Wolfberry seca )
9 ovos de codorna cozidos
Croutons
Gersal com de sal marinho e gergelim preto
1. Bata a linhaça pura no liquidificador para ela diminuir um poco de tamanho.
2. Ferva o amendoim e retire a casca (ela bóia na água, isso pode facilitar o trabalho).
3. Bata no liquidificador o amendoim descascado com a linhaça e um pouco de água usando o pepino para auxiliar.
4. Refogue numa panela grande a cebola com uma colher de azeite e um pouco de molho shoyu.
5. Acrescente a massa que foi batida no liquidificador e água. Adicione sal marinho e pepino ralados em fios longos.
6. Acrescente a astragali, o lycium e os ovos de codorna.
7. Deixe cozinhas até atingir a consistência desejada.
8. Remova a astragali e sirva numa tigela com cruton e gersal.
Uma delícia leve e saudável que pode ser comida inclusive perto da hora de dormir.
Como incluir na prática clínica as noções chinesas de destino e de cultivo
06/10/09

Na prática o que é saúde? Saúde é uma ausência de sintomas gerado pela ingestão de antibióticos? Saúde é o que se consegue quando se luta contra o fator patológico, mesmo que ele seja um “vento perverso” ou qualquer manifestação de “xie qi”. (qi do mal)
Na prática, acupuntura pertence a um domínio difícil de praticar por que com toda razão ele contém muitas variáveis e quero apenas considerar duas que aparecem com freqüência nos textos chineses. A questão do cultivo da saúde e do destino.
“Um médico de excelência cuida dos sintomas antes dele aparecerem”
Ou seja, um terapeuta investe na saúde, na sua e das pessoas ao redor. A medicina chinesa é vasta e seu campo de atuação está entre duas dimensões importantes, o corpo grosseiro e o sutil, eles se interpenetram, mas não são a mesma coisa.
Assim, no caso a atuação sobre o campo sutil não podemos esquecer que faz toda a diferença a atitude mental, a capacidade de concentração, o Yi ou intenção do praticante na hora de inserir as agulhas. ( eu disse TODA A DIFERENÇA)
Um encontro clínico verdadeiro tem uma dimensão sagrada, pois se um encontro acontece, todos se curam, aprendem e seguem viagens mais confiantes. Eu gosto bastante de ler, mas meus professores na arte de curar são sempre os que me curaram: remédios, alimentos, amigos, agulhas, plantas, homeopatia e florais.
Funcionam pra mim e me colocam de volta no caminho. Essa noção de que as coisas têm um sentido, de que a vida tem alegria e de que o tratamento pode te ajudar a conquistar isso não é o mesmo que tratar um sintoma. E às vezes eu tenho a sensação de que essa dimensão da prática terapêutica com agulha e moxa é negligenciada em função de uma enormidade de técnicas, pontos e procedimentos analíticos.
Como psicólogo eu sei o quanto uma palavra pode curar, como acupunturista que observa as sincronicidades ao redor eu sei o quanto tudo está ligado a tudo e que minha atitude na hora de inserir os pontos tem que ser trans-racional , para além da razão. Isso é infelizmente confundido como pré-racional, para aquém da razão, como se tudo que não é racional ou melhor, analítico, não é método confiável.
Com toda certeza criticar os reflexos Nova Era na prática da acupuntura como em todas as outras áreas é muito importante, mas não dá pra jogar fora no mesmo balde os tesouros preciosos dos grandes sábios iluminados do passado que abriram um campo de eficácia clínica muito além das possibilidades de sistematização mental da prática clínica.
Claro que consolidar uma base analítica é fundamental, é preciso estudar muito, isso é importantíssimo, bases sólidas para analisar os casos clínicos é fundamental. Mas no campo sutil, bem como no campo físico, o terreno continua sendo tudo o veneno não é nada, tratar os fatores de adoecimento sem considerar o paciente, o terreno onde o “mal” se instala é um extremo estúpido quanto achar que não existem doenças, só pessoas doentes. Doenças existem, bem como pessoas doentes.
Pasteur morreu reconhecendo que não eram as bactérias e vírus a questão central na saúde, mas o terreno. Assim como sabemos que na prática da acupuntura e da saúde pública, cada vez mais se sabe sim da importância de prevenir e cuidar e nesse caso, as variáveis são realmente muitas.
Se pudermos descobrir novos marcadores somáticos ligados às síndromes energéticas chinesas vai ser ótimo, mas considerando o campo da nutrição, por exemplo, não conseguimos descobrir nada sobre o que faz bem ou faz mal e em geral nos alimentamos sem ter consciência do que fazemos.
O mesmo se dá com a prática da acupuntura orientada para o destino, Ming, cuidar não é apenas tratar sintomas, mas permitir que o sujeito encontre uma forma de viver mais saudável com o livre fluxo de qi de yin e yang. Essa posição em busca dessa condição essencial deve sempre orientar a prática clínica, por mais simples que possa parecer, não é.
Aí, entra uma questão fundamental. Se o terapeuta não faz nenhuma prática de cultivo. Se não cuida da sua saúde, se não percebe os seus desequilíbrios se não vive esse estilo de vida, como poderá perceber as desarmonias no outro. Apenas com análise racional de sinais e sintomas? Pra isso tem excelentes programas de computador, cada vez melhores!
Precisamos convocar então uma outra inteligência, que por falta de nome melhor, vou chamar de inteligência do destino ou do Dao, ou do caminho. A inteligência de quem se coloca num caminho de prática e pode sim transmitir aquela expressão do conhecimento tradicional que está para além dos livros, além da letra.
A letra não só é morta, mas também mata.
O espírito não só vivifica, mas também cuida da vida em geral.
Dedicado a todos os amigos da comunidade de acupuntura com quem sempre aprendo muito!
Alimentação Viva – Germinando Vida
25/09/09
A primeira vez que ouvi falar da alimentação viva foi com uma das pessoas hoje facilitadoras do processo lá do Terrapia, já são aproximadamente 10 anos, ela é uma das pioneiras e eu na época era vegetariano. No tempo que convivi com o pessoal do Sitio do Bicho Solto, um projeto de agroecologia em Teresópolis onde bebia suco verde todos os dias. Uma delícia!

Hoje em dia, em busca de uma alimentação integral, incluo vitaminas e suplementos protéicos na minha dieta, mas percebo os grandes benefícios de todos os dias, beber um suco verde em jejum pela manha, brotos e outros germinados também são maravilhosos. Em geral, o dia começa muito melhor!
Pela medicina chinesa, comer raízes e grãos é fundamental. Eu mesmo voltei a consumir carne anos atrás por perceber que só me alimentando de alimentos crus e “vivos” acabava acentuando meu vazio no meridiano do baço que na medicina chinesa tem a função de distribuir o qi (energia) dos alimentos pelo corpo. Mas apesar disso, nas pessoas que seguem a alimentação viva eu não percebo qualquer sinal de humidade ou de deficiência de baço, isso me impressiona muito.
Mesmo assim tanto a medicina chinesa como hoje em dia a maior parte das pessoas orientadas para alimentação percebem que consumir derivados de leite pode ser tornar um problema, bem como o consumo de açúcar, farinha branca e tantos outros elementos que certamente não nos fazem bem.
Mas, começando devagar, quero propor aos que lêem meu blog que experimentem fazer um suco verde. Vejam por exemplo uma matéria sobre alimentação que mostra as oficinas do Terrapia na Fiocruz aqui no Rio.
Para fazer o suco verde, é muito simples:
Lave duas ou três maçãs por pessoa, pique e bata no liquidificador com casca mas sem as sementes.
Você pode bater aos poucos e usar um pepino para ajudar a empurrar os pedaços de maçã.
Depois num voal você côa o suco de maçã separando o bagaço.
O suco de maçã é então batido com folhas de todo gênero: couve, rúcula, hortelã, salsinha, folha de brócolis e outros.
Bata em seguida com um punhado de grãos germinados que podem ser: trigo, lentilha, girassol , e outros.
A idéia de germinar é simples, deixe na água 24h e depois lave algumas vezes até aparecer um “nariz” branco na semente.
O suco é uma delícia e dá onda! Beber suco verde todos os dias muda a sua vida, sua relação com o alimento e causa uma enorme alegria intestinal. Limpa e fortalece o sangue e libera os desequilíbrios do fígado.
Eu tenho feito o suco verde, aliás, vou fazer um agora mesmo. Se você é de Niterói, entre em contato, pois indico uma nutricionista que pode te ajudar a incluir pratos da alimentação viva na sua dieta.
O suco pra quem entende, feito assim tem toda a combinação certa para enquilibrar seu intestino deixando as bactérias boas em ótimo estado e ajudando a trazer saúde e plenitude pra sua vida!
VIVA A ALIMENTAÇÃO VIVA!
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