MINHA PRÁTICA DE VIDA INTEGRAL
reflexões sobre a arte de fluir a vida
reflexões sobre a arte de fluir a vida
10/10/11
ninguém ensina ninguém e ninguém aprende sozinho.
Paulo Freire
O encontro é o sentido da minha prática clínica, aqui, todos os dias, cuidamos para que a vitalidade e encontre seu livre fluxo que chamamos vida. É sempre e mais diante do mistério, do não-saber, da falta de sentido que nos movimentamos na vida, que seguimos em frente e buscamos o encontro e o cuidado com o outro. Essa a minha prática e coerente com ela se faz acreditar na possibilidade do diálogo sincero de uma busca de compreensão da “multiversidade” de pontos de vista.
Encontros como ENAPEA, raros e preciosos, nos permitem encontros reais, olho no olho, respirar junto com o outro em busca de um alento e um sopro que nos seja comum, um texto, uma voz, uma palavra de conciliação e de acordo que apazigue o medo e a desconfiança que a internet provoca, sabemos bem.
Dizem que a internet é a “forma mais fácil de fazer inimigos sem sair de casa”. Mas não é só isso, ela pode facilitar o encontro e como facilitadora, como meio, como rede ela é muito poderosa e revolucionária. Como então vencer essa barreira das telas facilitando um encontro real e espontâneo, em que as respostas encontram o coração de todos os presentes e podem assim mandar um recado online para todo o país?
Você que lê esse meu texto pode não concordar, mas se ouvisse a música suave que toca e meus olhos transbodando de esperança de que possamos calar as nossas discordâncias e nos abrir para o encontro, ao menos mais sincero, você encontraria com mais facilidade todos os pontos que temos em comum, que convergem no mesmo caminho.
Então porque precisamos do ENAPEA?
Começo dizendo que eu preciso do ENAPEA porque quero encontra meus amigos profissionais e estudantes dessa nossa arte tão simples antiga e ao mesmo tempo tão nova, nascente e pueriu aqui no Brasil.
Também preciso do ENAPEA para aprender com quem pensa diferente de mim, para procurar não tanto convencer mas compreender, não tanto ter certezas mas formular novas questões, mais inteligentes e inclusivas de outras perspetictivas. Relembrar que sei pouco, mas que infelizmente tem muita gente que sabe bem menos que acha que sabe tudo e isso é ruim para todos.
E você, você precisa do ENAPEA? Talvez precise porque os ambientes virtuais são muitas vezes muito áridos e pouco acolhedores e a acupuntura que tem tudo para se afirmar como um campo novo de pesquisas e avanços e que tem tanto a oferecer a esfera pública de serviços de saúde acaba sendo subestimada por grupos profissionais que defendem seus interesses particulares e isso mais cedo ou mais tarde vai prejudicar a todos.
Talvez você também precise, talvez porque somos um grupos com muito em comum, muito mais em comum do que diferenças e podemos sentar pra consciliar nossos saberes juntos buscando o interesses coletivos e individuais em harmonia possível.
Acredito que precisamos todos do ENAPEA para nos lembrar que a nossa arte é infinita e a vida é muito breve e que se formos verdedeiros poderemos orientar nosso coração para aprender sempre.
Fico feliz de depois de mais de uma década de prática, centenas de livros e alunos poder afirmar que sei que sei quase nada sobre o tema, mas fico feliz de saber que minha disposição de estudar e aprender aumenta a cada ano que passa. Uma das principais ameaças que vivemos são os os que já estão satisfeitos com o “estado da arte” em que nos “desencontramos”, que acham que não precisamos de uma graduação ou de mestrados e doutorados para aperfeiçoar e levar adiante esse legado das diversas tradições.
Por fim, precisamos do ENAPEA porque somos apaixonados por essa ato essencial de cuidar e precisamos cuidar desse saber não apenas para nós, mas para as para as futuras gerações.
No ENAPEA fazemos, construimos e conspiramos pela Acupuntura – patrimônio da humanidade, direito de todos.
Infelizmente as inscrições presenciais para o ENAPEA – Niterói estão encerradas pois temos um espaço limitado, mas preferimos limitar o espaço e abrir para a sua incrição online através de teleconferência e assim fazer desse encontro um encontro nacional. Participe, envie suas perguntas ao vivo e contribua para o debate. Sua opinião é igualmente importante.
PARTICIPE TAMBÉM SE INSCREVA NO SITE ENAPEA NITERÓI
Gratidão à companheira Roberta Blanco e ao companheiro Ephraim Medeiros que mesmo da China colabora tanto e de forma tão solidária com o avanço da acupuntura no Brasil.
“Aos 15 anos, orientei meu coração para aprender.
Aos 30, eu plantei meus pés firmemente no chão.
Aos 40, não mais sofria de perplexidades.
Aos 50, eu sabia quais eram os preceitos do céu.
Aos 60, eu os ouvia com o ouvido dócil.
Aos 70, eu podia seguir as indicações do meu próprio coração, porque o que eu desejava não mais excedia as fronteiras da Justiça”.
(Confúcio, fisósofo chinês)
19/09/11
Palestra do mestre Juracy realizada na multiversidade.com.
Originalmente publicada em http://www.multiversidade.com/palestras.html
04/08/11
A intenção desse texto é tentar elucidar tantas aparentes contradições naturalmente decorrentes de visões parciais e pouco acolhedoras de uma dimensão mais ampla das possibilidades do conhecimento da acupuntura.
Aqui indico uma visão integral, que tenta tomar e conciliar os paradoxos e os vazios entre as teias discursivas, as redes de sentidos e as produções científicas, esta última, pela sua própria natureza, incompleta.
Para tanto, acolher diferentes visões em uma cartografia que nos prepare a um discurso novo, pois, a minha primeira proposição é que estamos em transição. A acupuntura que conhecemos hoje, hegemonicamente MTC, sintetizada no rastro da revolução chinesa e hoje expandida no rastro do capitalismo de Estado que se pretende e se torna realmente centro do mundo. (Zhong Guo)
A acupuntura, entretanto não chegou a modernidade. Não há comprovação científica que sustente uma publicação científica relevante (1), enquanto isso o campo da fitoterapia, este sim, cresce em níveis industriais que acompanham o crescimento da gigante economia. E é preciso entender que embora esses produtos de exportação cultural tenham sido associados numa venda casada, eles não foram sempre assim. Ao contrário, as terapias orientais encontram tantos ramos, raízes e frutos que jamais conseguiríamos dar conta de aprender tudo. Diz o adágio: – A vida é breve, a arte é longa. A arte é muito mais vasta do que alcança a nossa vã filosofia, porque na China não temos filósofos, temos sábios. E a diferença entre filosofia e sabedoria é radical, tão radical quanto o oceano que divide o campo das pesquisas científicas da prática clínica e sua base fenomenológica de saber aparente e manifesto.
Para entender melhor o tamanho do que nos separa basta se perguntar, se você é acupunturista pela fonte da sua prática clínica. Qual a fonte desse seu saber? Ele vem da ciência? Existe 1% do que você pratica que tenha vindo de um conhecimento produzido cientificamente? Se for sincero e leva a sua prática a sério, no sentido de trazer resultados, ou seja, conforto e alívio em todos os níveis para seus pacientes você não se baseia em ciência (2) para fazer seus tratamentos. Você pode se basear em autores como Deadman que relaciona centenas de tratamentos clássicos, do Macioccia (que pouco funciona) porque se baseia em uma leitura da MTC orientada para fitoterapia, ou pode utilizar recursos baseados nos ensinamentos dos “laoshi”, dos anciãos, dos mestres mais velhos. E essa tradição, ou essa forma tradicional de produzir saber que nasce do encontro clínico que corresponde 99,99% do que sabemos sobre acupuntura, nasce da experiência no atendimento de milhares de pacientes ao longo dos milênios, e isso chamamos de tradição.
Os que têm muitas dúvidas são os que precisam ter muitas certezas e as evidências fenomenológicas vastas não bastarão, vão gritar aos quatro ventos: Acupuntura é científica! Estão como todos os que gritam errados. Acupuntura que você vai praticar pelas próximas décadas se você tiver sorte, terá aprendido de um mestre. Que aprendeu de outro mestre. Existem hoje livros escritos no rastro das sínteses de mestres. Temos Padilla na Espanha, temos Kiiko Matsumoto, temos os registros de Tung, Nagano, Worseley e tantos outros que fazem novas sínteses vivas, mesmo no Brasil temos o trabalho original do professor Marcelo Pereira e cito até mesmo Raul Breves pelas suas inovações. Todos centrados na prática clínica, na experiência viva da escuta da vitalidade (qi).
Acupuntura busca escutar a vitalidade, não tratar doenças (embora possa ser também encarada dessa forma), mas, ela está em ressonância com outras terapêuticas vitalistas, no sentido de promover a saúde ao promover a vitalidade (qi).
O campo da acupuntura não é idêntico ao da MTC (medicina tradicional chinesa) que se refere a síntese materialista recente. A acupuntura que cada vez mais ganha terreno próprio nas chamadas terapias de meridianos que quanto mais praticamos sabemos que guarda tantas correspondências holográficas. Seja nas mãos, nos pés, na orelha, no abdome, na face, encontramos correspondências, encontramos ressonâncias que atuam sobre o todo.
Por isso, me assombra ver a forma aguerrida como os que se proclamam profissionais da saúde, que são em geral, não por sua falta, mas consequência do modelo que estamos vivendo, profissionais da doença. Pois sabemos a saúde não dá dinheiro, não dá lucro, não movimenta a pesquisa. O que dá lucro é a doença, esse é o “negócio” dos “profissionais da saúde”.
Por isso fico feliz quando uma orientação maior das Nações Unidas declara a acupuntura e sua intuição original do sistema de meridianos de um patrimônio da humanidade. O Brasil é membro da ONU e suas resoluções embora precisem ser homologadas, são comumente citadas nas jurisprudências como fontes de direito.
Assim como monges budistas já comprovaram e descrevem a cada dia os benefícios da meditação, as máquinas, exames e testes não nos ensinam a meditar ou não nos mostram como é a experiência dos diversos níveis de consciência vivenciados pelo praticante. Assim também, mesmo que os testes venham a comprovar as hipóteses de modulação de dor, hormonais, neuronais, o que seja, ainda assim, não vão nos ensinar como praticar acupuntura, ou qual a experiência do qi, ou a surpresa que fica o paciente ao ver que sua dor no punho pode ser muito bem tratada pelo tornozelo. Para isso, basta ver, sentir e perceber, mas as nossas inteligências múltiplas talvez um dia se some a inteligência do qi, a capacidade e competência para mover o sopro, que não estará nunca na tela de um monitor ou nas páginas dos “papers” que virão. A isso, chamamos espírito da transmissão da nossa arte.
Sintetizo de forma simples. Acupuntura ainda não é ciência, pois não é a ciência que orienta a sua terapêutica, sua prática e as expectativas das milhares de pessoas no mundo inteiro que descobriram que podem ter também economia buscando uma terapia simples e efetiva como a acupuntura, deixando para trás as indústrias farmacêuticas e seus revendedores. Talvez um dia, ela possa ser científica, mas aí não precisaremos de acupunturistas, teremos roupas, como escreveu anos atrás o companheiro Ephraim no fórum, que irão automaticamente regular os meridianos do corpo. Aí, talvez possamos viver mais de 120 anos e teremos tempo de aprender tudo que deixamos para trás em nome da ciência.
Mário Fialho
Acupunturista, Pratica e Ensina acupuntura na www.multiversidade.com
Você pode ler outros de seus artigos em seu www.blog.mariofialho.com
Referências
Filme: O violino vermelho – ilustra o impacto da revolução cultural
Ephrain in Comunidade do Orkut: Discutindo Acupuntura
Um sábio não tem ideas – François Jullien
Martin Heidegger – A era da técnica
SOUZA, Eduardo Frederico Alexander Amaral de; LUZ, Madel Therezinha. Análise crítica das diretrizes de pesquisa em medicina Chinesa. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, Rio de Janeiro,v.18, n.1, jan.-mar. 2011, p.155-174.
Notas:
(1) Claro que existem comprovações científicas para a acupuntura mas ela não orienta a prática, porque a ciência busca um mínimo possível. Não é baseado numa publicação científica que um praticante elege seus pontos, ele continua fazendo, e por isso acupuntura é uma arte e tradição que decorre da experiência clínica do ensinamento dos mestres.
(2) Nos referimos aqui a ciência no sentido da metodologia aplicada para testes e verificações de resultados típicos da farmacologia e da biomedicina como testes clínicos controlados e laboratoriais que pela sua natureza de “controle” nos dá uma visão muito estreita da realidade múltipla da clínica em acupuntura.
28/07/11
O primeiro fundamento para uma fala integral é não mentir. No sentido de que mentimos quando não sabemos do que estamos falando, quando o pensamento metafísico e operações conceituais se sobrepõe ao sabor próprio das coisas. Então, falar de uma perspectiva integral é começar pelo meu caminho pelo meu devir.
Integral é integração, já que não há nada integral, há o movimento de integração, a dança, a vida. Corpo-mente-espírito-inconsciente, eu-sociedade-natureza, todas partes de um mesmo todo. Integral é sustentar os paradoxos e transcende-los sem superá-los, é juntar, unir, reunir, sintetizar, amar, enlaçar, translaçar, transladar, circum-navegar, perinadar, puerperar, com-estar, comungar do gosto do sal dos oceanos que emergem agora na boca.
Integrando, mais do que integral, sendo sempre dinâmica, fractal-mandala, luz e forma, função e movimento, ação.
São as duas faces da montanha, o claro-escurecendo-claro-escurecendo-claro, clara luz dos entre mundos.
Integral é a geometria das formas, a beleza do abstrato adiante.
Integral é…..
Silêncio
Irradiando saudade de tudo, como a presença de ti no outro.
Reconhecer que todas as linguagens cantam os mesmos sabores e dar nomes novos a cada etapa do caminho sem nome.
Integrando é corpo-célula-mundo-gente na dança.
Integrando é receber tudo, viver tudo, saborear tudo e seguir saboreando o saber que se sabe que não sabe.
Integrando anjos e demônios, no fogo do coração do coração.
Atraversar paredes, há traves em versar.
…
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12/06/11
Todo mundo sabe que cantar faz um bem enorme.
Todo mês, reunindo os amigos para cantar músicas com mensagens de tudo que é bom, belo e verdadeiro junto com os amigos
Neste podcast, Mário Fialho e Paula Muniz conversam sobre esse sonho antigo de se reunir para cantar e fezer música na multiversidade.com.
14/05/11
“meu próprio e verdadeiro ser interior realmente existe em toda criatura viva…(e) é o fundamento dessa compaixão (Mitleid) sobre a qual repousa toda virtude autêntica, isto é, altruísta, e cuja expressão se acha em toda ação benéfica.”
Schopenhauer
Antes de mais nada é preciso definir alguns pressupostos para falar de espiritualidade. Existem muitos usos dessa palavra mas vou defini-la como a sua forma de experimentar a verdade última do universo, o sentido fundamental.
Assim, os pressupostos dessa definição implicam em ser uma vivência dessa verdade, uma experiência última, que dá sentido e orienta sua ação no mundo e os decorrentes resultados.
Não confundindo então com qualquer visão religiosa, de credo, de crença ou de qualquer panteão místico ou de santos de qualquer tradição. Radicalmente assim, somos todos espirituais, todos temos uma intuição direta sobre o mundo, mesmo que encoberta de repetições de gestos, rituais, palavras e símbolos que não correspondem a essa visão originaria.
Intenção: a minha intenção a escrever esse texto é compartilhar o desenvolvimento cognitivo e mais compassivo que tive para que possa comunicar de forma gentil e ao mesmo tempo precisa o resultado de pesquisas pessoais que começaram em 1994.
Pesquisa: a pesquisa que relato foi bebendo ayahuasca desde a juventude em mais de 7 linhas diferentes de rituais e embora eles guardem muitas diferenças, quero falar das generalidades, e que assim, possa talvez, ajudar ao maior número de pessoas da melhor forma possível.
Esse texto é dirigido à rede de amigos e pessoas ligadas ao meu “grupo-karma”, aos familiares espirituais, aos amigos evolutivos, tentando amplificar com a razão, uma compreensão espiritual e parapsíquica que aumente o discernimento, a visão global e integral.
A maior e mais profunda contradição que vejo, sendo direto, é que nos grupos ayahuasqueiros as pessoas sofrem de alguns males profundos, entre eles:
- dificuldades de lidar com o mundo, estar no mundo, ter realizações pessoais em todos os níveis: estudo, produção escrita e intelectual, trabalho, sustentabilidade emocional e financeira, falta de pé no chão.
- formação de seitas, grupos dentro de outros grupos, “panelinhas” que excluem os que pensam diferente, o que é típico de todas as seitas e presente nos grupos religiosos minoritários em geral. Verdade aqui é a verdade de estar no grupo, quem está fora está “perdido”, dizem as doutrinas.
- milenarismo, ou 2012zismo, a crença de que o mundo vai acabar, que tudo vai mal e que tendem a piorar com o tempo, uma visão narcisista de que faz com que apenas os “escolhidos” serão salvos, não muito distante da crença dos cristãos dos primeiros séculos de que o mundo acabar.
- narcisismo, se sentir superior por experimentar estados não-comuns de consciência, mas que não se dá no dia-a-dia, somente enquanto bebe a substância exógena, sem qualquer preocupação com a transformação pessoal e auto-superação.
- e por fim, a estagnação, não há transformação real, embora muitas catarses emocionais, existe pouco avanço em termos de desenvolvimento de um pensamento mais inclusivo, mais acolhedor das diferenças e da compreensão dos processos evolutivos da vida.
Mas muitos grupos religiosos tem isso mesmo em comum, o que então é o mais sério?
O mais grave é a falta de um trabalho assistencial, de esclarecimento, estudo e transformação pessoal, desenvolvimento e evolução a níveis e patamares de consciência mais elevados, ou seja, mais compassivos e inclusivos.
PONTOS POSITIVOS
Iniciação: O chá pode ter um caráter iniciático em experiências multidimensionais, mas se o sujeito já tem algum tipo de parapsiquismo, a ingestão de DMT, uma substância produzida naturalmente no cérebro em estados de meditação profunda, serve apenas como um “dopping parapsiquico” que o sujeito tem a impressão de viver uma experiência “profunda” mas ele não corresponde ao trabalho “muscular”, o esforço para chegar a ter essas experiências de forma integrada.
Esquecimento e onirismo: tal como um sonho, que acontece numa frequência de onda diferente, não são fáceis de lembrar e serem elaborados e integrados no dia-a-dia, assim, em geral há um grande descompasso entre o efeito do chá e depois que o efeito passou. Assim, tal como um sonho não registrado, é esquecido, e todo o esforço se perde.
Pesquisas: as pesquisas científicas com DMT poderão chegar a uma dose ideal, com indicadores somáticos que podem levar a um uso positivo da substância para diversos efeitos no futuro, antidepressivo e até mesmo potencializador do parapsiquismo, hoje, no seu uso religioso e místico, acaba atrapalhando mais do ajudando.
PROBLEMAS GRAVÍSSIMOS
Tráfico de Drogas: a bebida é vendida para diversos paises do mundo, diversos “turistas espirituais”, cobram e vem beber o chá no Brasil e os lucros são mais do exorbitantes.
Trabalho escravo: produtores no norte do país trabalham sob influência religiosa e o ciclo de produção o chá foi considerado por antropóloga pesquisadora como um ciclo de produção escravo. Outros tem verdadeiras produções industriais da bebida.
Brigas entre as linhas: a disputa pelo mercado religioso do chá acontece de todos os lados, com acusações graves de todos os lados, mostrando a desunião e a falta de compaixão e compreensão que as seitas geralmente guardam entre si.
Mistura com drogas: não raro, o uso de cocaína, crack e maconha dentro de alguns grupos é totalmente tolerado e até incentivado em hinos e cerimônias.
Fanatismo: o fanatismo é a cegueira opcional, é a auto-prisão, a incapacidade de olhar para os próprias ideas e perceber que são relativas, que são transitórias, que seguimos aprendendo e evoluindo infinitamente, transcendendo e incluindo o que aprendemos no nível anterior. Andam junto com o fanatismo: a gurulatria, a idolatria de lideranças e a idealização de pessoas, ignorando os aspectos negativos com perda de visão crítica e de bom senso.
Se alguém que bebe e freqüenta as religiões ayahuasqueiras discorda ou tem algo a acrescentar a essa reflexão, se conseguir de maneira a contribuir com o esclarecimento, autonomia, discernimento, lucidez, prática pessoal e vivência espiritual legítima (autogênica), sem “dopping “, por favor, deixe um comentário.
Em geral muita gente jovem, sensível e em busca de desenvolvimento pessoal, perde tempo e energia em busca de uma ilusão. Ilusão por não ser uma conquista dos próprios esforços de desenvolver compaixão e contribuir para uma visão mais acolhedora de todas as verdades parciais de si e do mundo.
Note que acredito que as pesquisas podem um dia permitir a utilização positiva da DMT, até agora, o que vemos são “viagens”, uma visão alienante de um estado de consciência que não é sustentável, por não facilitar subir degrau por degrau os caminhos do desenvolvimento cognitivo, parapsíquico, espiritual e emocional e interpessoal das nossas múltiplas inteligências.
Por fim, a síntese é a distinção importante entre o estado alterado de consciência, que o chá, a respiração, o jejum, ou outras práticas permitem, mas que não corresponde a um estágio mais elevado de consciência, ou seja, uma conquista permanente que enfrente a questão da assistência ao maior número de pessoas com o maior grau de lucidez e consciência.
Bibliografia:
Wilber, Ken – o espectro da consciência
Strassmen, Rick – DMT: The Spirit Molecule: A Doctor’s Revolutionary Research into the Biology of Near-Death and Mystical Experiences
Walsh, Roger – Higher Wisdom: Eminent Elders Explore the Continuing Impact of Psychedelics
24/04/11
Fiquei sabendo hoje, domingo de páscoa que morreu Sai Baba. Estou chorando muito, quis tantas vezes ir a Índia visitá-lo foi o primeiro pensamento, mas não precisei, ele visitou meu coração tantas vezes e quero agradecer profundamente.
Conheci Sai Baba e seus ensinamento na minha juventude e quero deixar esse testemunho, pra mim mesmo, esses rastros de uma vida em busca de integralidade de um ser humano mais pleno de uma possibilidade de saúde e plenitude pra toda a humanidade.
Tive uma criação na cultura ocidental e não sei bem como fiquei conhecendo Sai Baba, minhas primeiras lembranças são de um programa de TV e depois chegava ao centro sathya sai baba de Niterói. Me lembro da cerimônia com câfora e dos devotos todos cantando aquela lingua estranha aos pés do guru com girlandas de flores.
Ali fiz muitos amigos, ganhei livros sobre tantos santos do oriente, lia os livros da organização sai que se formava. Era o ano de 1995 e frequentei ativamente por alguns anos, meu último contato foi na fundação da fundação de educação em valores humanos em São Paulo.
Cantavamos canções em sanscrito, mas também cantos de todas as religiões. Ali ouvi as primeiras menções pra Krishna, apredi mais sobre o Budismo, Sikhis, Mulçumanos na mensagem simples e profunda de que “há apenas um Deus que é o Deus do amor e uma só linguagem a linguagem do coração.”
Todos os anos muitos amigos viajavam pra índia trazendo relatos e experiências incríveis, objetos materializados e tantas outras manifestações extraordinárias. Enviei certa vez uma carta ao avatar, aquele que desceu dos céus para nos libertar. Cantar pra shiva, ganesha, krishna, lakshimi e tantas deidades do panteão hindu ao lado dos cantos pra jesus, buda, allah.
Essa unidade das crenças e das religiões, essa tolerância fundamental por todos os nomes de Deus esse saber profundo de que o que nos une é muito maior e fundamental do que o que nos separa, tudo isso aprendi dos textos, discursos e ensinamentos de sai baba.
Os primeiros glossários com termos em sanscrito como karma, dharma, dharshana e prashadas também.
Faziamos cerimônias dos coquinhos nos dias de ganesha e também cantavamos 24 horas sem parar mantras e cânticos devocionais de todas as culturas.
Na tradição oriental, o papel da devoção Bakti é muito importante e eu considero esses anos talvez os mais transformadores de todas as vivências espirituais que tive, o amor, a devoção de todos na casa que tinha uma privilegiada visão do por-do-sol na baia de guanabara foram muito marcantes. Aprendi a tocar as primeiras combinações na tabla e participei também na escolinha de valores humanos sai.
Reuniamos as crianças para contar histórias, cantar, meditar e falar de valores humanos. Hoje eu tenho noção do privilégio que foi ter vivenciado tudo isso tão novo. Me lembro da alegria e da energia positiva que ficava na sala que vinha com cheiro de nag champa. Ontem nas minhas anotações estava – comprar nag champa. Anos que não uso insenso na minha fase mais seca do trabalho espiritual. Mas fico feliz do perfume e da devoção que sai baba e seus devotos deixaram comigo.
Quero ainda, no futuro breve, montar uma escola sob a orientação da educação de valores humanos inspirada nos ensinamentos de Sai Baba.
Amar a todos, servir a todos… virou lema do Hard Rock café, mas é a sintese mais profunda dos ensinamentos de swami.
Agradeço também ao querido professor Hermógenes pelas palestras, pelos livros e pela sublime presença na minha juventude. Agradeço e sinto o privilégio que foi toda essa vivência entre os devotos de Sai Baba.
Om namah shivaia, o namoh namah shivaia, om.
Om sai ram
Swamiji
“Somos todos uma grade famiília, um só Deus, um só coração, e o amor é a nossa religião.”
15/04/11
Curso avançado de auriculoterapia chinesa, inscrições abertas para turma que começa no dia 30 de abril, sábado, 9h na multversidade.com
24/03/11
Sobre cursos e formação de acupuntura
A reflexão sobre cursos de acupuntura e sobre a formação é vasta porque somos herdeiros no estudo da acupuntura de milhares de anos de tradição. Só as artes plasticas talvez, encontremos uma validade para a arte rupestre em diálogo com a arte moderna, mesmo assim, fica muito difícil, para os entendedores da arte, ver os tantos caminhos de expressão artísticas dos povos ao longo da história.
Tal como um rio fecundo e vasto, a acupuntura tem muitos ramos, nasce de muitas fontes que se reunem, se separam e correm todos para o grande oceano das práticas terapeuticas, simplesmente, as formas de cuidado.
Assim, tento em mente que acupuntura deveriam ser consideradas as “acupunturas” como as diversas técnicas de agulha e moxa transmitidas ao longo da história do oriente e hoje, já falamos de uma história da acupuntura no ocidente, quiça no Brasil.
Se existem então tantas acupunturas como formar novos acupunturistas perante a vastidão de um território ainda completamente inexplorado pelas línguas ocidentais. Conderando que um número bem pequeno dos textos e registros sobre acupuntura traduzidos para linguas ocidentais. E mesmo os pouquíssimos ocidentais que se propuseram a aprender chinês, aprenderam a lingua moderna que é completamente diferente da línguagem clássica em que os textos foram escritos.
Posto isso, a vastidão de um saber que ao mesmo tempo é simples e imediato, intuitivo e prático, perante a pluralidade de escolas e epistemes que são muitas e na maioria das vezes contraditórias. Sim, acupuntura, como reflexo do pensamento chinês foi registrada em uma forma de pensar que não se preocupava com os paradoxos, com as contradições e com a generalizações. Assim, uma coisa pode ser, não ser, ser algumas vezes, depender da estação, da qualidade do praticante, da inclinação da agulha, do número de agulhas, da frequência enfim, de uma enormidade de variáveis que a vida e a dinâmica do saberes que a iluminam não fazem caber de forma simples. A base do pensamento chinês está na mutação, na transformação, na complemetariedade dos paradoxos, no fluxo do devir de cada forma que os mil seres toma no caminho.
Então para indagar sobre os cursos devemos indagar como ensinar acupuntura?
Essa resposta tem milhares de anos e parece muito simples. Torne-se discipulo de um mestre. A transmissão da medicina chinesa é feita a milhares de anos de forma familiar e extremamente fechada, principalmente na china. O conhecimento sempre foi elemento de poder e visava a sobrevivência da família. Tal como os artesãos medievais e suas guildas, os artesãos das artes de curar também degladiavam-se pelas técnicas mais acuradas e escondiam apenas para os mais fieis os seus segredos. Infelismente é assim, em parte, até hoje, faz parte da chamada “inveja” chinesa, esconder pra si o conhecimento. Por isso, encontrar um mestre não é sorte de todos.
Felizmente essa não é a única forma de aprender acupuntura, desde a abertura ao ocidente a padronização da MTC Medicina Tradicional Chinesa, muitos cursos receberam alunos ocidentais que seguem atualizando o conhecimento e o modo de produção científico dos saberes fez com a acupuntura se tornasse extremamente popular em praticamente todas as grandes cidades do mundo. Assim, podemos aprender essa acupuntura “padrão”, só que como todo padrão ele serve como forma do mínimo, e quem escolhe o que entrou ou o que ficou de fora desse “padrão”. Infelismente foram os burocratas do “capitalismo de estado chinês” (comunismo). Assim, em textos publicados na china lemos coisas como “yin e yang são reflexos do pensamento dialético primitivo”. Essa busca de “modernizar” a acupuntura fez com que sua visão moderna excluísse propositalmente todo o sentido espiritual e ético que acompanhavam a prática de milhares de anos.
Assim, a acupuntura que recebemos no brasil vem de traduções de terceira mão. Do chinês clássico para o chinês moderno materialista-histórico, dessa forma ao inglês e do inglês para o português. Não preciso dizer que traduzir noções do pensamento oriental ao ocidental é uma terafa de especilistas cinólogos, infelizmente nem as traduções do inglês aos português podemos confiar. A situação é grave.
Então se mestres não estão disponíveis, se a tradução que nos chega é mais do que uma traição é uma leitura totalmente ideologicamente comprometida. Como podemos ensinar e antes aprender acupuntura?
Será em cursos de de um ano, em cursos de dois anos, em cursos de três anos?
Não, como arte acupuntura nasce de uma práxis, um saber-fazer, um fazer-saber, uma relação direta entre o a prática clínica, o paciente e o terapeuta em diálogo com as práticas ancestrais.
E o que é preciso aos alunos, basta inteligência?
É verdade que acupuntura demanda memória, é muita informação que precisa ser levada em consideração, mas além da capacidade de abstrair tratamentos, padrões, fórmulas e aplicá-la ao “caso concreto”. Precisamos de tantas outras inteligências, como inteligência cinestésica, capaz de ter sinsibilidade para perceber os pontos, os pulsos na ponta dos dedos, de manipular as agulhas de forma adequada, de perceber as sutilezas dos pontos, dos canais. Pouco importa o conhecimento de anatomia, o corpo energético que a acupuntura trata é um corpo vivo, sempre interagindo e reagindo imediatamente ao tratamento, não é um corpo morto (redundância) a ser dissecado.
Além da sensibildiade nas “mãos” é preciso empatia, capacidade de compaixão pelos seres vivos e os nossos descaminhos. Fazer retornar ao caminho, retificar o qi, retificar o espírito com a verdade são todas tarefas que precisamos de uma intuição muito própria. Uma intuição e uma capacidade de “ver” que está presente ao longo de toda a tradição, não são mitos, mas são experiências que os mais dedicados conseguem perceber. Basta lembrar que grandes mestres de acupuntura foram e são cegos. O que ilustra o quanto precisamos aprender a desenvolver outros sentidos para resgatar os sentidos da saúde e da cura.
Assim, as virtudes do caminho são tantas e todas necessárias para uma prática, ou melhor para um cultivo.
Então, como aprender acupuntura?
As minhas recomendações depois de uma década estudando são simples. Primeiro manter o coração sempre pronto a aprender, nunca achar que o que aprendeu com seu professor é a verdade absoluta, isso nem sequer faz parte do pensamento chinês. Para o oriental, tudo “Ke yi” pode ser, pode ser por aqui, por alí, por lá, todos são caminhos abertos nas raízes e nos ramos das tradições.
Segundo, manter, a abertura para enteder que o pensamento ocidental embora padecendo da cegueira da monovisão científica tem tantas outras opções de diálogo de ensino e aprendizagem que não passam por essa forma de “produção de verdades”
Terceiro, praticar o que aprendeu antes de acumular mais técnicas do que você consegue digerir. Tantos e tantos mestres usam um, dois, ou três pontos nos seus tratamentos, praticar qi gong, tai chi chuan pode certamente ser um melhor investimento que fazer novos cursos como “novas técnicas”.
Quarto: Cuidado com os que dizem “vem por aqui” os religiosos dos seus saberes, segue o seu caminho buscando com coração aberto e generosidade, seus pacientes serão sempre os seus melhores professores.
E os cursos?
Procure os cursos não como cursos fechados, mas como cursos-caminhos, como um curso do rio, escolha um vasto suficiente para te levar a encontrar com tantos outros, para que não corra o risco de ficar isolado em solilóquio, falando pra si mesmo enquanto o mundo segue e novos e velhos caminhos se encontram.
E os cetificados?
Acupuntura hoje é livre, não demanda certifiado para ser praticada, preocupe-se com isso na hora certa, a sua segurança vai vir da confiança que advem da prática e dos seus pacientes. Se e quando a acupuntura for regulamentada, procure vários e estude pela vida inteira. Acupuntura é uma arte, tal como aprender um instrumento musical, dominar uma língua a ponto de escrever poesias e entender suas metáforas ou pintar um quadro.
Cada ponto, uma pincelada.
Sem retoques.
Mário Fialho
Acupunturista e professor de acupuntura no Instituto Multiversidade.com
Formado em Direito na UERJ, Psicologia na UFF
Formação Holística Integral – UNIPAZ
01/03/11
Mário Fialho é acupunturista, professor do instituto multiversidade.com, psicólogo – universidade federal fluminense (uff) e bacharel em direito – universidade do estado do rio de janeiro (uerj)
Acupuntura recentemente foi reconhecida como patrimônio da humanidade. O que isso quer dizer? Na minha intuição, isso aponta para a importância que ela tem para todos os seres humanos, a humanidade, uma riqueza, um patrimônio de todos, pertencente portanto a todos, é internacionalmente reconhecida como um DIREITO DE TODOS.
A acupuntura se baseia em princípios simples e intuitivos partilhados por muitos povos antigos e presentes em todas as artes médicas, a uma noção fundamentalmente e sustentável dos recursos da vida, a capacidade da viva de regenerar. São os próprios recursos do corpo que convocados a encontrar “os caminhos” da cura pelos pontos de acupuntura resgatam sua informação “original” de saúde.
Na medicina ocidental esta ideia está presente no seu mito de fundação. As filhas de Esculápio, Panaceia e Higeia cada uma trazia uma cura diferente, uma nos afirmava que o remédio é a cura (panaceia), e a outra de que o próprio corpo tem os recursos de regenerar (higiene). A história da medicina no ocidente sempre foi uma relação dialética entre essas duas visões.
Mas por que acupuntura está em risco se ela é preventiva e quando trata usa os próprios recursos do corpo?
Acupuntura é tão simples e barata, utiliza apenas agulhas de metal (aço reciclável) e moxa (artemísia) que você pode até plantar, recursos plenamente renováveis como a própria energia humana.
Mas temos um problema sério, a verdadeira patologia, o capitalismo. Sim é preciso lembrar que vivemos num sistema de exclusão que classes hegemônicas se apropriam até dos saberes considerados patrimônio da humanidade!
Quando a saúde se torna cara, com procedimentos que não investem na promoção da saúde mas no tratamento de doenças, que se baseia em meios e produtos fruto de recursos finitos, que não podem ser garantidos para as próximas gerações; quando cada vez mais vamos na direção de uma saúde-consumo, educação-consumo, quando lógica da saúde virou uma ilógica estatística de seguro. Teremos um futuro para a simplicidade e a facilidade de acesso da acupuntura para todos?
Assim, a acupuntura está em risco porque um dos procedimentos mais seguros e amplos de saúde que já surgiu neste planeta mas que começa a ser apontado como perigoso.
É preciso nos perguntar:
Por que um procedimento tão simples e eficaz não é disseminado como uma prática popular?
Por que chegam aos consultórios de acupuntura apenas a mesma elite que sempre teve acesso aos melhores recursos médicos e informação?
Por que insistimos em modelos de especialização e técnico-ciência nas áreas da saúde quando sabemos que o que elevou em 30 anos a expectativa de vida das pessoas foram as práticas sanitárias e preventivas de higiene?
E porque o procedimento de saúde que está entre os mais seguros entre todas as práticas é apontado como perigoso?
Efeitos colaterais da acupuntura:
Na “bula” da acupuntura diz assim, em 00,2% de chance de ocorrer qualquer incidentes.
Esses incidentes, ou efeitos colaterais são: agulha difícil de tirar, pequenos hematomas, tonteira, alteração da pressão e por fim, o mais grave, um pneumotórax.
Fica fácil assim, quando comparado com outros procedimentos, ver que são estatisticamente nulos os riscos da acupuntura e na equação risco x benefício, fica fácil entender porque tanta gente, cada vez mais, em todos os países do mundo tem buscado acupuntura.
O verdadeiro perigo:
Cuidado então com os verdadeiros riscos da má informação, dos interesses econômicos por trás desses falsos alertas, daqueles que dizem que acupuntura praticada por leigos é perigosa, que acupuntura só deve ser praticada por médicos ou por profissionais de saúde. Do ponto de vista da informação, há milhares de anos que acupuntura é praticada por leigos, pois mesmo, o mais sábio da antiguidade não se compara com o nível de informação que um estudante de ensino médio recebe sobre saúde. E no que tange ao conhecimento da medicina tradicional oriental, somos todos leigos, sejamos médicos, psicólogos ou fisioterapeutas.
Roubo
Não seria novidade, mas é preciso denunciar, que isso seria mais um ROUBO do patrimônio que pertence a todos.
Visão
Por isso repetimos que precisamos de uma acupuntura popular, comunitária, acessível a todos e que todos possam aprender.
Algumas referências e dados:
O Instituto Nacional de Consenso sobre Saúde e Acupuntura (EUA).
Em 1997, o Instituto Nacional de Saúde emitiu uma declaração de consenso sobre a acupuntura, que disse, entre outras coisas:
“Uma das vantagens da acupuntura é que a incidência de efeitos adversos é substancialmente menor do que a de muitas drogas ou outros procedimentos médicos aceitos utilizados para as mesmas condições.”
“Essas condições dolorosas são frequentemente tratados com, entre outras coisas, os medicamentos anti-inflamatórios (aspirina, ibuprofeno, etc) ou com injeções de esteróides. Ambas as intervenções médicas têm um potencial para efeitos colaterais deletérios, mas ainda são largamente utilizados e são considerados aceitáveis tratamentos . As evidências que apóiam essas terapias não é melhor do que para a acupuntura.
99,8% da acupuntura é realizada sem significativos efeitos adversos; “Durante esses cinco anos, um total de 76 acupunturistas participaram do estudo, o número total de 55.291 tratamentos de acupuntura foi 64. O evento adverso mais freqüente foi a dificuldade em remover as agulhas após o tratamento, todos sem sequelas. O segundo evento adverso mais comum foi o desconforto, tontura, ou. transpiração, provavelmente devido à hipotensão transitória (diminuição da pressão arterial) associados com o tratamento de acupuntura.
Quando utilizando agulhas descartáveis e praticado por alunos que tiveram aulas sobre esses cuidados. Os resultados são de zero casos em 55.291.
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