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Acupuntura e os estágios de compaixão e de sabedoria no desenvolvimento e evolução
21/01/12
Acupuntura e os estágios de compaixão e de sabedoria no desenvolvimento e evolução
‘Você troca de roupa em dois minutos; leva-se uma existência inteira para trocar de coração’ Jean Yves Leloup
Na última década, um grande avanço no campo da psicologia foi a retomada da pesquisa de níveis de desenvolvimento moral nas pesquisas universitárias, de Maslow a Beck , temos cada vez mais ferramentas a ajudar a ler a realidade e compreender os pontos de vista e posições políticas na esfera pública e como posições antagônicas podem, tal como dizia Freud, fazer amizades de conveniência contra um inimigo comum. Principalmente hoje, em que as redes sociais dão voz aos que muitas vezes não chegaram ao nível de consciência que foi necessário para desenvolver as tecnologias que hoje todos fazemos uso. A ética geral da internet é colaborativa, democrática, participativa, aberta a links e mesmo autopoiética. O simples princípio de compartilhar ideias e informações demanda uma certa posição de transbordamento e não de escasses de uma economia da gratuidade e da generosidade que apropriada por pessoas de níveis de consciência aquém dos necessários para essa tecnologia em si existir. Quero dizer com isso que a maioria das pessoas ainda não concebe um mundo livre, igualitário, democrático, participativo e mais radical, grátis
O que de melhor temos na vida é a gratuidade, ela veio pra ficar e justo com ela a qualidade que se sobrepõe aos papeis da burocracia. O mundo civilizado já reconhece tudo isso, nós aqui no Brasil ainda estamos muito distantes desse patamar, mas para compreender como esse problema se cristaliza na prática vou abordar o tema no campo da acupuntura e no desenvolvimento dos valores dos seus praticantes, mas que poderia ser qualquer outro recorte.
Assim, podemos aplicar essa reflexão para identificar em nível estamos e como podemos evoluir em nos tornando mais lúcidos e compassivos, mais generoso, amorosos e também inteligentes que é basicamente a mesma coisa.
O universo da acupuntura é usado apenas como campo temático do que na verdade se reflete em todas as áreas da nossa vida, pois essas estruturas alteram tanto a nossa cognição (o que podemos compreender) quanto nossas pretensões de ação políticas e valores que nos motivam e com isso a consequência da prática.
O primeiro grupo é o de pessoas egocêntricas e belicosas (meme vermelhor)
Reflete-se naqueles que acham que bastam a si mesmo, que podem fazer o que quiser, que desrespeitam os outros e normalmente atacam suas próprias sombras da qual são completamente inconscientes. Imaginam que a acupuntura pode ser exercida por eles da forma que quiser e pouco importa as consequências para ele ou para seu grupo, ele faz o que quer e dane-se todo mundo. Inclusive seus pacientes. Todo mundo é ruim, só ele sabe, fez é foda e todo mundo mais não sabe nada. Já viram esse tipo por aí?
Participação política – não participa a não ser pra insuflar conflitos e pode se tornar extremamente violento quando enquadrado em suas motivações infantis.
O segundo grupo conservador e legalista (meme azul)
Este grupo embora mais avançado do que o anterior, acredita na força da lei, embora ache que a lei é aquela que protege os seus interesses apenas. Costuma não ler ou estudar a legislação brasileira que como no resto do mundo já está seguindo níveis mais avançados, mas está certo que tem o Direito ao seu lado. São os que acusam o outro e cometem normalmente crimes de injúria de difamação pelos quais já deveriam estar condenados. Normalmente comete abusos e censura idéias contrárias e ainda assim acredita que está certo. Suas posições de direita e conservadoras transparecem nas suas atitudes repressoras em nome da ordem (fascismo). Há um fundamentalismo de que exista uma única acupuntura correta e que deve ser aceita por todas (leia-se a sua própria). Embora consiga se organizar em grupo, não consegue pensar além dos interesses do seu conselho profissional, por exemplo, o grupo de fisioterapeutas acupunturistas, e se consideram pessoas muito importantes, embora não consigam adesão de pessoas de níveis mais evoluídos dentro do seu próprio meio e se sentem pessoalmente ofendidos quando as lideranças da fisioterapia decidem trocar a regra do jogo para uma perspectiva mais evoluída de prova de títulos aberta a todos os fisioterapeutas, caminho natural para todos os profissionais que querem títulos de especialista. Infelizmente no Brasil ainda temos muitas pessoas assim, elas normalmente tem visões religiosas muito carolas e se sentem os portadores da “verdade”. Elas buscam o papel colado na parede e não se importam muito com a qualidade da sua formação uma vez que já dispões de um título de especialista presumem que já não há nada a saber.
Participação política – tal como grupo religiosos, se aliam pelo medo, são contra-fóbicos e extremamente reativos, só pensam algo depois que alguém faz alguma coisa original, por isso estão sempre correndo atrás. Também se arrogam lideranças que não possuem numa clara perda de perspectiva. Saca desses candidatos a vereador que nem a própria mãe do sujeito vota nele? Pois é, conhecem alguém assim, se vê em algum momento nessa posição? Se sim, vamos em frente, há esperança.
Prática – gostam de decorar e seguir protocolos e regras rígidas, algumas vezes fazem misturas religiosas com acupuntura.
Terceiro grupo racional e científico (meme laranja)
Este grupo representa um avanço, pois entende que no mundo moderno há uma disputa que se dá pela qualidade do seu produto ao invés de apenas a qualidade do seu papel. Conseguem ultrapassar os interesses coorporativos quando a conjuntura parece oferecer uma oportunidade lucrativa, jogam no time que está ganhando, desde que o cash-flow não diminua. Esse grupo, embora mais avançado, acaba suprimindo as tradições de sabedoria que vem aliadas ao contexto e pratica da acupuntura tradicional, raramente praticam meditação ou qi gong, i ching e consideram tudo isso superstição. Na sua prática, vale mais a construção do conhecimento científico que no caso da acupuntura gera uma posição muito paradoxal pela grande quantidade de evidência mas praticamente nenhuma base científica que explique seus resultados. Mesmo assim, pela base racional (neocórtex) com que operam suas ações é possível estabelecer um diálogo desde que seus interesses financeiros e comerciais sejam atendidos. A legalidade é secundária, pois o dinheiro compra tudo e todos.
Atuação política – vaselina, querem ficar bem com todo mundo para atender à sua agenda financeira e expansionista. A graduação de acupuntura é mais uma oportunidade financeira do que uma agenda política. Se estamos ganhando dinheiro, porque mudar as regras?
Prática - estão alinhados com o crescimento da acupuntura na china moderna e as bases racionais da sua prática materialista e expansionista.
Quarto grupo pós-modernos pluralistas igualitários (meme verde)
Depois da maturidade, depois de ler os autores do nosso tempo, depois de anos de estudo refletindo sobre as consequências do saber de a política. Depois da possibilidade de um mundo open-source de que falávamos no início. Há um grupo que entende que a verdade é aquela constituída no seu tempo e lugar. Que o enquadramento que damos para o mundo muda e a acupuntura no Brasil é única e está só nascendo. Que há um espaço social de construção do saber e que há várias medicinas chinesas, várias racionalidades médicas, várias posições possíveis para uma posição mais abrangente que coloque na ordem do dia, não apenas os interesses econômicos, mas também o futuro da constituição deste saber. Conseguem pensar não apenas no momento, mas antever os problemas sociais e políticos de um erro histórico na constituição das lutas de classes mas estão abertos a debater com todos e esse seja talvez um grande erro. Estudam e percebem que há diversas formas de conciliar esse saber e se orientam por diretrizes como a da UNESCO e da OMS. Entes jurídicos transnacionais que refletem os avanços desse tipo de mentalidade nos países mais desenvolvidos em que o saber e a prática são compartilhadas e construídas com o interesse público.
Atuação política – extremamente capazez intelectualmente e poderiam facilmente exercer a liderança desse processo, mas não se veem motivados a ter que lidar com os níveis anteriores considerados intoxicantes e ignorantes (sofrem de narcisismo). Valores como uma acupuntura para todos, formações heterodoxas e pouca ou nenhuma ênfase na necessidade de um papel, a não ser que se trate de uma graduação de acupuntura, que serviria ao interesse de todos. Muitos se envolvem com o movimento sem fins lucrativos como o ENAPEA.
Prática – se interessam pelos aspectos mais sutis da prática, há não muito tempo atrás, antes da acupuntura moderna, só essas pessoas consideradas alternativas é que se interessavam por essa medicina mais ecológica e simples e solidária. Estudam as relações mais sutis da sabedoria pela prática e ouso dizer que por conta da sua visão mais abrangente conseguem os melhores resultados clínicos embora não se interessem por comprová-los. Nutrem certo desprezo pelo nível anterior e pelo modelo cientificista materialista e desqualificam as produções científicas.
Quinto grupo integral
Entendendo toda essa dinâmica de desenvolvimento, uma visão integral concilia atuação política com qualidade do ensino atendendo aos diversos níveis e facilitando o desenvolvimento moral, cognitivo, espiritual dos níveis anteriores. Entendendo que estão todos certos dentro da sua capacidade atual de desenvolvimento e que não há razão, ou compaixão que possa fazer com que cada um siga crescendo aos níveis seguintes de crescimento, há uma contemplação ativa, uma compressão lúcida e uma atuação sincera e uma esperança generosa;
‘Você troca de roupa em dois minutos; leva-se uma existência inteira para trocar de coração’ Jean Yves Leloup
Atuação política – tenta informar os outros níveis dos seus pontos cegos e facilitar o processo de desenvolvimento sem atrapalhar sua agenda pessoal de valores éticos de gratuidade e transmissão tanto da sabedoria quanto do saber deixado pelas tradições. Ciência, arte e moral podem ser conciliados a uma prática clínica, política, pedagógica e uma vida integrada que exemplifique esses princípios.
Prática – valorizam tanto ciência quanto tradição, tanto eficiência quanto responsabilidade.
Sexto grupo holístico e emergente
Neste grupo, a relação com o universo e com as energias da consciência, tanto celestiais quanto terrestres se torna uma realidade tangível e refletida. Em estados de fluir (flow state), não desprezam nem o conhecimento antigo nem o novo, dando ênfase ao que chega em sincronicidade, entende o processo de chegada de luz nova ao mundo e é capaz de atualizar esse saber na sua prática clínica. São extremamente intuitivos e alinham em tratamentos tanto as energias do paciente as suas como as do universo. São extremamente compassivos e raramente dedicam seu tempo a ações que não tenham grande abrangência no sentido de espalhar mais consciência e luz em todas as direções e para o maior número possível de pessoas, antevendo e sabendo que poucos são os que podem compreender essa perspectiva de ação mas que o caminho evolutivo dirigido pelo espírito e anima todos os seres e põe em marcha o desenvolvimento da vida.
Atuação política – raramente dedicam tempo e energia em embates com os níveis anteriores de motivação, mas podem ser vistos raramente em ações política e em momentos que conduzem a força e a energia certa no momento certo e na hora certa, se colocando de pé para sustentar uma visão mais acolhedora.
Prática – atuação multidimensional, holística no sentido de restaurar a saúde de em si mesmo no universo ao seu redor.
Para ajudar a refletir precisamos considerar que:
Não estamos em um único nível, somos todos faixas de um espectro de consciência que está em contínua evolução. Aos que estão em níveis mais avançados e percebem a contradição do mundo e do sofrimento por toda a parte em níveis anteriores que já foram percorridos, que nossa ação como terapeutas e clínicos seja sempre e mais de cuidar e de nos inclinar diante da inteligência maior que nos atravessa a todos nos estágios de desenvolvimento pessoal e coletivo.
Vamos em frente? Não há outro caminho, só o caminhar.
Mário Fialho
Bacharel em direito UERJ – Psicólogo UFF – Professor de Acupuntura Integral na Multiversidade
Vive encantado com a possibilidade da compreensão sincera que nos prepara para uma atuação viva, verdadeira nos fluxos do sopro pela grande VIDA.
Texto dedicado ao camarada Pedro Ivo que nos ilumina sempre com seus textos de acupuntura independente.
OM SAI RAM – JAI!!!
24/04/11
Fiquei sabendo hoje, domingo de páscoa que morreu Sai Baba. Estou chorando muito, quis tantas vezes ir a Índia visitá-lo foi o primeiro pensamento, mas não precisei, ele visitou meu coração tantas vezes e quero agradecer profundamente.
Conheci Sai Baba e seus ensinamento na minha juventude e quero deixar esse testemunho, pra mim mesmo, esses rastros de uma vida em busca de integralidade de um ser humano mais pleno de uma possibilidade de saúde e plenitude pra toda a humanidade.
Tive uma criação na cultura ocidental e não sei bem como fiquei conhecendo Sai Baba, minhas primeiras lembranças são de um programa de TV e depois chegava ao centro sathya sai baba de Niterói. Me lembro da cerimônia com câfora e dos devotos todos cantando aquela lingua estranha aos pés do guru com girlandas de flores.
Ali fiz muitos amigos, ganhei livros sobre tantos santos do oriente, lia os livros da organização sai que se formava. Era o ano de 1995 e frequentei ativamente por alguns anos, meu último contato foi na fundação da fundação de educação em valores humanos em São Paulo.
Cantavamos canções em sanscrito, mas também cantos de todas as religiões. Ali ouvi as primeiras menções pra Krishna, apredi mais sobre o Budismo, Sikhis, Mulçumanos na mensagem simples e profunda de que “há apenas um Deus que é o Deus do amor e uma só linguagem a linguagem do coração.”
Todos os anos muitos amigos viajavam pra índia trazendo relatos e experiências incríveis, objetos materializados e tantas outras manifestações extraordinárias. Enviei certa vez uma carta ao avatar, aquele que desceu dos céus para nos libertar. Cantar pra shiva, ganesha, krishna, lakshimi e tantas deidades do panteão hindu ao lado dos cantos pra jesus, buda, allah.
Essa unidade das crenças e das religiões, essa tolerância fundamental por todos os nomes de Deus esse saber profundo de que o que nos une é muito maior e fundamental do que o que nos separa, tudo isso aprendi dos textos, discursos e ensinamentos de sai baba.
Os primeiros glossários com termos em sanscrito como karma, dharma, dharshana e prashadas também.
Faziamos cerimônias dos coquinhos nos dias de ganesha e também cantavamos 24 horas sem parar mantras e cânticos devocionais de todas as culturas.
Na tradição oriental, o papel da devoção Bakti é muito importante e eu considero esses anos talvez os mais transformadores de todas as vivências espirituais que tive, o amor, a devoção de todos na casa que tinha uma privilegiada visão do por-do-sol na baia de guanabara foram muito marcantes. Aprendi a tocar as primeiras combinações na tabla e participei também na escolinha de valores humanos sai.
Reuniamos as crianças para contar histórias, cantar, meditar e falar de valores humanos. Hoje eu tenho noção do privilégio que foi ter vivenciado tudo isso tão novo. Me lembro da alegria e da energia positiva que ficava na sala que vinha com cheiro de nag champa. Ontem nas minhas anotações estava – comprar nag champa. Anos que não uso insenso na minha fase mais seca do trabalho espiritual. Mas fico feliz do perfume e da devoção que sai baba e seus devotos deixaram comigo.
Quero ainda, no futuro breve, montar uma escola sob a orientação da educação de valores humanos inspirada nos ensinamentos de Sai Baba.
Amar a todos, servir a todos… virou lema do Hard Rock café, mas é a sintese mais profunda dos ensinamentos de swami.
Agradeço também ao querido professor Hermógenes pelas palestras, pelos livros e pela sublime presença na minha juventude. Agradeço e sinto o privilégio que foi toda essa vivência entre os devotos de Sai Baba.
Om namah shivaia, o namoh namah shivaia, om.
Om sai ram
Swamiji
“Somos todos uma grade famiília, um só Deus, um só coração, e o amor é a nossa religião.”
curso de auriculoterapia avançado – rio de janeiro niterói
15/04/11
Curso avançado de auriculoterapia chinesa, inscrições abertas para turma que começa no dia 30 de abril, sábado, 9h na multversidade.com
pós-graduação de acupuntura não – precisamos de graduação de acupuntura
24/03/11
Sobre cursos e formação de acupuntura
A reflexão sobre cursos de acupuntura e sobre a formação é vasta porque somos herdeiros no estudo da acupuntura de milhares de anos de tradição. Só as artes plasticas talvez, encontremos uma validade para a arte rupestre em diálogo com a arte moderna, mesmo assim, fica muito difícil, para os entendedores da arte, ver os tantos caminhos de expressão artísticas dos povos ao longo da história.
Tal como um rio fecundo e vasto, a acupuntura tem muitos ramos, nasce de muitas fontes que se reunem, se separam e correm todos para o grande oceano das práticas terapeuticas, simplesmente, as formas de cuidado.
Assim, tento em mente que acupuntura deveriam ser consideradas as “acupunturas” como as diversas técnicas de agulha e moxa transmitidas ao longo da história do oriente e hoje, já falamos de uma história da acupuntura no ocidente, quiça no Brasil.
Se existem então tantas acupunturas como formar novos acupunturistas perante a vastidão de um território ainda completamente inexplorado pelas línguas ocidentais. Conderando que um número bem pequeno dos textos e registros sobre acupuntura traduzidos para linguas ocidentais. E mesmo os pouquíssimos ocidentais que se propuseram a aprender chinês, aprenderam a lingua moderna que é completamente diferente da línguagem clássica em que os textos foram escritos.
Posto isso, a vastidão de um saber que ao mesmo tempo é simples e imediato, intuitivo e prático, perante a pluralidade de escolas e epistemes que são muitas e na maioria das vezes contraditórias. Sim, acupuntura, como reflexo do pensamento chinês foi registrada em uma forma de pensar que não se preocupava com os paradoxos, com as contradições e com a generalizações. Assim, uma coisa pode ser, não ser, ser algumas vezes, depender da estação, da qualidade do praticante, da inclinação da agulha, do número de agulhas, da frequência enfim, de uma enormidade de variáveis que a vida e a dinâmica do saberes que a iluminam não fazem caber de forma simples. A base do pensamento chinês está na mutação, na transformação, na complemetariedade dos paradoxos, no fluxo do devir de cada forma que os mil seres toma no caminho.
Então para indagar sobre os cursos devemos indagar como ensinar acupuntura?
Essa resposta tem milhares de anos e parece muito simples. Torne-se discipulo de um mestre. A transmissão da medicina chinesa é feita a milhares de anos de forma familiar e extremamente fechada, principalmente na china. O conhecimento sempre foi elemento de poder e visava a sobrevivência da família. Tal como os artesãos medievais e suas guildas, os artesãos das artes de curar também degladiavam-se pelas técnicas mais acuradas e escondiam apenas para os mais fieis os seus segredos. Infelismente é assim, em parte, até hoje, faz parte da chamada “inveja” chinesa, esconder pra si o conhecimento. Por isso, encontrar um mestre não é sorte de todos.
Felizmente essa não é a única forma de aprender acupuntura, desde a abertura ao ocidente a padronização da MTC Medicina Tradicional Chinesa, muitos cursos receberam alunos ocidentais que seguem atualizando o conhecimento e o modo de produção científico dos saberes fez com a acupuntura se tornasse extremamente popular em praticamente todas as grandes cidades do mundo. Assim, podemos aprender essa acupuntura “padrão”, só que como todo padrão ele serve como forma do mínimo, e quem escolhe o que entrou ou o que ficou de fora desse “padrão”. Infelismente foram os burocratas do “capitalismo de estado chinês” (comunismo). Assim, em textos publicados na china lemos coisas como “yin e yang são reflexos do pensamento dialético primitivo”. Essa busca de “modernizar” a acupuntura fez com que sua visão moderna excluísse propositalmente todo o sentido espiritual e ético que acompanhavam a prática de milhares de anos.
Assim, a acupuntura que recebemos no brasil vem de traduções de terceira mão. Do chinês clássico para o chinês moderno materialista-histórico, dessa forma ao inglês e do inglês para o português. Não preciso dizer que traduzir noções do pensamento oriental ao ocidental é uma terafa de especilistas cinólogos, infelizmente nem as traduções do inglês aos português podemos confiar. A situação é grave.
Então se mestres não estão disponíveis, se a tradução que nos chega é mais do que uma traição é uma leitura totalmente ideologicamente comprometida. Como podemos ensinar e antes aprender acupuntura?
Será em cursos de de um ano, em cursos de dois anos, em cursos de três anos?
Não, como arte acupuntura nasce de uma práxis, um saber-fazer, um fazer-saber, uma relação direta entre o a prática clínica, o paciente e o terapeuta em diálogo com as práticas ancestrais.
E o que é preciso aos alunos, basta inteligência?
É verdade que acupuntura demanda memória, é muita informação que precisa ser levada em consideração, mas além da capacidade de abstrair tratamentos, padrões, fórmulas e aplicá-la ao “caso concreto”. Precisamos de tantas outras inteligências, como inteligência cinestésica, capaz de ter sinsibilidade para perceber os pontos, os pulsos na ponta dos dedos, de manipular as agulhas de forma adequada, de perceber as sutilezas dos pontos, dos canais. Pouco importa o conhecimento de anatomia, o corpo energético que a acupuntura trata é um corpo vivo, sempre interagindo e reagindo imediatamente ao tratamento, não é um corpo morto (redundância) a ser dissecado.
Além da sensibildiade nas “mãos” é preciso empatia, capacidade de compaixão pelos seres vivos e os nossos descaminhos. Fazer retornar ao caminho, retificar o qi, retificar o espírito com a verdade são todas tarefas que precisamos de uma intuição muito própria. Uma intuição e uma capacidade de “ver” que está presente ao longo de toda a tradição, não são mitos, mas são experiências que os mais dedicados conseguem perceber. Basta lembrar que grandes mestres de acupuntura foram e são cegos. O que ilustra o quanto precisamos aprender a desenvolver outros sentidos para resgatar os sentidos da saúde e da cura.
Assim, as virtudes do caminho são tantas e todas necessárias para uma prática, ou melhor para um cultivo.
Então, como aprender acupuntura?
As minhas recomendações depois de uma década estudando são simples. Primeiro manter o coração sempre pronto a aprender, nunca achar que o que aprendeu com seu professor é a verdade absoluta, isso nem sequer faz parte do pensamento chinês. Para o oriental, tudo “Ke yi” pode ser, pode ser por aqui, por alí, por lá, todos são caminhos abertos nas raízes e nos ramos das tradições.
Segundo, manter, a abertura para enteder que o pensamento ocidental embora padecendo da cegueira da monovisão científica tem tantas outras opções de diálogo de ensino e aprendizagem que não passam por essa forma de “produção de verdades”
Terceiro, praticar o que aprendeu antes de acumular mais técnicas do que você consegue digerir. Tantos e tantos mestres usam um, dois, ou três pontos nos seus tratamentos, praticar qi gong, tai chi chuan pode certamente ser um melhor investimento que fazer novos cursos como “novas técnicas”.
Quarto: Cuidado com os que dizem “vem por aqui” os religiosos dos seus saberes, segue o seu caminho buscando com coração aberto e generosidade, seus pacientes serão sempre os seus melhores professores.
E os cursos?
Procure os cursos não como cursos fechados, mas como cursos-caminhos, como um curso do rio, escolha um vasto suficiente para te levar a encontrar com tantos outros, para que não corra o risco de ficar isolado em solilóquio, falando pra si mesmo enquanto o mundo segue e novos e velhos caminhos se encontram.
E os cetificados?
Acupuntura hoje é livre, não demanda certifiado para ser praticada, preocupe-se com isso na hora certa, a sua segurança vai vir da confiança que advem da prática e dos seus pacientes. Se e quando a acupuntura for regulamentada, procure vários e estude pela vida inteira. Acupuntura é uma arte, tal como aprender um instrumento musical, dominar uma língua a ponto de escrever poesias e entender suas metáforas ou pintar um quadro.
Cada ponto, uma pincelada.
Sem retoques.
Mário Fialho
Acupunturista e professor de acupuntura no Instituto Multiversidade.com
Formado em Direito na UERJ, Psicologia na UFF
Formação Holística Integral – UNIPAZ
sintomas da paz interior
20/01/11
“O coração de muitos já foi exposto à paz interior e é possível que isso passe a acontecer em grandes proporções. Isto pode causar uma séria ameaça ao padrão regular de conflito no mundo.”
Alguns sintomas de paz interior:
. a tendência de pensar e agir espontâneamente mais do que em medos basedos em experências passadas;
. uma habilidade impecável em curtir cada momento;
. falta de interesse em julgar outra pessoa;
. falta de interesse em participar e/ou gerar conflitos;
. falta de habilidade de se preocupar;
. freqüentes e irresistíveis episódios de apreciação e comtemplação;
. Sentimentos felizes de conexão com os outros e com a natureza;
. ataques freqüentes de sorrisos;
. uma suscetibilidade crescente para estender o amor para os outros bem como uma urgência incontrolável de ampliá-lo.
Se você não tem ainda estes sintomas, busque-os. Se você conhece quem os tem, aproxime-se desta pessoa, com sorte você poderá ser contagiado.
E apessar de contagiar, é para o bem de todos.
Saskia Davis
Nas margens da consciência, um mergulho, um silêncio, um caminho
13/01/11
De tempos em tempos a gente agarra, como uma agulha num disco de vinil, pra usar uma expressão que já caducou. Tem momentos que gente sabe mas não sabe, sente, mas não explica, faz e não entende, fala e não quer, quer e não faz, faz e não sente, sente e não sente bem, diz e não faz, faz e não quer continuar repetido.
Quando isso acontece pode ser que estejamos neuróticos, ou simplesmente estamos vivendo um conflito. O conflito pode ser de ego, superego, id, pode ser do desejo, da vontade do sonho e das possibilidades, do mundo e dos limites, da falta de limites e da liberdade e do insuportável de assumir nossas próprias escolhas e blá, blá, blá… (onomatopeia que indica mentiras, ou fala sem conteúdo).
Bem, o que justamente quero dizer é que terapia não é blá, blá, blá.. Aliás, você sabe de onde vem essa expressão, vem da mesma raiz dos bárbaros que eram os povos do norte que falavam uma língua que não conheciam os romanos e bárbaros somos nós mesmos que não nos entendemos, não habitamos os sentidos de nossa fala, de nosso discurso e blá, blá, blá.
É verdade que muito da psicologia, ou melhor, das metapsicologias, dos conceitos, estruturas e outros aparatos linguísticos são as vezes inúteis e desnecessário.
O que seria então, o essencial da experiência clínica? O que acontece que é tão legal, surpreendente e encantado na terapia? Bem, o mais precioso, mais original, mais próprio da terapia é que podemos nos ouvir falando do nosso desejo. Não das desculpas que damos, das explicações de livros, das motivações socialmente justificadas ou mais ainda, do que esperam de nós. Podemos realmente descobrir por onde queremos andar se deixarmos andar nosso pensamento e fala numa direção sem direção, mas num caminho pleno de sentidos que se descobre justamente por não se saber onde se quer chegar ao certo, mas saber que é preciso de se por em marcha.
Aliás, eu defendo que terapia não deveria acontecer num divã, sentado de costas, mas caminhando, como os sábios faziam. Acho que essa relação com o corpo é sempre melhor, uma caminhada pra acompanhar um caminho ainda sem rumo pra se descobrir.
Tal como numa viagem que percorremos caminhos novos e nos lembramos das possibilidades da vida em outras culturas, em outros idiomas, em outras palavras. Também a terapia é a busca por uma palavra própria, que nos habite totalmente, que nos convoque a pensar, fazer, sentir e ser numa congruência, numa calma e serena movimentação no mundo, radicalmente, perceber que somos no mundo, e para as coisas do mundo somos atraídos a cuidar, a encantar e a falar.
Mas por mais que essa minha conversa esteja a tentar falar da experiência mágica da terapia, sem os conceitos e saberes da psicologia, mesmo quando me aproximo da filosofia ou da poesia, vejo-me em percursos alheios e em palavras emprestadas.
Ainda assim, sigo escrevendo, porque senti algo que precisava ser dito, e esse algo, esse isso, esse próximo eu que quero encontrar e te abrir o sentido.
Pra isso pergunto quais os ingredientes da abertura do encontro com nossos desejos? O mais raro, o mais importante, o mais surpreendente é uma escuta. Simples, não? Não. Não é simples, uma escuta silenciosa e atenta, uma escuta generosa e ampla, uma escuta acolhedora e verdadeira é talvez uma das coisas mais raras do mundo. Principalmente hoje em dia, que somos treinados a não escutar o outro, mas para afirmar nosso desejo sobre tudo que nos projetam na TV, na hipermídia da venda. Compramos idéias, valores, produtos de toda sorte sem nos darmos conta disso.
Mas uma escuta, ela não tem preço. Ela abre um espaço no mundo para que você possa finalmente falar de si, e se ouvir falando o que você ainda não sabia que já sabia até o momento que você enuncia, em voz alta, para o outro ouvir, mas fundamentalmente, para você mesmo ouvir.
Por isso, serve um bom amigo, se ele tem essas qualidades, ou um terapeuta, se esse também tem essas qualidades da escuta, que sei bem, quão difíceis e raras são de cultivar e de encontrar.
Então, se você anda seguindo passos que não são teus, saia dos trilhos e abra novas trilhas. Se tuas palavras só fazem repetir velhos chavões, se teus lugares são lugares comuns, se teus planos são os planos de todos, e se teu desejo ainda não te satisfaz. Vá procurar um terapeuta, que não seja mais um a te dizer para segui-lo e fazer como ele faz. Mas para te acompanhar, numa caminhada, numa margem de rio, ou na beira do oceano, quem sabe, um dia, você descobre as margens da sua consciência, e decide mergulhar no oceano.
Dedicado a minha amiga Roberta e nossas caminhadas.
Poesias versos e outras epifanias sentidas
01/01/11
Poesia é brincadeira sem ti
AB em Cio uma palavra
Pra ver se parto com estranheza
Um com partir de todos sentidos
Fico só.
Eu e a poesia.
Pois é…
Poesia é brincar de com-par-trilhar sentidos.
Sem ti, sem rir.
Poetando
Eu não escrevo, se escrevesse não gozaria nada
Eu sou um poeteiro
Poeto e gozo com versos
Poetar é se despir do pensamento e gozar descobertas.
Descobertas encobertas
Abre os teus versos em sentidos
Goza e faz tremer as pernas
Poesia que não faz tremer é conversa.
Pra que serve a poesia?
Pra palavra-ser-sim
Pra versão de mim
Pra re(ver/-so) em té
Inté o verso rever-se em mais do que palavras
A poesia é di-ver-se fica são…
Regras do Parafalarfazerar
No meu disseomário
Verbo é tempestade em presença
Sujeito é absolutamente sintético
Pratica-mente objeto-direto meditante
Minha partícular idade é ter verbor-amor-gia
Em ponto final, eu acrescento sol em melodia
eu reticências…
Tu LEITOR-to
Nasci no tempo em coração
Quando te pari você veio ao mundo entre os meus braços
Era assim um coração bantendo em laços
Um agarro próprio entre as pernas e os dedos
Só dei por mim quando pisei no mundo em tempo certo
Já quando nem sei que mundo ou que horas eram
É que justamente quando ouvi que mundo tem rítmo variado
Eu nasci quando aprendi a amar
Mário Fialho
Porque fazer Yoga?
28/12/10
Porque fazer Yoga? Você ainda não sabe?
Yoga é uma saber-arte-prática de milhares de anos. É uma forma de movimentar o corpo de forma muito especial, uma forma orientada para cultivar a saúde. Da mesma forma como cuidamos de flores no jardim, podemos também, como faziam os sábios da Índia, cuidar do corpo para que ele alcance um encontro máximo consigo mesmo, ou com a vida a grande vida.
Os movimentos do yoga, adequados a cada um, busca antes de mais nada, consciência, movimento e respiração juntos em busca de uma forma que faz com que o próprio corpo encontro um caminho de beleza e harmonia.. Não é um movimento que apenas modele o corpo, mas um movimento que preserva a vida mantendo-o flexível e cheio de vitalidade.
Uma das ideias por trás do ásanas ou posturas do yoga é a simplicidade, harmonia e beleza do movimento. Ele traz uma intensão e cada postura, praticada a milhares de anos, nos coloca em contato com atitudes mentais próprias, encontramos atitudes para o sagrado, já se disse que yoga é religação com o divino, união consigo mesmo, enfim, samadhi, ou êxtase transcendental.
As posturas de yoga são para todas as idades, deixar a coluna flexível, os músculos fortalecidos com seus próprios movimentos, sem aparelhos, é sempre o mais natural e o mais próximos de nós mesmos. Em muitos momentos experimentamos a alegria e o prazer da prática, quando afrouxamos os músculos movemos também nossas formas de estar no mundo e nossas emoções, assim também, yoga é se manter menos sisudo, flexível e emocionalmente mais alegre. Sorria agora, experimente, isso mesmo, sorria…. Já sorriu? Bem se você sorriu podemos dizer que você fez uma pequena prática para relaxar os músculos da face, e percebeu os benefícios? Então, imagine isso no seu corpo todo!
Além dessas possibilidades todas, yoga inclui um relaxamento profundo uma forma própria de entrar em contato com estados mentais “alfa”, ou de relaxamento, onde podemos ter insights sobre a vida, e nossa experiências, isso é o início da meditação, raramente simplesmente paramos para estar relaxados observando nossos pensamentos. E já sabemos, sábios há milhares de anos e cientistas recentemente confirmaram o quanto meditar faz bem para todo o nosso sistema vital.
Tudo isso, se parece pouco, é só o começo, qualquer um que comece a praticar pode perceber esses benefícios, mas é claro que ao longo dos anos acumulamos muitas e muitas mais formas de nos relacionarmos com nosso próprio corpo-mente-espírito, que começa a se tornar mais sensível essa relação do yoga com o sutil, devido aos desbloqueios energéticos que a prática desencadeia. Você já deve ter ouvido falar de chacras e centros de energia, a prática de yoga desencadeia suas aberturas e com isso, estados mais amplos de consciência aparecem. Entre tantas práticas, recitar mantras e cantar o famoso Om também fazem parte do charme do yoga, e dos modos e estilos. É isso, yoga é um estilo de vida, mais zen, mais inteiro, mais si mesmo, mais aberto, com mais espaço entre um pensamento e outro, com mais espaço entre as articulações com mais espaço no coração.
Mas uma das coisas mais interessantes pra além de tudo que já foi dito é que yoga é uma ótima forma de entrar em contato com a cultura indiana, uma das mais antigas do mundo, cujos textos como upanishades e vedas, seus tantos cantos, sutras e palavras de sabedoria criaram uma das culturas mais antigas sábias e perenes no mundo que convoca milhares de pessoas todos os anos a conhecerem seus templos, ashrams e lugares sagrados.
Então, o que você está esperando? Yoga é prática, prática de êxtase, prática de flexibilidade alegria de viver.
Onde praticar no Rio:
BOTAFOGO
ESPAÇO SER EM MOVIMENTO
Rua Voluntários da Pátria, 257 – Botafogo (perto da rua Sorocaba)
2537-2200
Terças e quintas às 18:30h e 19:30h
FLAMENGO
ESPAÇO COMPANHIA DO SER
Rua Machado de Assis 71 / 202 (Pertinho do metrô Largo do Machado)
Tel: 2205 7675
Segundas e quartas 19h
LARANJEIRAS E COSME VELHO
Clube Fluminense segunda à quinta 11h
Academia Júlio Veloso
terças e quintas às 9h
Autenticidade e a humilde capacidade de reconhecer os passos diante dos próprios pés
26/12/10
Caminhei por todos os cantos
Por todas as luzes
Por todos os cheiros de altares e templos
Pela fumaça do tempo
Pelos guetos lamacentos dos mendigos febris
Me joguei nos mares nos hospitais, asilos e hospícios
Li todos os tratados, ouvi de todos os profetas
Cantei todos os hinos, repeti todos os mantras, terços em orações
Beijei mais bocas do que consigo me lembrar
E segui mais pensamentos do que sentei pra meditar
Ainda assim, meu deus, seu mistério só me leva ao coração
De todas as práticas, de todas as técnicas, de todos os métodos e caminhos
Só o sopro da verdade nos meus sonhos, nos meus olhos e no meu corpo se inscrevem com teu nome
Sou do tamanho do universo e o universo é do tamanho dos meus braços, a medida do mundo é minha polegada e a medida do meu amor é o próprio mundo.
Se canto uma canção nova não é para assustar os espíritos, mas pra alegrar-me com os passarinhos.
Se um beija-flor vem me visitar é porque ele quis e não eu pedi.
Se um anjo me anucia o novo dia é porque desisti de tudo, de todo pensamento, de toda idéia.
Só desarrazoadamente posso ser quem sou
Só no coração-mente-coração-cabeça numa só palavra… (sorriso)
Tentar entender o mundo com o que nos convidam outros é não nascer pro mundo
Nascer pro mundo é não pensar
Nascer pro mundo é voltar a escutar longe…
Muito além do pensamento
Há tempos que nasci pro mundo, mas morri tantas vezes que chego a pensar que vivo morto.
Mas, ainda assim, a cada natal, um anjo vem me beijar e dizer:
- Vá, os passos do caminho estão aí, diante de ti, nada se perdeu, a morte é não viver.






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