depois de munto podenrar

carinhamsn

Em minha essência eu busco a justiça. Nasci sob o signo de libra e busco esse equilibrio, se por causa, por coincidencia ou por confiança, busco esse equilíbirio.

Por isso me pergunto por que ensinar, o que ensinar. Se tudo que eu aprendi veio de outrem, se tudo que sei veio de outrem. Quem sou eu senão o outro, se pergunta ao espelho de mim mesmo. O que é autêntico, o que é meu? Tem algo que posso chamar de meu?

Acho que não, nenhum direito tenho sobre nada, pois tudo me foi dado. O dom de falar também, o de escrever levou anos de vida e suor dos meus pais e professores para ensinar e ainda guardo tantas dificuldades. Dizem que a ligua é portuguesa, que se fala entre mares, que é lingua materna que também é portuguesa, minha mãe é brasileira, mas filha de português.

Assim, porque passo adiante o que aprendi. Porque passo ao meu filho tudo que recebi e deixo aqui, tento deixar para o maior número de pessoas porque quero um mundo melhor. E não existe um mundo melhor que não seja para o maior número de pessoas. Não é possível ser feliz sem respeitar a diversidade da vida, sem queremos assim dominar, dominação que se estabelece na própria palavra.

Como comunicar inaugurando uma linguagem nova, que inove e respeite, que acrescente sem prejudicar, que compatilhe sem ferir.

O meu conhecimento eu quero entregar, para morrer em paz e viver em paz. Tanto dentro de mim tanto que me sinto roubando todo mundo se eu não compartilhar tudo que em primeira vez recebi de todo mundo.

Então como faremos para construir um mundo justo para todos?

Eu não sei como faremos para levar água, alimento para tantos? Somo animais da terra, precisamos de alimento também.

Eu não sei, e meu esforço de ensinar as medicinas alternativas é que elas possam ser uma alternativa mesmo, para todos, num mundo em que todo podem ter acesso a essas informações que são patrimônio da humanidade. Assim, me sinto alguém fazendo intercâmbio de comunicação de comum e unica ação. Não quero nada para mim. Essa casa não é minha e não é meu esse lugar, diz o poeta em ressonância dentro de mim.

2013-01-28 23.05.02

Assim, é com muito cuidado, com anos de preparação, com muito teste, erro e acertos que vou ousar ensinar o que aprendi para todo mundo pela internet. O valor de contribuição é porque aprendi que valorizamos mais aquilo que fizemos algum esforço para conquistar. Isso nos ajuda a incorporar o aprendizado. Ou também quando é oferenda de um amigo. Por isso permitirei também que compartilhe com os amigos, pois o que seria do mundo sem o “shared” sem um mundo em que uma cama, um leito uma senha de um site que não tivemos acesso pudesse ser compartilhado.

É isso, não guardarei nenhum dinheiro pra mim, pois não é esse o mundo em que quero viver mas ainda não estamos prontos coletivamente para enteder o valor de tudo que nos é dado, que é graça que é de graça que somos todos, filhos do mesmo pai e da mesma mãe, todos, seus pais, seus tios e seus avós.

Ouvimos os mesmo cantos, as mesmas cantigas e os mesmos hinos. Por  isso, esse ensinamentos não são meus, como poderiam ser? São dádiva e o que tenho a oferecer é como fiz para inconpora-los na minha vida, como eles fizeram sentido e viraram então meus. Não se trata então de uma tradução ou de uma revisão, mas de algo que foi testado, atualizado, colocado em prático. O que não ficou, o que deixei pelo caminho foi porque não me serviu, mas pode servir para você. Por isso, não espero que você siga o meu caminho de forma nenhuma, mas que encontre o seu, e que aprenda a receber. Pois ao longo desse tempo, as pessoas a quem mais eu doei, mais se ressentiram. Não entenderam que o que receberam foi de Deus, foi da vida, não foi meu, como poderia ser se não tenho nada. Não sinta culpa por compartilhar nada do que eu venha a ensinar, nada é meu, tudo passa por mim, a água, o alimento e a informação.

E precisamos aprender a cuidar como formos cuidados, cuidar de todos e se os mais jóvens de superarem muito, regojige-se, pois estamos semeando para o futuro e é muito bom que tenhamos alunos e filhos que possam ir muito além de nós mesmos.

O cristal que está ao lado do monitor é da terra. A aliança de ouro e platina e mais tantos metais sobre a mesa também não é minha, é da terra, como tudo mais. O que quero transmitir então, as coisas que não são da terra, que são do espírito mas que só se transmitem nessa grande escola que é esse planeta, nessa grande universidade que são todos os nossos amores e nessa grande multiversidade que é ampliar os nossos relacionamentos a todas as outras dimensões, astros e seres do universo.

arvore dos frutosDançamos, fazemos música e vivemos, mas precisamos também demover os brinquedos perigosos das mãos das crianças que não sabem brincar junto com os amiguinhos na escola. Sim, é preciso limites, mas que eles sejam energicos e exemplares. Que sejamos a mudança ao invés de criticar o mundo velho, faça melhor, esse é o seu convite a cada momento e isso não é um desafio sórdido, é um conselho e um apoio, vou te dar tudo que aprendi para você copiar, mixar, piratear, hackerar e brincar, pois é o que queremos, um mundo e que as pessoas possam ter o que não tivemos, um mundo em que as nossas dificuldades não se repitam, um mundo mais fácil e por isso com novos desafios que não alcançaremos.

E se um dia as palavras me seçarem num esforço de sintetizar tudo e quiser simplesmente me jogar no mar nú, saiba que é uma encenação para relembrar aos donos da terra e do mar que aqui viviam índios e que somos todos índios em guerra e em busca de paz que possamos voltar a pisar na terra e nas plantas ao invés de no concreto armado das nossas artimanhas de arranhacéus, busquemos as riquesas de se inclinar pra perto da terra, assim vamos arqueando.

Esse é meu único desejo o amor e a paz que são a mesma e única mãe.

Se me perguntarem algum dia porque eu ensino, eu lhes respondo que é por tudo e por tudo que recebi e cujo único pagamento justo é dar e se possível melhor, melhorado, mais digerido, aprimorado e facilitado para todos que vem depois de nós. Que os meus erros sejam corrigidos.

Esse é o trabalho do pai esse é o trabalho do professor, não consigo entender de que outros trabalho há pra fazer.

Gratidão infinita a todos os meus mestres a todos os ombros de gigantes onde me apoiei ao ombro do meu pai, meu primeiro gigante, mas que depois de crescido, tive que descer para me tornar também um ombro ondes outros possam subir, por todos os ombros amigos, por todos os colos e todos os cafunés.

Recolhi coisas lindas, que considero lindas, em muitos e muitos livros, em muitos e muitos professores, em muitos e muitos links de muitos e muitos seres que confiaram em mim para transmitir seus conhecimentos. A todos os seres que inventaram as comunicações e as trocas para que em uma vida pudesse se aprender tantas coisas lindas, das culturas de todo o planeta através da internet.

Essa grande rede de doação e gratuidade.

Por tudo isso, soufilho do meu tempo e começo hoje o meu trabalho de ensinar online.

Com toda gratidão

Rio de Janeiro, 24/4/2015 06:08 da manhã aos cantos dos passarinhos.

About The Author

Mario Fialho

Mário Fialho é pai do Miguel Luz, professor na multiversidade, clínica e escola em Niterói. Vive dedicado a escrever, ensinar e a cuidar de tudo que é bom, belo e verdadeiro com simplicidade. E agradece a sua visita.

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