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	<title>Minha Prática de Vida Integral</title>
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		<title>ATO MÉDICO E A CAMA DE PROPRUSTO</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Aug 2010 14:22:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariofialho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[acupuntura brasileira e o ato médico


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<p>É uma lástima que estejamos num momento tão dramático para a arte de cuidar no seu sentido maior em razáo da legislaçáo que define ato médico. O a lei que pretende a impossivel tarefa de definir os limaes da arte que está na cultura de cada povo, de cada regiáo, na tentativa de definir práticas exclusivas dos profissionais médicos de saúde.</p>
<p>A medicina na lei, disputa o espaço profissionais com as equipes muntidisciplinar com enfermerios, tecnicos de saúde, terapeutas, pscicologos, fisiogerapeutas. Todos saimos perdendo, a medicina no pais já é ruim demais pra perdemos tempo com isso. Precisamos da multiplicdade, precisamos de educaçao de sa]ude basica que posa dar discernimento ao cliente na hora de escolher o seu profissional de sa[ude. Quanto náo sao os que se formam e todos os dias vemos refens dos médicos que se forma e o resultado crescente de impericia médica ou erro médico, o que é esse elefante branco chamado erro médico, ou será um elefante vermelho?<br />
A lei de ato médico não vai &#8220;pegar&#8221; nasce fadada ao fracasso  mesmo sendo aplicada nos moldes em que vem sendo discutida. O debate maior é mesmo entre médicos e enfermeiros, que na prática dos hospitais acabam dando, vendendo e muitas vezes traficando drogas dentro dos hospitais.</p>
<p>No campo das doenças da alma, os chamados remédios de ultima geração são e o famoso rivotril é o remédio mais consumido no pais  Imagine o trafico de remédios falsos, genéricos e ou mesmo farinha que é tomada no lugar de um remédio seguro. A diferença de preços é terrível e para os médicos sérios fica ainda mais difícil.</p>
<p>Médicos tem hoje salários muito ruins e trabalham em condições péssimas nos planos de saúde. Eu não  consigo imagina um atendimento que custe 20-30 reais sendo realizado dignamente, com raras exceções.</p>
<p>As velhas leis do capital marxista, seguros saúde retiraram do seu praticante os meios de trabalho, MÉDICOS SE TORNARAM MEROS DISTRIBUIDORES DAS INDÚSTRIAS FARMACÊUTICAS.</p>
<p>O o que isso tem a ver com a prática da acupuntura? Em busca de uma legalização que garantisse aos  fisioterapeutas com pós-graduação o exercicio da acupuntura, estamos dando um tiro no pé, nós não fisioterapeutas,, os praticantes tradicionais, que aprenderam com seus antepassados japoneses ou chineses, que tiveram formaçòes tradicionais se vêem obrigados a estudar anatomia ocidental para pratica anatomia.</p>
<p>A questão pode ser exemplifica com o paralelo com a biologia: assim com a biodiversidade é fundamental para a segurança ambiental, a capacidade de lidar com pragras e resistencia de uma floresta é a sua diversdide. Assim também, podemos dizer que a medicina chinesa vive com sua multiplas ramos e pequenos riachos. Mais uma vez, entetanto, cedemos a um padrão, uma verdadeira cama do &#8220;prepusto&#8221;, onde, cada um que deita, ou tem sua perna esticada, ou tem sua perna cortata, pois todos deveriam caber na sua cama.</p>
<p>Uma lástima que a a politica brasileira seja desinterassada de soluções baratas e nossos lobistas agem mal junto aos nossos chamados representantes.</p>
<p>Eu continuo, enfim, defendendo a acupuntura-arte, a que so pode se encontrada na transmissão sincera de um praticante comprometido. Ouso citar que quando o praticante está certo o mestre aparece.</p>
<p>Enfim, vamos seguindo, buscando consolidar a acupuntura brasileira, que há de se tornar um mix de tudo que temos de bom, nossa tradições africanas, nordestinas, indigenas e tudo mais que há nessa terra brasilis.</p>


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		<title>Orientação da Saúde – o que os orientais nos ensinam quem os nossos avós já sabiam</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Jun 2010 00:27:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariofialho</dc:creator>
				<category><![CDATA[ARTIGOS]]></category>
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No dia-a-dia da prática clínica, ao se deparar com desequilibrios e desarmonias ao redor somos convocados a nos harmonizar a todo o momento. Uma emoção mais forte, uma alimentação incorreta, uma postura de yoga mal feita, uma palavra mal dita, tudo nos afeta.
Somos um mistério nessa harmonia entre o céu e a terra e temos


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<p>No dia-a-dia da prática clínica, ao se deparar com desequilibrios e desarmonias ao redor somos convocados a nos harmonizar a todo o momento. Uma emoção mais forte, uma alimentação incorreta, uma postura de yoga mal feita, uma palavra mal dita, tudo nos afeta.</p>
<p>Somos um mistério nessa harmonia entre o céu e a terra e temos muitas dimensões a que cuidar. Cuidamos do corpo, não tomando shakes e outras coisas sem vitalidade, mas tomando sucos de sementes germinadas, tomando vitaminas e bucando comer seguindo regras básicas como manter o seu prato colorido e comer grãos no almoço e raízes no jantar.</p>
<p>De onde vem essas sabedorias simples? Hoje, atendi uma cliente que ao perceber um severo desequilibrio nas suas águas lhe perguintei:  quanto de água você bebe? A resposta foi, “um copo por dia no máximo.”</p>
<p>Parace um absurdo, mas não é, é justamente essa medicina profilática, do dia-a-dia, essas noções de higiene e de cuidado de si que nos deram os 30 anos de longevidade que a saúde pública nos ofertou. Não são as pilulas cada vez mais caras e mais potentes não são nossas classificações cada vez mais restritas do que eu tenho ou deixo de ter, impressionante a capacidade das pessoas inventarem novas doenças. Haja criatividade!</p>
<p>Tudo no mundo tem cura, tudo no mundo tem cuidado, até morrer curado é possível, na verdade, é preciso.</p>
<p>O que nos orienta a tradição oriental?</p>
<p>Toda a medicina chinesa, na sua relação com a alquimia taoísta indagava colocava o homem em busca da longevidade. Su Si Miao, um médico que ensinou muito, viveu mais de 100 anos, isso há centenas de anos atrás.</p>
<p>Hoje em dia, cada vez mais, quando já temos as principais doenças infeciciosas controladas, quanto mais e mais doenças auto-imune, frutos de estresse e de estilos de vida desequilibrados aparecem, mais e mais pessoas se encontram, não doentes, mas sem saúde.</p>
<p>A medicina chinesa, infelizmente está sendo vista como mais uma atividade curadora e não profilática, cada vez mais é vista para combater doenças e não para ter saúde. Tem muita gente não-doente, mas eu conheço poucas pessoas que tem saúde. Eu mesmo estou buscando a cada dia, porque é isso que é a saúde, uma busca diária, ser são, ser saudável é um projeto infinito para o qual nascemos.</p>
<p>E de quem é a responsabilidade pela saúde? Do médico, do especialista? Absurdo!!!</p>
<p>A responsabilidade pela saúde é de cada um de nós. Somos dados uma terra, um pedaço de mundo pra cultivar flores. Esses dias, alguém me disse: Você é muito sedutor, fala muito bem. Eu respondi “ a boca só fala do que o coração está cheio”.</p>
<p>O que está no seu coração que não te traz felicidades. Os seus pensamento, seus atos e suas atitudes são as mais amorosas possíveis? É possível perceber seu corpo, suas dores e se auto-massagear, se auto-curar. É possível acompanhar seus pensamentos numa meditação, sentir sua energia numa prática de qi gong, perceber que comida não é só carboidratos, proteínas e açucares, que existe uma qualidade energética no sabor, nas cores e nos texturas.</p>
<p>Somos o nosso livro de estudos, vamos virando a página pra descobrir a autoria.</p>
<p>E a orientação que podemos buscar com os antigos, não é diferente do que nossos avós faziam é cuidar, cuidar, cuidar. Essa atitude básica que estamos condenados a experimentar como nossa principal virtude e nossa principal forma de amar. Quem ainda não percebeu que é só isso que podemos fazer, que nascemos do cuidado e cuidamos da casa, da caixa de email, dos arquivos virtutuais, das palavras e também, fundamentalmente, cuidamos de si e cuidamos do outro.</p>
<p>Recentemente evoquei o evangelho, uma dessas palavras esquecidas pelos profissionais da saúde, que se estendem a todos. “Médico, cura-te a ti mesmo!”</p>
<p>Melhor seria, ser humano, cuida do seu jardim, cuida do seu coração, cuida do seu templo, cuida dos seus pensamentos.</p>
<p>Assim, podemos falar de viver. Da arte de viver, da arte de sorrir, da arte de se alegrar. Nem todo mundo está preparado, nem todo mundo suporta muito amor, nem todo mundo aguenta o mundo novo que se abre ao nosso olhar a cada instante.</p>
<p>Mas nosso corpo, sua idade que chega, os anos que passam, os sonhos que se realizam e os que ficam guardados pra sempre, tudo, tudo nos convoca cultivar.</p>
<p>Por isso, na tradição oriental, o saber nunca ficou muito afastado da linguagem popular, perceber a palidez da lingua, a fraqueza do no pulso, deveria ser uma relação direta com nossa capacidade de sentir a si mesmo e ao outro.</p>
<p>Para resgatar essa tradição, pra resgatar esse saber, eu proponho me encontrar, abrir espaços de encontros pra falar de saúde. Porque eu adoro acupuntura e medicina chinesa, mas gosto mesmo de ver as pessoas aprendendo a se cuidar, aprendendo a se iluminar, aprendendo a seguir seu coração ao invés de uma palavra que já não tem sentido.</p>


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		<title>Meu encontro com Jesus</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Jun 2010 02:04:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariofialho</dc:creator>
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		<category><![CDATA[evolução]]></category>
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		<description><![CDATA[Eu cresci e me dei conta de mim em frente a uma igreja. Nessas raízes da minha infância lembro-me que minha, minha avó tinha pintado os vitrais lindos que contavam as passagens do calvário na mesma igreja e meu avô tinha ajudado a construí-la. A imagens dos santos também ficavam sobre as janelas, sejam quem


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu cresci e me dei conta de mim em frente a uma igreja. Nessas raízes da minha infância lembro-me que minha, minha avó tinha pintado os vitrais lindos que contavam as passagens do calvário na mesma igreja e meu avô tinha ajudado a construí-la. A imagens dos santos também ficavam sobre as janelas, sejam quem fossem aqueles homens com roupas coloridas e sandalhas em cujos pés se debuçavam os anjos, lá estavam as primeiras representações da minha infância sobre o imaginário cristão, meus primeiros mitos, minhas primeiras imagens. A igreja da matriz era assim, acordavam meus dias com suas badaladas e ecoavam minhas noites com as ladainhas.</p>
<p><a href="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2010/06/saosebastpn_dpbig1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-372" title="sao sebastiao" src="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2010/06/saosebastpn_dpbig1-200x300.jpg" alt="" width="200" height="300" /></a></p>
<p>Havia os pedintes também, que sempre vinham perguntar por um “pão velho”, ou as viúvas que na época andavam juntas e todas com seus véus pretos. Outra lembrança boa era das pombas que meu avô pela manhã alimentava com dezenas de bolinhas de miolo de pão enquanto elas se revoavam ao seu redor.</p>
<p><a href="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2010/06/3doves-revised_small.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-371" title="3doves-revised_small" src="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2010/06/3doves-revised_small.jpg" alt="" width="196" height="200" /></a></p>
<p>Eu, como toda criança criada sob a tradição do oriente médio (judaico-cristã-mulçumana),  tive <span style="text-decoration: underline;">medo de Deus</span>. Aquela figura pendurada na cruz que sangrava eram pro imaginario de uma criança uma coisa estranha, embora as pinturas ao redor fossem belas, e o silêncio da arquitetura da igreja também. A crianças se vestiam de anjos pra sua coração e tantos outros ritos aconteciam alí, como eu não entendia nada do que os adultos iam fazer ali na casa de Deus, a igreja virou mesmo uma extensão da minha casa, ali eu bincava de pique e me escondia no confessionário, sendo que até hoje, não me cofessei. Aproveito aqui meu blog para as minhas confissões, e quem sabe com orações eu possa remir os meus pecados (de-u-sacertos).</p>
<p>De tempo em tempo, as carpideiras que passavam a deixar os panfletos com a cruz que chegava de tempos em tempos para anunciar a morte de um vizinho, alternavam também com as outras que vinham oferecer galinhas e doces que juro que não existem mais assim tão saborosos.</p>
<p>Me lembro com frequencia de uma senhorinha, muito muito gentil que fazia os mais deliciosos requeijões e doces de leite que me alegravam, eles, os doces, vinham numa cesta coberta por toalhinha bordada e foi a primeira presença santa que tive na vida.</p>
<p>A infância nas Minas Gerais foi assim, a igreja, em frente a casa, ao lado da casa do padre foi muito rica de boas memórias de meninice.</p>
<p><span id="more-367"></span></p>
<p>Foi alí, em relação a torre da igreja onde muitas vezes também ajudei os sinos a dobrarem que eu percebi pela primeira vez que quando eu andava, a lua andava comigo, foi ali que fui crismado, seja lá o que isso significa pra uma criança, basicamente era ter mais um padrinho, alguém que te dava presentes de tempos em tempos. Por que não?</p>
<p>Na igreja brincávamos de pique se escondendo na sacristia, me escondia nos confessionários e percorria aquele ar gélido das igreja com muito mármore e um certo perfume estranho no ar de incensos que corriam em turíbulos as missas. Raramente ocorriam ainda algumas em latim!!! Lembro disso e vejo como três decadas transformam o mundo e nossas almas.</p>
<p><a href="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2010/06/casa.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-373" title="casa" src="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2010/06/casa-300x298.jpg" alt="" width="300" height="298" /></a></p>
<p>A pombas também sempre presente, até hoje aquele som próprio das pombas respirando na minha janela me inunda de boas memórias. Você pode ouvir, o som peculiar das pombas juntas respirando na janela?</p>
<p>E as andorinhas. Nunca mais vi andorinhas, pra quem não conhece, elas tem um vôo perfeito em suas cores de yin e yang.</p>
<p><a href="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2010/06/andorinha1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-374" title="andorinha1" src="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2010/06/andorinha1.jpg" alt="" width="200" height="177" /></a></p>
<p>Assim foram meus primeiros contatos com as questões espirituais e as primeiras palavras sobre Jesus não foram canônicas, foram o sorriso do padre Rafael que nos distribuia balas de açucar junto com uns uns afagos na face, quase umas bofetadas que vinham sempre com a a palavra: JUIZO!</p>
<p>Assim, o coração de menino conheceu a igreja, como uma extensão de casa. Ao lado da casa do padre havia umas lindas roseiras. Eu não entendo porque não cultivamos mais roseiras, era tão lindo colher seus acúleos (espinhos) e fazer bem-me-quer com suas pétalas. Não consigo imaginar as crianças hoje fazendo bem-me-quer pra se saber se o outro te quer ou não.</p>
<p>Quantos entardecer eu contemplei sobre os muros da casa do padre que devia ser extrangeiro, ou sei lá o que, tinha aquele sotaque de quem talvez faz curso pra virar padre ou mora um tempo em roma, não sei bem.</p>
<p>Estudei em colégios católicos pela vida afora, &#8211; felizmente estudei um ano numa escola montessoriana  que era da minha tia, isso fez toda a diferença &#8211; mas meus pais, com enorme gratidão, nunca me levaram a missa com eles ou me forçaram a ter a mesma crença que eles, confiram que eu pudesse ter um entendimento próprio do mundo, que pudesse saborear o gosto da vida com meus próprios sentidos. Enfim, a vida é curta demais pra gente já vir com mais vozes do que precisamos pra nos dizer como ela há de ser. Lógico que tradição, família e propriedade tem algum valor, mas precisamos seguir adiante, com ou sem cruz, cada um carrega o fardo que pode, ou como certa vez aprendi de mim mesmo: Cada um tem o Deus que merece.</p>
<p>Nas escolas católicas eu nunca gostei muito de primeira comunhão, eu me lembro de quando lá pela quinta série tentaram me colocar nos catecismos e eu logo comecei a fazer perguntas!!! Nossa, eu me lembro até hoje a cara da senhorinha quando eu comecei a lhe perguntar por que Deus tinha feito o mundo, ou coisas assim. Gente, que memória essa, crianças na igreja do salesianos. Bem, não foi o meu lugar, cristo ficava sendo ora aquela figura na cruz que sempre estava nas paredes das escolas ora o educador com as crianças ao redor. Eu sempre gostei do educamor..</p>
<p><a href="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2010/06/jesus-e-eu.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-375" title="jesus e eu" src="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2010/06/jesus-e-eu.jpg" alt="" width="278" height="400" /></a></p>
<p>Eu ia fazer algumas censuras a esse texto, tentando agradar o maior número de pessoas, mas embora isso cause um certo desconforto ao meu coração, preciso contar pelo menos resumindamente a minha história com cristo nesta vida.</p>
<p>Na juventude veio muita coisa boa, movimentos políticos nas campanhas da fraternidades e os reflexos de teologias mais libertárias de certa forma repercutiam na educação tradicional das escolas católicas, cantavamos cântigos com os amigos quando íamos passear, e neste momento política e religião se misturaram. Aí ficaram por um longo tempo&#8230;</p>
<p>Depois disso, pelos meus 14 anos eu PRECOCEMENTE, affe, não é a toa que hoje tenho poucas pessoas com quem conversar, eu já tinha estudado zilhões de temas teológicos avançadissimos na infância!!! Porque 14 anos somos todos crianças!!! Sinto uma certa pena de mim pequenino e tão sabido, uma amiga que viajou pra inglaterra comigo alguns anos antes já falava isso. Perguntou se eu já tinha sido criança por conta dos papos muito “cabeças” que tinha aos 13 anos.</p>
<p><a href="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2010/06/uk.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-376" title="uk" src="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2010/06/uk.jpg" alt="" width="500" height="359" /></a></p>
<p>Em resumo, na sexta série eu li a obra toda do espiritismo brasileiro, o pentateuco de kardek, rsss. Sim, eram os primeiros livros que li na vida e quando comecei a ver que podia ler livros eu lia tudo, gostava especialmente de ler enciclopédia!</p>
<p>E claro, logo quis entender o sentido da vida e uma amiga da escola me emprestou os livros. Ali, fazia muito sentido entender o evangelho segundo o espiritismo, no mesmo ano eu li a grande síntese de pietro ubaldi, mãos de luz e outros tantos &#8220;clássicos&#8221;.</p>
<p>Não sei como minha mãe me deixava ler esses livros, eu sentava lá e lia a sem parar. A conclusão mais engraçada foi depois de ler o livro dos médius e fazer os exercícios de escrita automática eu cheguei a conclusão de que NÃO ERA MÉDIUM. Juro, tava certo de que aquilo era muito legal mas não era pra mim.</p>
<p>Bem, se parece muito, ainda nesta idade eu era <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Amorc">Rosa+Cruz</a>, do <a href="http://www.diarioweb.com.br/noticias/imp.asp?id=11599">Colégio Druídico</a> e saía do corpo à noite com lucidez com muita frequencia.</p>
<p>Então, eu fui inciado na <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ordem_DeMolay">ordem DeMolay</a>. Affe, eu ia censurar tudo isso, mas não dá, faz parte da história que preciso contar.</p>
<p>A ordem demolay é uma ordem para-maçônica pra jovens. A gente colocava capas de cavaleiros templarios e jurávamos nos templos réplicas do templo de salomão diversas virtudes.</p>
<p>Nem preciso dizer o quanto eu me sinto ainda uma criança fazendo votos de virtudes que as pessoas nem sonham cumprir. Era um clube, como escoteiros, mas conto isso porque isso se dava dentro de uma das organização fundamentalmente cristã que mais influenciou a história do mundo.</p>
<p>Eu lia todos os livros!!! Mais uma vez eu fui parar na organização da biblioteca e lá, eu recebi de doação uma coleção enorme de livros sobre templários, rosacruzes, kabalah e livros da <a href="http://www.ponteparaaliberdade.com.br/lstlvr.php">feeu</a> contando textos biblicos e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Teosofia">teosóficos</a>, explicando principalmente o antigo testamento. Textos hebraicos também e estudos que considero tão fundamentais pra se entender o cristianismo hoje, de onde vem seus principais mitos e porque eles tem tanta força no imaginário das pessoas.</p>
<p>Só mesmo considerando a minha &#8220;paraprocedência&#8221; para explicar porque eu gostava de ler enciclopédias infantis, enciclopédia do escoteiro-mirim e centenas de textos kabalísticos que explicavam a criação do mundo e davam chaves de interpretação dos textos do antigo testamento, o que os simbolos queriam dizer.</p>
<p>Isso foi divertido! Mas foi como ler revistas em quadrinho com super-herois, era, quardadas as devidas proporções, lidas sem entender o valor desse conhecimento na vida prática no entendimento teológico ou simbólico da herança tradicional cristã.</p>
<p>Dito isso, vamos à conversão.</p>
<p>Morei nos EUA, no sul, o canto mais tradicional de todos, Atlanta – Georgia. Terra de Martin Luther King e da Ku Klux Kan e do mais arraigado preconceito racial entre brancos e negros. Sim eu passei por branco, numa escola altamente graduada e como tirava notas boas fui aceito.</p>
<p>Uma coincidência significativa foi no primeiro dia de aula eu ter entrado antes da hora, na sala onde se reunia o Fellowship of Christian Youth – “fraternidade da juventude cristã”. Era a minha galera e eu nem sabia disso ainda. Eles estavam cantando com enorme devoção músicas como “celebrate jesus, celebrate”.  Logo depois, essa disciplina onde na sala ocorria os encontros, se chamava “family living”, vivendo em família. Foi uma das coisas mais legais que aconteceram lá. Eu ia pra escolas públicas cuidar de crianças uma vez por semana, era ótimo.</p>
<p>Não demorou muito a professora passou a cuidar muito de mim. Eu me lembro como ela “mandava os anjos” sempre que tinha uma notícia ruim, e como cruzava uma cruz no carro evocando o sangue de jesus antes de sairmos. Ela tinha um sorriso enorme e foi uma presença muito inspiradora. Muitas, muitas das suas frases ainda guardo comigo.</p>
<p>Entre elas: What makes the diference between you now and five years from now? She said: The people you meet and the books you read. (qual a diferença entre você hoje e daqui a cinco anos? As pessoas que conhece e os livros que lê!)</p>
<p>Sim, eu estava no coracao sulista, no canto mais concervador da américa e vivenciando a mais intensa vivência espiritual. Em resumo eu aceitei jesus num evento na escola. Depois publicamente em frente a centenas de pessoas. Lembro do meu coração agitado no peito e me lembro que havia uma lua cheia lindíssima no céu.</p>
<p>Em resumo do resumo, por lá eu frequentei estudos bíblicos semanais, ajudei a construir igrejas, vendi &#8220;dounuts&#8221; nas estradas pra conseguir dinheiro pras “missões” e me envolvi inclusive musicalmente, eu tocava e cantava dezenas de músicas.</p>
<p>Uma coisa porem me chocou!!! Certa vez, conversando com o meu “pai” lá, pois fiquei numa família. Eu lhe perguntei: Veja bem, você acredita que basta aceitar jesus que você está salvo? E ele disse sim. É exatamente isso! Eu fiquei chocado, por coincidência da vida ele também havia sido DeMolay na juventude e me mostrou um anel de mestre conselheiro. E argumentei, mas e o trabalho e ajudar as pessoas e tudo mais? Bem, não importa, se aceitou tá com seu nome escrito no livro da vida e pronto! Afe, ainda não compro essa idéia nem de &#8220;graça&#8221;!</p>
<p>Pronto, que caos na minha mente, eu só podia estudar.</p>
<p>Nessa época eu estudava latin também e ganhei um prêmio por uma escultura de pan, também pintava muito nas aulas de artes. Outra coisa legal é que eu sempre adorei livrarias e li livros como 21 lessons of merlin, o mais lindo livro sobre druidismo que li na vida e coisas como alta magia e claro, livros da elizabeth prophet comentando os manuscritos do mar morto e também os evangélios apócrifos.</p>
<p><a href="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2010/06/091676687X.01.MZZZZZZZ.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-377" title="anos perdidos" src="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2010/06/091676687X.01.MZZZZZZZ.jpg" alt="" width="99" height="160" /></a></p>
<p>Caro leitor, se você chegou até aqui nessa minha recaptulação eu vou lhe dizer que poupe seus olhos, minha relação com jesus estava só começando.</p>
<p>Eu lia sobre mestre El Moria e a grande fraternidade branca e as suas versões sobre a vida essênia de Jesus e de onde ele teria recebido os seus ensinamentos, durante os seus &#8220;anos perdidos&#8221; ou os anos de sua vida não contados na bíblia.</p>
<p>Eu convivi com mormons e também com pessoas ligadas as culturas nativas indígenas. Li o livro dos mormons e também os livros da gnose. Tudo muito legal, mas pouco transformador.</p>
<p>Bem, de volta ao Brasil, eu queria muito encontrar o que eu vivi lá. Mas o movimento gospel aqui nem existia ainda! Nada parecido, hoje tem em tantos lugares. Eu acabei cantando sozinho as músicas e voltei pra rosa-cruz e tantas ordens esotéricas.</p>
<p>Eu sabia muita coisa, coisas demais pra aquela idade, mas tinha vivido muito muito, muito pouco.</p>
<p>Então, em 1995 eu comecei a manifestar muitos processos paranormais. Eu lembrava de vidas pessadas e desde então isso é um fenômeno tão comum que nem me espanto mais. Mas no início era muito forte e confuso. Eu fui, indicada por uma amiga, procurar um centro espírita. Fui lá porque nessa época sofria muito com uma amiga que estava, no meu entendimento muito mal, pensando em suicídio.</p>
<p>Lá fui eu parar no <a href="http://www.servidoresdejesus.com.br/" target="_blank">Centro Espírita Servidores de Jesus</a>. Em algum momento nessa história eu comentei que estudei centenas de livros de astrologia?</p>
<p>Bem, não é pra falar de tudo que eu estudei ou vivi, só pra tentar ao final explicar minha relação com Jesus.</p>
<p>Na casa espírita eu fui muito bem acolhido, mas sofri muito nos primeiros anos. Meu processo gerava muita dor, e eu sentia dores de todo mundo, ainda sinto, mas hoje eu controlo isso, só sinto quando quero entrar em ressonância com alguém, ou realizar um acoplamento áurico.</p>
<p><a href="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2010/06/o-coração-do-amor.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-378" title="o coração do amor" src="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2010/06/o-coração-do-amor.jpg" alt="" width="244" height="320" /></a></p>
<p>No centro, tudo se fazia em nome de jesus, eram todas as mensagens orientadas pelos espíritos muito generosos e outros muito fortes e cheios de energia.</p>
<p>Eu aprendi muito com as benzedisses dos pretos-velhos, dos orixás e dos amparadores. Mas também confesso que sofri muito, meu processo mediúnico era profundamente voltado pra cura, embora eu incorporasse, psicografasse, falasse e curasse, o que mais me afetava era mesmo sentir os sofrimento dos outros, trazer eles pro meu corpo e depois tentar curar isso em mim.</p>
<p>Nesse trajeto, eu fiz outra conversão importante, saí da minha vida de liderança estudantil e militante do partido dos trabalhadores e do MST para me tornar um terapeuta. Não foi bem uma escolha, foi uma coversão. Mais uma vez eu fiquei organizando e trabalhando como voluntário também na biblioteca. Lá eu lia todos os romances, todos os livros doutrinários e buscava entender o que se passava comigo.</p>
<p>Eu era muito novo e minha meduinidade avançada atraiu muitos amigos que me ajudaram muito, mas também uma certa inveja que me fazia participar, mas nunca me colocar como “médium” pronto, sempre estive estudando, pequisando, mas ajudei muita gente. Até hoje, quando raramente eu levo alguém lá, que seja espírita, sou recebido, como dizia uma amiga da unipaz que é cirurgiã, como um médico que chega no hospital onde trabalha. Todos de branco, eu passava a semana toda lá, em todos os tipos de trabalho de maneira muito intensa.</p>
<p>O que tem jesus com isso?</p>
<p>Bem, existem vários já&#8230;</p>
<p>Jesus da infância – o que se deve temer, que nos vigia, que nos pune, que olha os nossos pecados, pra quem devemos nos convessar em busca de perdão.</p>
<p>O jesus da juventude – que abençoa a vida que traz amigos, felicidade, nos faz o povo eleito e nos alegra por estamos na família de deus e também traz sucesso e properidade.</p>
<p>O jesus mestre essênio – que emerge dentro de uma linhagem esotérica muito antiga, cuja ancestralidade remonta a ambraão que entende os mistérios das energias e da vida.</p>
<p>O jesus espírito de luz – que deu exemplo moral e ensinamento espiritual para todos os demais que convete e afasta os demônios que ilumina diversas linhas espirituais.</p>
<p>Eu vou seguir contando, porque não acaba por aí.</p>
<p>Em 1998, tudo isso começou a dar frutos. Eu estudava o eneagrama, estava na unipaz e relia os evangélios na leitura de Jean Yves e Roberto Crema. Até bem pouco tempo, Roberto era ainda a principal referência na minha vida, minha afinidade com ele é muito antiga, bem como toda a família da unipaz.</p>
<p><code><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/p7ZNFD3h2r8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/p7ZNFD3h2r8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></code></p>
<p>Nesse ano eu pintei esse quadro, com as duas mãos, pois tive uma intensa experiência espiritual. Foi quando eu vi que jesus tinha de fato renascido e vivido e morrido com maria madalena. Veja que eu não li isso no código da vinci, isso emergiu na minha memória coletiva, seja lá o que for. Bem, o entendimento kabalísico sobre a segunda vinda de adão, o estabelecimento do reino e mais um monte de coisa que quem sabe sabe e não vale aqui explicar também emergiu todo ao mesmo tempo. Eu reaprendia a contar e em uma boa metáfora eu estava lendo o código da matrix.</p>
<p><a href="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2010/06/matrix-f-d-2001873.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-379" title="matrix" src="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2010/06/matrix-f-d-2001873-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p>Eu comecei a ouvir e a falar a lingua dos anjos, eu podia ficar horas falando em rimas e versos, em trovas cheias de sentidos que eu mesmo depois tinha que entender.</p>
<p>Afe, quem disse que alguém queria escutar isso. Jesus virou então, &#8220;imitatio&#8221; medieval na minha carne e tudo mudou. Eu passei a entender tudo (dentro da tradição cristã) o livro das revelações se revelava em pedra preciosa no meu coração e a jerusalem celestial se abria diante dos meus olhos&#8230;</p>
<p>Eu vi&#8230;</p>
<p>Eu vi&#8230;</p>
<p>Eu vi&#8230; o que posso apenas dizer que foi a mais bela visão da minha vida, que foi um anjo no céu.</p>
<p>Eu já tinha visto muitos e muitos espíritos, psicografava, florais, homeopatia, remédios e conselhos pro cartas pra centenas de pessoas, mas queridos, anjos era uma outra categoria!!!!</p>
<p>Nossa, até hoje eu tento entender o que eu vi vivenciei naqueles anos. Eu revivi isso mutias vezes, até que cansei de ficar buscando o reino dos céus. Eu já tinha visto tudo que queria ver.</p>
<p>A beleza era tanta, a alegria era tanta que eu achei que tinha chegado lá!!! rsss</p>
<p>Era o reino dos céus. Eu conversava com passarinhos, acariciava cães bravios e acolhia todos os estranhos que chegavam com o mesmo amor, distribuia dinheiro pras pessoas na rua, que na época ganhava dando cursos sobre o eneagrama!!! É tinha enlouquecido de deus, como dizem os árabes.</p>
<p>Os céus se coloriam, eu via luzes ao redor das pessoas e cada alvorecer eu despertava de sonhos alvos com beija-flores e arcanjos a cantar. Nossa, como posso explicar a beleza de ver um raio de sol como um ente vivo! O sol, a lua, a estrelas, o mar, tudo era espírito de Deus.</p>
<p>Quem disse que meu corpo tava preparado pra isso, não estava, e acho que até hoje não está, quando intensifico minhas práticas, eu ainda faço febres e minha pressão se eleva. Acho que não tô pronto pra isso, acho que vai ser numa outra vida que vamos poder pisar nessa terra com pés de anjos.</p>
<p>Depois disso, eu voltei a beber ayuauacas, daime, frequentei todas as linhas, mas<a href="http://www.ceudodedodedeus.com/" target="_self"> fiz até este site do Céu do Dedo de Deus</a>, onde encontrei muita gente de outras vidas e vivências. Lá também jesus era o chefe dos trabalhos e que trabalheira!!!</p>
<p>Em 1998, já ia me esquecendo, eu viajei pra frança. Por lá eu visitei muitas e muitas igrejas. Ascendi velas em tantas categrais em especial no Monte São Miguel, onde, no dia de São Miguel eu comunguei pela primeira vez dentro da igreja católica, numa bela missa pra jovens nesse dia.</p>
<p><a href="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2010/06/notre-dame.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-380" title="notre dame" src="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2010/06/notre-dame-204x300.jpg" alt="" width="204" height="300" /></a></p>
<p>Minha mediunidade já era muito avançada na época e a energia do local era tão forte que na volta, uma amiga brasileira que conheci por lá começou a falar do pai que tinha morrido e ele veio e conversou com ela. Eu não era acostumado a vivenciar a mediunidade assim, nesse nível em qualquer lugar, mas não tive muita escolha, a energia do local era muito forte.</p>
<p>Quando voltei fiz o estudo de <a href="http://www.milagres.org/">um curso em milagres</a>, uma belíssima psicografia de uma psiquiatra americana de autoria Jesus que me aproximou de novo do cristianismo.</p>
<p>Também visitei por conta da família e de uma namorada, os movimento carismático católico, distribuindo alimentos nas ruas e cantando as musicas do padtre marcelo.</p>
<p>Estudei todos os santos, todos os salmos, todos os hinos, todos os cantos e fico sempre com a simplicidade franciscana que o Leonardo Boff me ensinou nos <a href="http://www.unipazrj.org.br/">anos da unipaz</a>.</p>
<p>Hoje, a minha pincipal questão não é tanto Jesus, Buda, Alah ou Jeova, Krishna, Bahai, Mahavira ou Brahma ou Oxalá. Quero desde o instante que Deus falou Eu Sou na minha consciência, espalha isso pro maior número de pessoas. Mesmo que pra isso, tantas e tantas vezes eu precise: “fingir de morto, pra permanecer vivo”.</p>
<p>A minha principal questão, depois dessa vida onde já tinha vivido tudo isso aos 20 anos, conseguir uma forma de transmitir o que vivi de melhor, construindo pontes e mais pontes, ajudando o maior número de pessoas da melhor forma possível sem deixar que um nome de deus, uma religião, uma transmissão de sabedoria se trasforme em letra morta na voz dos blasfemadores.</p>
<blockquote><p>“Não importa a origem, identidade, credo ou cor, somos todos filhos de um mesmo pai, somos todos irmãos da criação.”</p></blockquote>
<p>Então, viva Jesus, viva Maria, viva José e viva a sagrada família e as sagradas amizades perdidas nas curvas da evolução.</p>
<p>Como vocês podem imaginar, tem muito, muito, muito mais pra dizer, mas isso é só um blog e como disse uma amiga minha da igreja presbiteriana que ando frequentando recentemente.</p>
<p>“Você deveria escrever considerando os terráqueos que estão lendo.”</p>
<p>Não sei se consigo, mas penso sobre isso há 10 anos desde que um anjo me levou aos céus.</p>
<p>Perdão mais uma vez ao leitor, pois esse texto, como todos os outros, vai ao blog sem revisão.</p>


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		<title>Qual a diferença entre medicina ocidental e oriental?</title>
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		<pubDate>Sun, 23 May 2010 13:28:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariofialho</dc:creator>
				<category><![CDATA[ARTIGOS]]></category>
		<category><![CDATA[acupuntura]]></category>
		<category><![CDATA[integral]]></category>
		<category><![CDATA[medicina]]></category>

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A primeira coisa que quero dizer é que o título desse artigo não faz o menor sentido. A melhor coisa ao tentar responder uma pergunta é entender o contexto, fazer uma análise de onde ele provém.
Nas últimas décadas, com os avanços cada vez maiores da ciência médica, a tentativa e muitas e muitas vezes ao


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<p>A primeira coisa que quero dizer é que o título desse artigo não faz o menor sentido. A melhor coisa ao tentar responder uma pergunta é entender o contexto, fazer uma análise de onde ele provém.</p>
<p>Nas últimas décadas, com os avanços cada vez maiores da ciência médica, a tentativa e muitas e muitas vezes ao conseguir encontrar procedimentos cada vez mais específicos para tratar sintomas, às vezes até doenças gerou uma prática médica que é simplesmente fruto de um pensamento linear.</p>
<p>Affe, parágrafo longo demais , que linear-mente resume-se em “para toda doença, existe uma causa”, conhecendo e eliminando a causa, acabamos com com o sintoma. Isso é medicina hoje em dia.</p>
<p>Matematicamente temos se x então y. (if statement). Ótimo, que seriam dos nossos bancos de dados e toda a programação se não fesse esse pensamento claro, direto, objetivo, materialista e mecanicista.</p>
<p>Aí então, como isso é a corrente principal, começaram a resurgir as chamadas alternativas. Tudo que não cabia e ainda não cabe dentro das práticas que obedecem a esse racioncinio linear, ficavam de fora. Entre elas, as que eu uso estão: psicoterapia, massagens, homeopatia, florais, acupuntura e fitoterpia chinesa.</p>
<p>O que aconteceu em seguida é que essas alternativas, como representavam uma boa fatia do mercado foram sendo incorporadas por profissionais que estariam, em tese, ligados às práticas futos de pensamentos lineares, ou seja, que procedimentos médicos fossem, testados, duplo-cegados, comparados, estatisticamente validados e tal e qual. Não passando por esse crivo, deveriam ser descartados, sem comprovação ou evidência não há ciência logo, não há medicina. Parece correto?</p>
<p>Mas as alternativas continuaram aí, apesar de toda a FALTA DE EVIDÊNCIA. Todos os dias pessoas de todas as culturas entrem em contato com práticas de saúde sem evidência científica e comprovam suas curas fenomenologicamente, na sua experiência.</p>
<p>Bem, o que eu quero dizer é muito simples.</p>
<p>O que difere uma medicina ortodoxa de uma medicina alternativa. Uma prática convencional de uma complementar/alternativa não é exatamente o procedimento. Mas a perspetiva.</p>
<p>Assim, podemos ter um acupunturista que simplesmente descartou exames de lingua e pulso porque considera que isso é muito difícil e que basta saber a doença pra saber que pontos usar. Ou seja, o racioncinio causal permanece, para doença x usa-se pontos y.</p>
<p>O que então diferencial uma perspectiva da outra?</p>
<p>A diferença é que as práticas alternativas normalmente não fazem esse racioncinio. Para uma doença tal vamos indagar sua história pessoal, seus aspéctos emocional, sua relação com a doença e a relação dos sintomas com tudo isso. Não é x causa y, mas x está em RELAÇÃO COM Y. E tratamento, neste caso é colocar as relações em harmonia.</p>
<p>Claro que podemos fazer um quadro comparativo de um lado colocar um médico de formação ocidental  com pensamento linear, tratamentos unifomimente validados estatisticamente e materialista “contra” um médico oriental com processo de mecânica quâtica, tratamento individualizados e vitalista.</p>
<p>Isso sim, caro visitante, é que é a grande BURRICE.</p>
<p>Primeiro que não existe uma categoria oriente ocidente que se sustente, nem holístico e quantico contra mecanicista causalista.  Essas categorias não servem nem ao terapeuta, nem ao cliente, nem a ninguém. Criando falsas diferenças pois conheço vários homeopatas, cuja prática tem por princípio modelos vitalistas que medica como se estivesse recomendando um remédio qualquer. Trata os sintomas e a doença sem incluir o sujeito como um todo.</p>
<p>Não a acupuntura, homeopatia, florais ou o que for que é em si a garantia de que vamos encontrar uma abordagem, uma perspectiva mais inclusiva.</p>
<p>Como tem gente que quer somente a fórmula pra tratar, o “doril” o alívio rápido pra sua dor ou do seu cliente. Sem ter o tempo, a calma de entender o sentido daquele que chega até sua clínica.</p>
<p>Qual a diferença entre medicina oriental e ocidental?<a href="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2010/05/integrative-medicine.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-360" title="integrative-medicine" src="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2010/05/integrative-medicine.jpg" alt="" width="300" height="198" /></a></p>
<p>Nenhuma, precisamos saber as duas se quisermos ser terapeutas mais integrados e não é o instrumento certo que faz a ação correta, mas o instrumento certo nas mãos corretas que determinam uma ação correta. Acupuntura pode ser reduzida uma ciência, pra outros é uma arte, para nós deveria ser sempre uma ciencia-arte de nos colocar em harmonia com tudo e tratar nossas dores.</p>
<p>Assim, na hora de escolher um terapeuta e ele começar a falar mal do outro. Contra os alternativos, contra “eles” os médicos. Contra os remédios, contra isso e aquilo. Siga adiante na sua procura&#8230;</p>
<p>Precisamos de terapeutas que tenham consciliados seus hemisférios cerebrais, que fiquem em paz com a lógica de nossa programação existencial e com a arte do instante que nunca mais voltará.</p>
<p>Como esse&#8230;</p>
<p>Um texto assim, em busca de equilíbrio distante.</p>
<p><a href="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2010/05/integrative-medicine.jpg"><span id="_marker"> </span></a></p>


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		<title>Entre o artista, a plateia, o espelho e narciso.</title>
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		<pubDate>Sat, 22 May 2010 05:32:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariofialho</dc:creator>
				<category><![CDATA[ARTIGOS]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[masculino e feminino]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Jung já apontava pra uma dimensão linda da da vida. O mundo, a alma do mundo, a anima mundi é reflexo do nosso interior. O mundo que vemos, os atores que escolhemos, o sol, a lua as estrelas, o estranho que nos fala o amigo que começa a falar sem saber o porque e por fim. as sincronicidades, os sonhos. Todas as imagens são imagens de nós mesmos.</p>
<p><a href="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2010/05/375_anima_mundi2.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-353" title="anima mundi" src="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2010/05/375_anima_mundi2-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a></p>
<p>Ontem eu caminhava com uma amiga que me trouxe um grande presente, o passado presente. Explico. Nos conhecemos há 15 anos atrás. Ela falava enquanto caminhávamos que queria gravar aquela lembrança, a bela imagem na praia e levar sempre consigo. Eu lhe disse, que esse lugar é que a via passar, quem está de passagem somos nós, que passamos pela vida dos outros, como dizia Exupery: “deixado um pouco de nós e levando o outro consigo”. Embora sejamos também um pouco raposas e um pouco pequenos principes com suas rosas em redomas de vidro. <img src='http://www.blog.mariofialho.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><a href="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2010/05/pequeno_principe.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-354" title="pequeno_principe" src="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2010/05/pequeno_principe.gif" alt="" width="275" height="275" /></a></p>
<p>Assim também, a paisagem, eu falava, é que deveria nos ver crescer e alcançar, pouco a pouco a maturidade de nós mesmos.</p>
<p>E as borboletas?</p>
<p>Bem, borboletas no estômago&#8230;</p>
<p>Será mesmo nescessário borboletas no estômago?</p>
<p><a href="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2010/05/34672_20090315130001695.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-356" title="borboletas no estômago" src="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2010/05/34672_20090315130001695-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a></p>
<p>O artista na infância, pinta, dança, canta pra atender aos pais, nossa plateia por excelência. Na adolescencia, se faz objeto para o outro, se torna artista, ou mesmo diretores teatrais para que outros incorporem seus sonhos e suas dores, talvez por excesso de sensibilidade, talvez por covardia mesmo, talvez os dois.</p>
<p>Na maturidade, creio eu, o artista é criativo porque isso lhe é o viver. É assim, canto porque  o pássaro canta. Se faço uma pintura é porque sonho, se traço uma mandala é porque o mundo ao meu redor precisa de ordem, como a ordem interna.</p>
<p>Assim é com narciso. Você conhece a história, não é?</p>
<p>Se não, vou resumir como me aprece (apraise), vou só recontar como me encanta.</p>
<p>- Narciso era muito bonito e todos o invejavam-amavam.</p>
<p>- Um dia ele caminhava por um bosque e encontrou uma ninfa, chamada Eco.</p>
<p>- Eco não suportou que narciso não a quisesse e lhe atraiu para um lago.</p>
<p>- Lá, narciso olhou sua imagem se apaixonou. E alí morreu.</p>
<p><a href="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2010/05/Eco-e-Narciso.-John-William-Waterhouse-1903.-Liverpool-Walker-Art-Gallery..jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-355" title="Eco e Narciso. John William Waterhouse (1903). Liverpool,  Walker Art Gallery." src="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2010/05/Eco-e-Narciso.-John-William-Waterhouse-1903.-Liverpool-Walker-Art-Gallery.-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" /></a></p>
<p>Onde narciso morreu nasceu uma flor, que conhecemos. O que poucos sabem é que de narciso, narké, vem também a palavra narcótico. Tudo que vicia em nós mesmos, sejam nossas imagens, nossas fotos, nossos perfis virtuais, nosso estilo de vida. Tudo que não morre, mata.</p>
<p>Assim, cada flor que morre, é a lembrança da nossa finitude beleza, da nossa imagem que não se suporta, da nossa fragilidade infinita.</p>
<p>Tenho convivido com tantos artistas iluminados. De verdade, gente que brilha ao se reparar, ao se olhar atentamente. E de tanto brilho pra fora, tanta, tanta escuridão pra dentro.</p>
<p>Não parece óbvio isso, na vida das pessoas imagem, das “personalidades”,  alguém de verdade queira uma vida como a do outro ao invés da sua própria, seu prórprio gosto, seu próprio sal, seu próprio saber, seu próprio sabor.</p>
<p>Imagem e semelhança. Ator e plateia, imagem e objeto, sujeito e por fim o mundo, não dual.</p>
<p>Me lembrei de Alice através do espelho. Quando vamos atravessar o espelho de nós mesmos, perceber que estamos num grande salão de espelhos e ver além da matrix?</p>
<p><a href="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2010/05/Through_the_Looking_Glass__by_Sugarock99.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-357" title="Through_the_Looking_Glass" src="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2010/05/Through_the_Looking_Glass__by_Sugarock99.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a></p>
<p>Qual o custo disso, de atravessar o espelho? Saber que agora e sempre, você vai querer mais do que qualquer outra coisa, ajudar tantos e tantos outros a atraversar seus espelhos.</p>
<p>O narcisimos do outro se torna um narcismo de si que é o narcismo do outro que o reflexo que é a morte que é a imortalidade florescente!</p>
<p>Sem torpor, sem temor, sem espetáculo, se expectativa, sem espera, não um, não dois.</p>
<p>&#8220;Um lindo jardim&#8230;</p>
<p>Para deus em nós vir pousar&#8230;</p>
<p>Para deus conosco brincar.&#8221;</p>
<p><strong>Game is over.</strong></p>


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		<title>Quando o cuidar é uma arte e o amor um arte-fício</title>
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		<pubDate>Thu, 13 May 2010 07:25:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariofialho</dc:creator>
				<category><![CDATA[ARTIGOS]]></category>
		<category><![CDATA[integral]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[relatos da terapia]]></category>

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		<description><![CDATA[
Quando o cuidar é uma arte e o amor um arte-fício
Uma das coisas mais complexas na vida do terapeuta é conseguir separar as funções terapeuticas da outras funções do viver. Considerando, claro que a vida tem funções bem estabelecidas e que podemos discernir ou mesmo atuar, no palco na nossa existência nesses papeis. Mas tudo


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<p>Quando o cuidar é uma arte e o amor um arte-fício</p>
<p>Uma das coisas mais complexas na vida do terapeuta é conseguir separar as funções terapeuticas da outras funções do viver. Considerando, claro que a vida tem funções bem estabelecidas e que podemos discernir ou mesmo atuar, no palco na nossa existência nesses papeis. Mas tudo indica que sim.</p>
<p>E o papel de um terapeuta, ou melhor de um psicoterapeuta é refletir junto ao paciente a ciência de si. Do self. Nem que pra isso o amor ser apenas um arte-fício.</p>
<p>Hoje eu acordei às três da manhã sentindo as usuais correntes de energia pelo meu corpo depois de muito elaborar sentimentos e sofrimentos meus e os que estão ao “aredor” e registro aqui pra fazer uma sintese desse tema tão raro.</p>
<p>Porque o pepel de psicoterapeuta é raro. Porque o terapeuta é um anti-papel. Ele é o papel que reflete o ator, que o escuta, o escuta atentamento para além de todas as máscaras, de todas a aparências, é alguém que vê profundamente o outro. Quando isso não acontece e escutamos com uma escuta, contaminada de preconceitos, de opiniões de si, não podemos encontrar espaço suficiente, abrir espaço suficente para o outro poder se rever.</p>
<p>Assim, carregar o título de um psicólogo é realmente uma tarefa árdua. O psicólogo não é filho, não é pai, não é amigo, não é médico, não é amante, não é irmão, não é&#8230;, não é&#8230; não é&#8230; pra poder ser no teatro da vida, todas essas coisas para o sujeito da terapia, o cliente.</p>
<p>Mas, cuidando do mundo, e já sabemos que nascemos e somos essencialmente seres de cuidado, como não cuidar de quem amamos e queremos bem? Impossível.</p>
<p>Assim, preservar a posição da transferência é muito importante, é talvez a mais difícil e a mais necessária posição que precisamos, os terapeutas, aprender a cultivar porque á mais necessária posição no mundo, exatamente porque é tão difícil e tão rara.</p>
<p>Eu nunca fiquei com uma paciente minha, mas já fiquei com uma terapeuta certa vez. Claro que a terapia que ia muito bem acabou. E embora eu ache que na prática de acupunra isso é perfeitamente normal, cultivar a amizade, afetos e ainda assim ajudar o qi a circular livemte, na prática de psicoterapia isso não acontece.</p>
<p>Como eu disso, terapeuta não é amigo e não tem que ser. Se você imagina isso, ou se isso acontece, pronto, não temos mais terapia, temos conversa com amigo que também é muito bom, mas não tem o potencial a nos ajudar tanto.</p>
<p>Assim, escrevo pra marcar algumas coisas importante na prática clínica.</p>
<p>Se alguém precisa de terapia, não lhe ofereça amizade, mesmo que isso seja o que você quer.</p>
<p>Se um amigo precisa de terapia, lhe indique sempre alguém que você confia, se é que você conhece uma dessas pessoas raras capaz de ajudar os outros</p>
<p>Encaminhar um paciente pra outra pessoa é tão ou mais responsabilidade do que cuidar da pessoa em si. Eu já errei nesse caminho e não quero errar mais.</p>
<p>Por fim, meu último mandamento aos terapeutas.</p>
<p>O maior e mais verdadeira forma de amar é sempre a que se orienta ao outro e a maior forma de se orientar com o outro é na terapia. Então, amar verdadeiramente não é se encantar pelas paixões de eros, amar é não=estar lá para amizade, não estar lá para o amor, não estar lá&#8230;.</p>
<p>Para que o outro possa vir ver verdadeiradamente a vida.</p>
<p>Hoje eu escutei assim:</p>
<p>E eu?</p>
<p>Dessas pessoas que amam e cuidam demais que não precisa de mais um amigo, precisa de terapeuta que infelizmente estava lá quando não precisava.</p>
<p>Escrito pra mim,</p>
<p>que te</p>
<p>amaria.</p>


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		<title>Simplicidade &#8211; porque o simples é belo, bom e verdadeiro</title>
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		<pubDate>Thu, 06 May 2010 06:14:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariofialho</dc:creator>
				<category><![CDATA[terapias e cursos online]]></category>

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		<description><![CDATA[reflexão sobre a simplicidade na prática clínica e na vida


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<p>Recentemente entrei uma pessoa que tem me chamado muita atenção, do ponto de vista do ponto de vista. Explico: Ela tem me feito pensar de maneira absolutamente original sobre temas que já considerava bem assentados entre meus valores.</p>
<p>A idéia mais radical é a da simplicidade. No taoísmo a simplicidade é um conceito central, pu é a simplicidade que no ideograma é representado por uma madeira que não foi talhada, por um olhar sem preconceito sem julgamento.</p>
<p>Bem, dito isso, já explicado de onde vem essa retomada de simplicidade na minha vida sempre cheia de idéias complexas. Pra ilustrar estou escrevendo nada menos do que uma eciclopédia de medicina chinesa.</p>
<p>Ok, mas o que a simplicidade tem a nos explicar, falando aos leitores interessados na prática clínica.</p>
<p>No campo da psicologia, um olha sem julgamento é fundamental. Escutar atentamente o que emerge no mundo, sem projetar nossos próprios fantasmas é fundamental. Importante também tem quem possa nos escutar em todas as nossas dimensões. Acolher tudo de luminoso e de sombrio com a mesa aceitação e mesma consideração.</p>
<p>Na prática da medicina chinesa a coisa se torna ainda mais complexa. Pra ilustrar exemplos re pacientes que acolhi recentemente.</p>
<p>Paciente com sindrome de renaut, lupus, sem um rim, sem o útero, com glicose alterada, dores no braço, dor severa na coluna e queixa princial é, imagine, ela quer perder 5 quilos em um mês.</p>
<p>A complexidade é tanta, que pelo sistema de diferenciação de sindromes não dá nem pra começar a anotar os sintomas. Digo, os sintomas, porque isso foram apenas as queixas relatadas que não incluem gosto amargo na boca, insônia, instabilidade emocional e tantos outros.</p>
<p>O que fazer? Pedir ajuda aos  céus e perguntar por onde começo? Sim, sempre, mas podemos também nos servir das estratégias da acupuntura japonesa. Especialmente a desenvolvida pelo mestre nagano.</p>
<p>Em casos complexos, mais e mais eu tenho me orientado pelos exames propostos pela sua aluna Kiko Matsumoto e conseguido surpreendentes resultados clínicos.</p>
<p>O mais interessante é o resgate da simplicidades, os métodos chineses atuais, afastados da orientação simples da medicina chinesa de origem taoísta, tem deixado de lado a simplicidade dos tratamentos numa busca de valorizar a complexidade da ciencia da acupuntura.</p>
<p>Assim, perdemos todos – pacientes, terapeutas, alunos e professores.</p>
<p>Há que se fazer com simplicidade todas as coisas.</p>
<p>Um profundo agradecimento a quem tem me mostrado o valor da simplicidade que me orienta no meio de tantas informações, de tanto caos e tanto sofrimento.</p>
<p>MISSÃO:  A MULTIVERSIDADE É UM ESPAÇO DE VIDA E FORMAÇÃO INTEGRAL ONDE CUIDAMOS E ENSINAMOS A CUIDAR COM <span style="color: #0000ff;">SIMPLICIDADE</span> DE TUDO QUE É BOM, BELO E VERDADEIRO.</p>


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		<title>Abundância e escassez e o sentido da falta</title>
		<link>http://www.blog.mariofialho.com/abundancia-e-escassez-e-o-sentido-da-falta/</link>
		<comments>http://www.blog.mariofialho.com/abundancia-e-escassez-e-o-sentido-da-falta/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 15 Feb 2010 02:37:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariofialho</dc:creator>
				<category><![CDATA[ARTIGOS]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[integral]]></category>

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		<description><![CDATA[Outro dia eu disse num curso desses que deveria ser gravado, pois tem momentos que você fala coisas que realmente deveriam ser registradas. Há quem chame de inspiração, há quem chame de solidão.
Bem, o que eu disse nesse curso, que desde então me parece cada vez mais fazer sentido é que: SÓ HÁ CONFLITO ONDE


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Outro dia eu disse num curso desses que deveria ser gravado, pois tem momentos que você fala coisas que realmente deveriam ser registradas. Há quem chame de inspiração, há quem chame de solidão.</p>
<p>Bem, o que eu disse nesse curso, que desde então me parece cada vez mais fazer sentido é que: SÓ HÁ CONFLITO ONDE HÁ ESCASSEZ. Tá, tudo bem, qualquer um com uma mínima noção de economia sabe disso.</p>
<p>Mas aí, vemos duas crianças discutindo, como eu vi ontem. Ela entrava no quarto chorando porque não deram o biscoito pra ela. Havia outras tantas caixas de biscoitos disponíveis, havia bastante, só que perceber isso, acabaria com a graça da escacess. Porque é na escassez que podemos viver a nossa dimensão especial, pois aquilo que é raro, mais raro ainda faz de nós.</p>
<p>Anos atrás, eu tinha um professor de pintura, ele ganhara muito dinheiro com a genialidade dos seus quadros, mas depois de se decepcionar com os seus então aliados, ele decidiu ir morar num “barraco” como ele mesmo definia. Foi ali, que depois de mais de uma década eu o reencontrei. Ele pintava os quadros mais lindos, como esse:</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-319" title="cezar monge" src="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2010/02/anjonochao1.jpg" alt="cezar monge" /></p>
<p>E também pintava as portas, pintava as paredes como se fossem mármores, e as portas como se fossem colunas de um templo dourado e celestial. Ali vinham os colibris se alimentar nos grãos despejados sobre seu chapeu.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-320" title="cezar monge" src="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2010/02/DSC04108.jpg" alt="cezar monge" /></p>
<p>Passei ali muitas e muitas tardes, como tinha sido aluno dele na infância e sempre partilhavamos conversas sobre as práticas espirituais, sempre me animava sua disposição pra superar as dificuldades. De transformar com a arte tudo ao seu redor.</p>
<p>Eu compreendia profundamente o que ele estava escolhendo passar, e via isso como um processo muito natural. Claro, num natal, não aguentei e levei lhe uma cesta de natal cheia de coisas boas, ele ficou também com minha máquina de lavar e as flores do jardim da minha casa na cinco de julho onde funcionou minha primeira clínica.</p>
<p>Saudades desse tempo de profunda abundância e de felicidade, minhas tintas todas se foram, pitávamos com o que tinhamos, paredes.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-322" title="izabela mocaiber" src="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2010/02/DSC041131.jpg" alt="izabela mocaiber" /></p>
<p>Ouvíamos músicas envagélicas pois eram as únicas que sintonizavam bem, bebiamos água com luzes do sol. Pois era preciso colorir as águas com a imaginação pra receber os seus sabores aparenetemente insípidos.</p>
<p>Esse amigo teve dois grandes impactos na minha vida. Na juventude me ensinou a brincar com luzes e sombras. Até hoje eu me lembro da minha primeira aula de pintura, na quinta série. Eu tinha que desenhar uma esfera de isopor e fazer ela parecer uma esfera espacial. E não é que eu tinha jeito para o negócio. Passei aulas e aulas praticando perspectiva, acho que foi o que mais aprendi naqueles anos que alto demais sentava no fundo das salas de aulas com 50 alunos.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-323" title="sombra e luz" src="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2010/02/how-to-shade-sphere-light-source.jpg" alt="sombra e luz" width="454" height="353" /></p>
<p>Saudades desse tempo.</p>
<p>O que ficou, sei lá, meu gosto pelas imagens, não tenho muito tempo pra pintar pq hoje é tudo tão instantâneo, que acompanhar as semanas, as vezes meses que me levam a pintar um quadro não dá mais tempo. Vamos como podemos com photoshop mesmo.</p>
<p>Mas quem sabe um dia eu redescubro o prazer pelas texturas na tela e pela mistura das tintas. Das lições fundamentais sobre a luz e a sombra a profundidade e a perspetiva.</p>
<p>Outra lição importante que ele me ensinou recentemente é jamais vender sua arte, jamais vender seu espírito. Eu sei, nem todo artista precisa ser santo, e confesso que minha vocação ascética não é assim tão grande.</p>
<p>De qualquer forma, a escassez é muito melhor que a abundância, muito mais produtiva, muito mais criativa, multipla. Embora existam e as mais nobres motivações humanas são mesmo motivações de transbordamento, como o amor, a amizade e o bem-quere. O que nos move no dia-a-dia com muito mais força é mesmo a escassez. Astrologicamente é saturno, enforcando e nos deixando esperimentar nossos limites que se contrapões a força de Jupiter.</p>
<p>Eu e saturno somos velhos amigos, meu ascendente em capricórnio fez dele o regente do meu mapa.  E sinto cada transito dele com muita força e com profundas transformações e esse é um momento assim, mesmo sendo carnaval.</p>
<p>O que eu queria dizer afinal é simples assim: Viva a plenitude e viva a escasses, viva o yin e viva o yang, viva o belo e o feio, viva o homem e a mulher, viva toda a manifestação e sua multiplicidade todos os tons, todas as cores, todas as nuances, todo o espéctro da alma e das emoções.</p>
<p>Então, se você só tem um chocolate, guarde-o, para que no momento mais precioso, você possa saber o seu verdadeiro sabor.</p>
<p>Assim também, se você tem um amor, guarde-o, para que num momento de bem-aventurança ele possa se abrir, como uma flor na sua alma.</p>
<p>Uma elegia aos transitos de saturno pela vênus e pelo meio do céu. Triste, moral e lamentoso, mas pare inspirar guerreiros na batalha a contemplar a finitude e a falta.</p>
<p>Hahahah, risos!</p>
<p>ps. que título mais psicanalítico e retrô!</p>
<p>E essa pintada na parede era minha companheira na época, saudades também e bençãos sempre!</p>


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		<title>DVD de Astrologia Marcelo Caminha luzinforma</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Jan 2010 13:07:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariofialho</dc:creator>
				<category><![CDATA[DVD]]></category>
		<category><![CDATA[NOSSOS DVDS]]></category>

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		<description><![CDATA[
A multiversidade.com lançou um DVD duplo com um curso de astrologia do professor Marcelo Caminha.
Marcelo é matemático e programador, tem uma mente brilhante e uma visão da astrologia muito clara e bem estruturada.
Seu DVD é uma excelente oportunidade pra quem quer conhecer os fundamentos da astrologia e obter insights originais sobre a o sentido da


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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-305" title="dvdsinhos" src="http://www.blog.mariofialho.com/wp-content/uploads/2010/01/dvdsinhos.jpg" alt="dvdsinhos" /><br />
A multiversidade.com lançou um DVD duplo com um curso de astrologia do professor Marcelo Caminha.</p>
<p>Marcelo é matemático e programador, tem uma mente brilhante e uma visão da astrologia muito clara e bem estruturada.</p>
<p>Seu DVD é uma excelente oportunidade pra quem quer conhecer os fundamentos da astrologia e obter insights originais sobre a o sentido da vida &#8220;con-siderando&#8221; nossa relação com os planetas.</p>
<p>O DVD discute ciência e tradição, de teoria da relatividade e as leis de kepler ao futuro dos sentidos do viver nas eras astrológicas e nos ciclos da vida, transitos e mapa natal.</p>
<p>O DVD dá uma boa base para você compreender seu próprio mapa pois são mais de 6 horas de vídeo cheios de conteúdo e belas imagens.</p>
<p>Além disso, você pode conhecer um programa desenvolvido pelo Marcelo no site <a href="http://luzinforma.com" target="_blank">www.luzinforma.com</a> calculando seu mapa e solicitando dicas e interpretações pessoais.</p>
<p><strong>clique no botão abaixo para comprar com boleto ou cartão o seu DVD</strong><em></p>
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		<title>Amor</title>
		<link>http://www.blog.mariofialho.com/amor/</link>
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		<pubDate>Tue, 05 Jan 2010 01:28:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mariofialho</dc:creator>
				<category><![CDATA[terapias e cursos online]]></category>
		<category><![CDATA[masculino e feminino]]></category>

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Uma amiga e aluna do curso de acupuntura, ontem me pediu pra escrever uma página sobre amor. Eu lhe disse que já havia escrito demais sobre o tema nos últimos tempos, mesmo assim, ela insistiu, e como ela fica me ouvindo falar 4 horas sobre medicina chinesa aos finals de semana eu decidi acolher o


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<p>Uma amiga e aluna do curso de acupuntura, ontem me pediu pra escrever uma página sobre amor. Eu lhe disse que já havia escrito demais sobre o tema nos últimos tempos, mesmo assim, ela insistiu, e como ela fica me ouvindo falar 4 horas sobre medicina chinesa aos finals de semana eu decidi acolher o pedido.</p>
<p>Quero começar dizendo o que amor não é: Não é ciúmes, não é apego, não é falta, não é saudade, não é desejo, não é êxtase, não é admiração, não é estética, não é luxuria, não é tesão, não é um, não é dois.</p>
<p>Dito isso, e superado tudo isso acima, podemos começar a sentir amor. Embora amor não seja propriamente um sentimento. E seja mais como uma experiência, um verbo intransitivo como bem definiu o poeta, quem ama, ama. Não ama objeto-outro, nem ama a si mesmo.</p>
<p>Já se disse que é uma dádiva, talvez seja. Seja o que for é bom demais!</p>
<p>Na tradição cristã tem uma frase lapidar que diz “amar ao próximo como a si mesmo.” Veja que no caso o objeto indireto, próximo, o que quer dizer?</p>
<p>Num nível mais bobo, da economia libidinal, amar o próximo como a si mesmo quer dizer não ame demais, não dê mais do que receba, ou, a regra é mais fácil, primeiro ame a si mesmo depois ame o outro como você ama a si mesmo.</p>
<p>Quando os budistas falam que amar a si mesmo e falta de amor a si mesmo é um absurdo, eu acho que eles estão completamente certos. Quem sofre de falta de estima na verdade se estima demais, quem se suicida, chega ao clímax dessa loucura. Eu não precisaria, né leitor, mas vou repetir, que nada disso também é o amor.</p>
<p>Haha, estou rindo do meu tom de quem vai dizer finalmente o que é o amor. Perdoem esse pobre mortal, mas os gregos talvez soubessem algo do amor e vou seguir um pouco suas teorias pra finalmente falarmos do que eu acho que seja o amor, hahaha, termino a frase com a mesma gargalhada.</p>
<p>Para os gregos tem 4 tipos de amor, pornéia – amor do desejo de consumir o outro, filia – amor da amizade, eros – amor que nos eleva e nos tira o chão, do impulso criativo e agape – o amor engajado no cuidado do outro e do mundo, dos pais pelos filhos e de cada um por toda a diversidade do mundo.</p>
<p>Ok, existe polêmica nos sentidos originais desses termos. Muitas tentativas de traduzi-los, por isso vou abandoná-los. Eu gosto de pensar que Eros é a energia criativa que sobe em direção ao uno e Agape é o a energia-consciência-amor que desce em direção a pluralidade de todas as coisas que abraça toda a manifestação, tudo que emerge. Que te parece?</p>
<p>Eu prometi escrever o que é o amor em uma única página e ela já está acabando.</p>
<p>Amor é. Amor é abertura sem tempo sem espaço sem objeto sem forma onde todo o universo se encontra.</p>
<p>Amor é o quando eu e tu, nós nos (dis-sol-vemos) quando os pensamentos já não alcançam e quando a energia flui livremente, amor é liberdade em todas as direções, através do outro.</p>
<p>Amor é ser um com todas as coisas que são todas um mesmo, no início e no fim de todas as coisas. Haha!</p>
<p>Acabou a página, mas como o amor sempre diz, diz e dirá a última palavra. Eu acrescento algo mais, uma linha, um risco pra que se saiba que o amor nunc(a cabe) e sempre vai além.</p>
<p>Não dá pra ver, mas saiba que ao final-agora, só resta um sorriso e lágrimas, nesse encontro está o amor.</p>
<p>3 de janeiro de 2010</p>
<p>Dedicado a uma certa “noiva em fuga” que como tudo na vida faz o que é certo pra equilibrar os ciclos de nascimentos em mortes em sansara.</p>


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