Qual a diferença entre medicina ocidental e oriental?

graduação de acupuntura

A primeira coisa que quero dizer é que o título desse artigo não faz o menor sentido. A melhor coisa ao tentar responder uma pergunta é entender o contexto, fazer uma análise de onde ele provém.

Nas últimas décadas, com os avanços cada vez maiores da ciência médica, a tentativa e muitas e muitas vezes ao conseguir encontrar procedimentos cada vez mais específicos para tratar sintomas, às vezes até doenças gerou uma prática médica que é simplesmente fruto de um pensamento linear.

Affe, parágrafo longo demais , que linear-mente resume-se em “para toda doença, existe uma causa”, conhecendo e eliminando a causa, acabamos com com o sintoma. Isso é medicina hoje em dia.

Matematicamente temos se x então y. (if statement). Ótimo, que seriam dos nossos bancos de dados e toda a programação se não fesse esse pensamento claro, direto, objetivo, materialista e mecanicista.

Aí então, como isso é a corrente principal, começaram a resurgir as chamadas alternativas. Tudo que não cabia e ainda não cabe dentro das práticas que obedecem a esse racioncinio linear, ficavam de fora. Entre elas, as que eu uso estão: psicoterapia, massagens, homeopatia, florais, acupuntura e fitoterpia chinesa.

O que aconteceu em seguida é que essas alternativas, como representavam uma boa fatia do mercado foram sendo incorporadas por profissionais que estariam, em tese, ligados às práticas futos de pensamentos lineares, ou seja, que procedimentos médicos fossem, testados, duplo-cegados, comparados, estatisticamente validados e tal e qual. Não passando por esse crivo, deveriam ser descartados, sem comprovação ou evidência não há ciência logo, não há medicina. Parece correto?

Mas as alternativas continuaram aí, apesar de toda a FALTA DE EVIDÊNCIA. Todos os dias pessoas de todas as culturas entrem em contato com práticas de saúde sem evidência científica e comprovam suas curas fenomenologicamente, na sua experiência.

Bem, o que eu quero dizer é muito simples.

O que difere uma medicina ortodoxa de uma medicina alternativa. Uma prática convencional de uma complementar/alternativa não é exatamente o procedimento. Mas a perspetiva.

Assim, podemos ter um acupunturista que simplesmente descartou exames de lingua e pulso porque considera que isso é muito difícil e que basta saber a doença pra saber que pontos usar. Ou seja, o racioncinio causal permanece, para doença x usa-se pontos y.

O que então diferencial uma perspectiva da outra?

A diferença é que as práticas alternativas normalmente não fazem esse racioncinio. Para uma doença tal vamos indagar sua história pessoal, seus aspéctos emocional, sua relação com a doença e a relação dos sintomas com tudo isso. Não é x causa y, mas x está em RELAÇÃO COM Y. E tratamento, neste caso é colocar as relações em harmonia.

Claro que podemos fazer um quadro comparativo de um lado colocar um médico de formação ocidental  com pensamento linear, tratamentos unifomimente validados estatisticamente e materialista “contra” um médico oriental com processo de mecânica quâtica, tratamento individualizados e vitalista.

Isso sim, caro visitante, é que é a grande BURRICE.

Primeiro que não existe uma categoria oriente ocidente que se sustente, nem holístico e quantico contra mecanicista causalista.  Essas categorias não servem nem ao terapeuta, nem ao cliente, nem a ninguém. Criando falsas diferenças pois conheço vários homeopatas, cuja prática tem por princípio modelos vitalistas que medica como se estivesse recomendando um remédio qualquer. Trata os sintomas e a doença sem incluir o sujeito como um todo.

Não a acupuntura, homeopatia, florais ou o que for que é em si a garantia de que vamos encontrar uma abordagem, uma perspectiva mais inclusiva.

Como tem gente que quer somente a fórmula pra tratar, o “doril” o alívio rápido pra sua dor ou do seu cliente. Sem ter o tempo, a calma de entender o sentido daquele que chega até sua clínica.

Qual a diferença entre medicina oriental e ocidental?

Nenhuma, precisamos saber as duas se quisermos ser terapeutas mais integrados e não é o instrumento certo que faz a ação correta, mas o instrumento certo nas mãos corretas que determinam uma ação correta. Acupuntura pode ser reduzida uma ciência, pra outros é uma arte, para nós deveria ser sempre uma ciencia-arte de nos colocar em harmonia com tudo e tratar nossas dores.

Assim, na hora de escolher um terapeuta e ele começar a falar mal do outro. Contra os alternativos, contra “eles” os médicos. Contra os remédios, contra isso e aquilo. Siga adiante na sua procura…

Precisamos de terapeutas que tenham consciliados seus hemisférios cerebrais, que fiquem em paz com a lógica de nossa programação existencial e com a arte do instante que nunca mais voltará.

Como esse…

Um texto assim, em busca de equilíbrio distante.

 

About The Author

Mario Fialho

Mário Fialho é pai do Miguel Luz, professor na multiversidade, clínica e escola em Niterói. Vive dedicado a escrever, ensinar e a cuidar de tudo que é bom, belo e verdadeiro com simplicidade. E agradece a sua visita.

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