reflexões sobre a arte de fluir a vida
ARTIGOS
Êxtase a arte de se surpreender consigo mesmo
28/09/10
Hoje acordei bem, feliz e sorrindo com facilidade. Não foi um acordar muito especial apesar da noite povoada de sonhos. Mas ao chegar na clínica, aqui na multiversidade, eu comecei a experimentar uma sensação de alegria e felicidade.
Fui colocar alguns DVDs no correio e saí na rua rindo, de mim mesmo, das memórias que me visitavam e em algums momento vertia lágrimas raras, lágrimas de felicidades. Andando pela rua com sorriso estampado é divertido ver como todos notam um sorriso aparentemente sem motivo. Aliás, essa falta de motivo que me fez querer escrever sobre o tema da alegria, da felicidade e do estase.
Há uma década atrás eu li um livro incrível chamado xamanismo e a arte do êxtase de Mircea Eliade. Mircea é um dos grandes estudiosos das religiões comparadas e de tantos outros temas de mitologia, psicologia e antropologia. No livro, encontravam-se descrições de culturas do mundo inteiro que buscavam o estase em suas práticas, definindo ele mesmo o xamanismo como essencialmente essa arte transcendente do êxtase.
Hahaha, sou neste instante, quando evoco a lembrança da alegria tomado novamente por essa vontade de rir, não de tudo, pois seria isso o desespero, como canta a canção, mas de mim mesmo, ou melhor dos meus pensamentos ou da minha descrença na realidade.
Psicólogos de algumas linhas consideram um consenso de que conteúdos reprimidos, inconscientes, podem nos roubar energia e se tornarem o que Jung chamou de sombra. A sombra ao ser integrada libera uma grande quantidade de energia na psicodinâmica o que nos faz mais criativos, mais vivos e mais alegres. Eu acredito que isso é possível, mas que em momentos simplesmente a felicidade nos visita. Pode ser o clima, o vento, as estrelas, um sorriso que te foi sorrido sem que percebesse, o que nos faz feliz?
Na minha experiência
Essa alegria é porém cordial, fruto de uma inteligência para além da inteligência, de uma ignorância para além do saber, de um estar-no-mundo e além. A experiência de participação na realidade, de se perceber sendo tudo que emerge e o próprio espaço na consciência onde tudo emerge.
Essa abertura radical de sentido, esse meta-empirismo, essa subjetividade cósmica essa alegria sem nome, esse êxtase presenteado, esse sorriso e essa lágrima.
Hahahaha…
Existe no meu coração uma suavidade em juntar
Há em meu corpo o torpor por se viver
Há em meus olhos um possível rever
Há em teu perfume um gosto de amar
Vida-mundo-sou-to-por-aí
Em êxtase, sorrindo, crê sendo…
E você, o que te faz feliz?
Meu voto 2010
22/09/10
Voto é ideológico. (ponto) E evolutivo: (dois pontos)
O que isso quer dizer hoje em dia? Vivendo na pós-modernidade, o que fazer na hora de escolher em quem votar? Voto é obrigatório e preciso buscar meu título de eleitor, mas na era hiper-midia, vou justificar e declarar meu voto de forma pública, para, quem sabe, fomentar alguma reflexão ou pelo menos deixar um registro.
Uma memória do meu primeiro ato nas eleições que quero compartilhar: Eu devia ter 13 anos, e fui fiscal do PT nas eleições municipais em Niterói. Na época, os votos eram “cantados”, tal como num bingo, por leitores em mesas, eram os votos em papel marcados com canetas. Em horas sentado atrás da pessoa que lia os votos eu o vi “lendo” várias vezes o nome errado no papel. Eu fiscalizava os votos pra o PT e as pessoas simplesmente falavam outros nomes a fraude era descarada.
Política era fácil, não era uma questão econômica . Hoje, os juros e a contráditória política de atração de investimentos que pareciam impossíveis de ser a tônica de um governo do PT. Antes, existiam as pessoas da esquerda que queriam um mundo socialista com distribuição de terra, de renda e de oportunidades e as pessoas de direita, a elite ruralista, dos votos comprados e das eleições fraudadas que não queriam perder seu poder e privilégios. Tinhamos acabado de saír da ditadura, os direitos civis recém reconquistados ainda não estavam em moda, como ainda não estão em boa parte do Rio hoje cada vez mais dominado pelas milícias.
Com as eleições 1989, a televisão, pela primeira vez, derrubou Lula e elegeu o caçador de marajás no último debate, numa história sobre sua ex-mulher veiculada pela então toda poderosa organização globo que editou o debate, o sinônimo de tudo que era desinformação e manipulação das massas eram as empresas de Roberto Marinho.
Hoje, no século XXI, a televisão continua sendo um grande ator nas eleições mas ao mesmo tempo, facebook e emails se tornam ferramentas interessantes de saber dos canditados sem spam, estamos caminhado. Os jornalismo virou internacional, a instantaneidade das notíticas, os factóides eleitorais continuam. A revista veja continua sendo a revista da direita paulista, a caros amigos a revista mais à esquerda e a carta capital, pessoalmente, o que fico feliz de ler.
Fui da juventude do PT, puxei a passeata do forra collor saindo do salesianos onde fui presidente do grêmio. Literalmente, fui o primeiro a pegar o microfone que o sindicado dos bancários emprestava aos estudantes (haha, saudades). Na minha época ainda exisitia reminscentes do MR8 e as diversas linhas dentro do PT começavam a se formar. Aliás, é impressionante como isso não seja um dado que chegue à população, entender que no partido dos trabalhadores existem correntes de pensamento em disputa, enteder que quando se vota no PT, não se vota numa ideologia hegemônica, se vota em um partido que vem se construindo entre disputas, que ao meu ver, fazendo concessões demais.
Com o escândalo do mensalão, a aliança com Sarney e Renan, surgiu o PSOL, muitos amigos migraram, ajudaram a fundar, eu mesmo cheguei a assinar pelo pedido de formação do novo partido. Mas, infelizmente, considero uma grande perda, muitos, talvez os melhores quadros do PT terem ido para o PSOL, sempre achei que a “luta se faz por dentro”.
Uma pena que a discussão socilista tenha saído do plano da política no momento, mas as crises econômicas estão aí e o mundo muda mais rápido do que os historiadores podem acompanhar e principalmente fico feliz de saber que mesmo longe das mídias, muitos movimentos sociais continuam com conquistas importantes.
O meu voto:
Meu voto inicial, quando soube da candidatura Verde seria na Marina, mas amadureci a reflexão considerando valores evolutivos que tento explicar porque acredito que o governo Dilma seja o melhor para o atual momento brasileiro.
Simbólico
Ela é mulher, uma mudança fundamental na recente emancipação da mulher e das conquistas ainda muito frágeis dos movimentos feministas que são, ainda, muito imaturos na minha leitura, mas com avanços incríveis e conquistas como a lei maria da penha no Brasil.
Dilme é uma ex-guerrilheira, fico impressionado de num momento como esse, uma jovem estudante tenha pegado nas armas pra defender o socialismo. Era um outro momento, a revolução socilista mundial estava no horizonte, hoje, espero dela mais luta à esquerda e menos lucro para os banqueiros.
Modernidade
O Brasil ainda não vive a modernidade, nossa população só agora atinge níveis de crescimento que o primeiro mundo, pra usar essa classificação que só vejo em telejornais americanos, só agora vamos poder investir em educação, cultura, segurança e seguridade social. As conquistas básicas da maturidade econômica como a inflação controlada e o acesso ao crédito.
Desenvolvimentismo
Considero que hoje o desenvolvimentismo de Dilma seja a melhor opção atual para o país. Ainda não temos conquistas básicas como moradia, energia, transporte e outras estruturas para pode seguir discutindo defesa do meio ambiente tal como os verdes fazem.
Verdes no poder
Os verdes no poder no mundo ocidental estão com 15 % do poder e avançando, mas não estamos em condição de abrir mão das conquistas do desenvolvimento básico do país por um discurso ambiental simplemente.
Meu voto, por isso, não vai para Marina.
Voto
Dilma – para consolidar o bom momento de crescimento e desenvolvimento do país.
senadores
Milton Temer – PSOL – para manter uma oposição pela esquernda.
Lindberg – PT – é o menos pior dos candidatos.
Chico Alencar – PSOL – manter uma oposição lúcida pela esquerda ao governo do PT.
Marcelo Freixo – PSOL – tem se tornado um herói na luta contra as milícias e precisamos de heróis num país que tem na corrupção-violência-impunidade uma triade que virou lugar comum.
É isso, não carrego mais bandeiras nas costas e faço campanha pelas ruas, não sou mais um militante, gostaria de estar entretanto, próximo de um movimento social mas não estou.
E a ideologia? A ideologia socialista ainda é uma esperança no horizonte, assim como um governo verde ainda nesta década.
É PRECISO SER COMPETENTE PARA SUOLRTAR
24/06/10
A MENTE HUMANA É CHEIA DE TRAVAS, TRAFARES E TRAFORES, PRA QUEM NÃO SABE O QUE É ISSO BASTA CONSULTAR O LEXICOM DA CONCIENCIOLOGIA.
Ainda assim, resta uma comunicação mais simples e muito mais eficiente a telepátia intatanemente entre todas as pessoas do mundo. Claro que transplantar idéias de uma lingua mãe para outra nem sempre é fácil, ser expatriado e aceitar jesus em inglês, rezar pra shiva em em portugues, comungar em frances la ostiá e cantar pra al[ém ém muito menos simples doque deveria ser falar simplesmente a relação natural do amario, a linguagem doo “amor” sim qq dictionario ou ci dien, como se diz em han yu, ou mandalinh.
Essstexto recebe o tac: em transideralizações
Assim em contas as considerações existente entre sirius e óriam, não há mais o que serdito senão o que já foi dito antes e está tudo registrado nas clínicas de drogas de sais em rio e julujuba.
Mas como falar o que não se pode compreender ainda, como dizer uma lingua que ainda não foi invetnaada, como ventinar idéias que estão por ser criadas, como influenciar uma nação sem manifestação. Apenas fazendo um papel de palhaço, apenas descobrindo o meu palhaço interior.
Assim, no curso de palhaçco que fiz certa vez, aprendi que o meu nariz quem mando sou eu. Que em falar marl ser falarmal, se fornormal, seforma o maal, que tem que ser, sem se será, sem sinerinar, na sernar idade.
Assim sendo, e isto posto, caminhar pelas ruas da cidade com calça azul tailandeza ou ser confundido com um mestre tibetando na loja da esquina não é incomum. Sõ que accontece naturalmente sem se ligar em TV ou intermediar qualquer outra coisas, além de ser ser o que poder se ser em sendo feliz, simplesmente assim. Mário.
Outrosim, é preciso dizer que em falando das linguas, já estão todos aluncinados ipnoitimenta pelas imagens 3D de avatar, pelas mensagens supliminares das músicas e das cantigas de todos os tempos.
A minha can~c”o primeira é éssa, a cantiga de nintar…
A cantinga de mininar…
Eu sei que muitas vezes eu me acho, até o forró que frequanto é o forró praraXAXAR que acontecer no forró do convérs de bêbado sem qualquer gota a não ser do sereno ou dorvalho.
Pouco inporta saber de onde eu vim, eu sei de onde vim e sei pra onde vou. Não sou sereia ou pexie de marfim, nem sou merlim ou outro personagem qualquer. Quem quiser me conhecer, basta vir me conversar. Conversar simplesmente olho a olho, cara a cara, sem pestanejar, sem se ludibriar pelo rencanto alheio.
Merma sim, vamose revisitando, estou aberto aos amigos que queiro se reuniri para encantarmento do mundo inteiro. A transformação da lzuz em amore, e glória e simplória vindaladas es trelas.
Orientação da Saúde – o que os orientais nos ensinam quem os nossos avós já sabiam
15/06/10
No dia-a-dia da prática clínica, ao se deparar com desequilibrios e desarmonias ao redor somos convocados a nos harmonizar a todo o momento. Uma emoção mais forte, uma alimentação incorreta, uma postura de yoga mal feita, uma palavra mal dita, tudo nos afeta.
Somos um mistério nessa harmonia entre o céu e a terra e temos muitas dimensões a que cuidar. Cuidamos do corpo, não tomando shakes e outras coisas sem vitalidade, mas tomando sucos de sementes germinadas, tomando vitaminas e bucando comer seguindo regras básicas como manter o seu prato colorido e comer grãos no almoço e raízes no jantar.
De onde vem essas sabedorias simples? Hoje, atendi uma cliente que ao perceber um severo desequilibrio nas suas águas lhe perguintei: quanto de água você bebe? A resposta foi, “um copo por dia no máximo.”
Parace um absurdo, mas não é, é justamente essa medicina profilática, do dia-a-dia, essas noções de higiene e de cuidado de si que nos deram os 30 anos de longevidade que a saúde pública nos ofertou. Não são as pilulas cada vez mais caras e mais potentes não são nossas classificações cada vez mais restritas do que eu tenho ou deixo de ter, impressionante a capacidade das pessoas inventarem novas doenças. Haja criatividade!
Tudo no mundo tem cura, tudo no mundo tem cuidado, até morrer curado é possível, na verdade, é preciso.
O que nos orienta a tradição oriental?
Toda a medicina chinesa, na sua relação com a alquimia taoísta indagava colocava o homem em busca da longevidade. Su Si Miao, um médico que ensinou muito, viveu mais de 100 anos, isso há centenas de anos atrás.
Hoje em dia, cada vez mais, quando já temos as principais doenças infeciciosas controladas, quanto mais e mais doenças auto-imune, frutos de estresse e de estilos de vida desequilibrados aparecem, mais e mais pessoas se encontram, não doentes, mas sem saúde.
A medicina chinesa, infelizmente está sendo vista como mais uma atividade curadora e não profilática, cada vez mais é vista para combater doenças e não para ter saúde. Tem muita gente não-doente, mas eu conheço poucas pessoas que tem saúde. Eu mesmo estou buscando a cada dia, porque é isso que é a saúde, uma busca diária, ser são, ser saudável é um projeto infinito para o qual nascemos.
E de quem é a responsabilidade pela saúde? Do médico, do especialista? Absurdo!!!
A responsabilidade pela saúde é de cada um de nós. Somos dados uma terra, um pedaço de mundo pra cultivar flores. Esses dias, alguém me disse: Você é muito sedutor, fala muito bem. Eu respondi “ a boca só fala do que o coração está cheio”.
O que está no seu coração que não te traz felicidades. Os seus pensamento, seus atos e suas atitudes são as mais amorosas possíveis? É possível perceber seu corpo, suas dores e se auto-massagear, se auto-curar. É possível acompanhar seus pensamentos numa meditação, sentir sua energia numa prática de qi gong, perceber que comida não é só carboidratos, proteínas e açucares, que existe uma qualidade energética no sabor, nas cores e nos texturas.
Somos o nosso livro de estudos, vamos virando a página pra descobrir a autoria.
E a orientação que podemos buscar com os antigos, não é diferente do que nossos avós faziam é cuidar, cuidar, cuidar. Essa atitude básica que estamos condenados a experimentar como nossa principal virtude e nossa principal forma de amar. Quem ainda não percebeu que é só isso que podemos fazer, que nascemos do cuidado e cuidamos da casa, da caixa de email, dos arquivos virtutuais, das palavras e também, fundamentalmente, cuidamos de si e cuidamos do outro.
Recentemente evoquei o evangelho, uma dessas palavras esquecidas pelos profissionais da saúde, que se estendem a todos. “Médico, cura-te a ti mesmo!”
Melhor seria, ser humano, cuida do seu jardim, cuida do seu coração, cuida do seu templo, cuida dos seus pensamentos.
Assim, podemos falar de viver. Da arte de viver, da arte de sorrir, da arte de se alegrar. Nem todo mundo está preparado, nem todo mundo suporta muito amor, nem todo mundo aguenta o mundo novo que se abre ao nosso olhar a cada instante.
Mas nosso corpo, sua idade que chega, os anos que passam, os sonhos que se realizam e os que ficam guardados pra sempre, tudo, tudo nos convoca cultivar.
Por isso, na tradição oriental, o saber nunca ficou muito afastado da linguagem popular, perceber a palidez da lingua, a fraqueza do no pulso, deveria ser uma relação direta com nossa capacidade de sentir a si mesmo e ao outro.
Para resgatar essa tradição, pra resgatar esse saber, eu proponho me encontrar, abrir espaços de encontros pra falar de saúde. Porque eu adoro acupuntura e medicina chinesa, mas gosto mesmo de ver as pessoas aprendendo a se cuidar, aprendendo a se iluminar, aprendendo a seguir seu coração ao invés de uma palavra que já não tem sentido.
Qual a diferença entre medicina ocidental e oriental?
23/05/10
A primeira coisa que quero dizer é que o título desse artigo não faz o menor sentido. A melhor coisa ao tentar responder uma pergunta é entender o contexto, fazer uma análise de onde ele provém.
Nas últimas décadas, com os avanços cada vez maiores da ciência médica, a tentativa e muitas e muitas vezes ao conseguir encontrar procedimentos cada vez mais específicos para tratar sintomas, às vezes até doenças gerou uma prática médica que é simplesmente fruto de um pensamento linear.
Affe, parágrafo longo demais , que linear-mente resume-se em “para toda doença, existe uma causa”, conhecendo e eliminando a causa, acabamos com com o sintoma. Isso é medicina hoje em dia.
Matematicamente temos se x então y. (if statement). Ótimo, que seriam dos nossos bancos de dados e toda a programação se não fesse esse pensamento claro, direto, objetivo, materialista e mecanicista.
Aí então, como isso é a corrente principal, começaram a resurgir as chamadas alternativas. Tudo que não cabia e ainda não cabe dentro das práticas que obedecem a esse racioncinio linear, ficavam de fora. Entre elas, as que eu uso estão: psicoterapia, massagens, homeopatia, florais, acupuntura e fitoterpia chinesa.
O que aconteceu em seguida é que essas alternativas, como representavam uma boa fatia do mercado foram sendo incorporadas por profissionais que estariam, em tese, ligados às práticas futos de pensamentos lineares, ou seja, que procedimentos médicos fossem, testados, duplo-cegados, comparados, estatisticamente validados e tal e qual. Não passando por esse crivo, deveriam ser descartados, sem comprovação ou evidência não há ciência logo, não há medicina. Parece correto?
Mas as alternativas continuaram aí, apesar de toda a FALTA DE EVIDÊNCIA. Todos os dias pessoas de todas as culturas entrem em contato com práticas de saúde sem evidência científica e comprovam suas curas fenomenologicamente, na sua experiência.
Bem, o que eu quero dizer é muito simples.
O que difere uma medicina ortodoxa de uma medicina alternativa. Uma prática convencional de uma complementar/alternativa não é exatamente o procedimento. Mas a perspetiva.
Assim, podemos ter um acupunturista que simplesmente descartou exames de lingua e pulso porque considera que isso é muito difícil e que basta saber a doença pra saber que pontos usar. Ou seja, o racioncinio causal permanece, para doença x usa-se pontos y.
O que então diferencial uma perspectiva da outra?
A diferença é que as práticas alternativas normalmente não fazem esse racioncinio. Para uma doença tal vamos indagar sua história pessoal, seus aspéctos emocional, sua relação com a doença e a relação dos sintomas com tudo isso. Não é x causa y, mas x está em RELAÇÃO COM Y. E tratamento, neste caso é colocar as relações em harmonia.
Claro que podemos fazer um quadro comparativo de um lado colocar um médico de formação ocidental com pensamento linear, tratamentos unifomimente validados estatisticamente e materialista “contra” um médico oriental com processo de mecânica quâtica, tratamento individualizados e vitalista.
Isso sim, caro visitante, é que é a grande BURRICE.
Primeiro que não existe uma categoria oriente ocidente que se sustente, nem holístico e quantico contra mecanicista causalista. Essas categorias não servem nem ao terapeuta, nem ao cliente, nem a ninguém. Criando falsas diferenças pois conheço vários homeopatas, cuja prática tem por princípio modelos vitalistas que medica como se estivesse recomendando um remédio qualquer. Trata os sintomas e a doença sem incluir o sujeito como um todo.
Não a acupuntura, homeopatia, florais ou o que for que é em si a garantia de que vamos encontrar uma abordagem, uma perspectiva mais inclusiva.
Como tem gente que quer somente a fórmula pra tratar, o “doril” o alívio rápido pra sua dor ou do seu cliente. Sem ter o tempo, a calma de entender o sentido daquele que chega até sua clínica.
Qual a diferença entre medicina oriental e ocidental?
Nenhuma, precisamos saber as duas se quisermos ser terapeutas mais integrados e não é o instrumento certo que faz a ação correta, mas o instrumento certo nas mãos corretas que determinam uma ação correta. Acupuntura pode ser reduzida uma ciência, pra outros é uma arte, para nós deveria ser sempre uma ciencia-arte de nos colocar em harmonia com tudo e tratar nossas dores.
Assim, na hora de escolher um terapeuta e ele começar a falar mal do outro. Contra os alternativos, contra “eles” os médicos. Contra os remédios, contra isso e aquilo. Siga adiante na sua procura…
Precisamos de terapeutas que tenham consciliados seus hemisférios cerebrais, que fiquem em paz com a lógica de nossa programação existencial e com a arte do instante que nunca mais voltará.
Como esse…
Um texto assim, em busca de equilíbrio distante.
Entre o artista, a plateia, o espelho e narciso.
21/05/10
Jung já apontava pra uma dimensão linda da da vida. O mundo, a alma do mundo, a anima mundi é reflexo do nosso interior. O mundo que vemos, os atores que escolhemos, o sol, a lua as estrelas, o estranho que nos fala o amigo que começa a falar sem saber o porque e por fim. as sincronicidades, os sonhos. Todas as imagens são imagens de nós mesmos.
Ontem eu caminhava com uma amiga que me trouxe um grande presente, o passado presente. Explico. Nos conhecemos há 15 anos atrás. Ela falava enquanto caminhávamos que queria gravar aquela lembrança, a bela imagem na praia e levar sempre consigo. Eu lhe disse, que esse lugar é que a via passar, quem está de passagem somos nós, que passamos pela vida dos outros, como dizia Exupery: “deixado um pouco de nós e levando o outro consigo”. Embora sejamos também um pouco raposas e um pouco pequenos principes com suas rosas em redomas de vidro.
Assim também, a paisagem, eu falava, é que deveria nos ver crescer e alcançar, pouco a pouco a maturidade de nós mesmos.
E as borboletas?
Bem, borboletas no estômago…
Será mesmo nescessário borboletas no estômago?
O artista na infância, pinta, dança, canta pra atender aos pais, nossa plateia por excelência. Na adolescencia, se faz objeto para o outro, se torna artista, ou mesmo diretores teatrais para que outros incorporem seus sonhos e suas dores, talvez por excesso de sensibilidade, talvez por covardia mesmo, talvez os dois.
Na maturidade, creio eu, o artista é criativo porque isso lhe é o viver. É assim, canto porque o pássaro canta. Se faço uma pintura é porque sonho, se traço uma mandala é porque o mundo ao meu redor precisa de ordem, como a ordem interna.
Assim é com narciso. Você conhece a história, não é?
Se não, vou resumir como me aprece (apraise), vou só recontar como me encanta.
- Narciso era muito bonito e todos o invejavam-amavam.
- Um dia ele caminhava por um bosque e encontrou uma ninfa, chamada Eco.
- Eco não suportou que narciso não a quisesse e lhe atraiu para um lago.
- Lá, narciso olhou sua imagem se apaixonou. E alí morreu.
Onde narciso morreu nasceu uma flor, que conhecemos. O que poucos sabem é que de narciso, narké, vem também a palavra narcótico. Tudo que vicia em nós mesmos, sejam nossas imagens, nossas fotos, nossos perfis virtuais, nosso estilo de vida. Tudo que não morre, mata.
Assim, cada flor que morre, é a lembrança da nossa finitude beleza, da nossa imagem que não se suporta, da nossa fragilidade infinita.
Tenho convivido com tantos artistas iluminados. De verdade, gente que brilha ao se reparar, ao se olhar atentamente. E de tanto brilho pra fora, tanta, tanta escuridão pra dentro.
Não parece óbvio isso, na vida das pessoas imagem, das “personalidades”, alguém de verdade queira uma vida como a do outro ao invés da sua própria, seu prórprio gosto, seu próprio sal, seu próprio saber, seu próprio sabor.
Imagem e semelhança. Ator e plateia, imagem e objeto, sujeito e por fim o mundo, não dual.
Me lembrei de Alice através do espelho. Quando vamos atravessar o espelho de nós mesmos, perceber que estamos num grande salão de espelhos e ver além da matrix?
Qual o custo disso, de atravessar o espelho? Saber que agora e sempre, você vai querer mais do que qualquer outra coisa, ajudar tantos e tantos outros a atraversar seus espelhos.
O narcisimos do outro se torna um narcismo de si que é o narcismo do outro que o reflexo que é a morte que é a imortalidade florescente!
Sem torpor, sem temor, sem espetáculo, se expectativa, sem espera, não um, não dois.
“Um lindo jardim…
Para deus em nós vir pousar…
Para deus conosco brincar.”
Game is over.
Quando o cuidar é uma arte e o amor um arte-fício
12/05/10
Quando o cuidar é uma arte e o amor um arte-fício
Uma das coisas mais complexas na vida do terapeuta é conseguir separar as funções terapeuticas da outras funções do viver. Considerando, claro que a vida tem funções bem estabelecidas e que podemos discernir ou mesmo atuar, no palco na nossa existência nesses papeis. Mas tudo indica que sim.
E o papel de um terapeuta, ou melhor de um psicoterapeuta é refletir junto ao paciente a ciência de si. Do self. Nem que pra isso o amor ser apenas um arte-fício.
Hoje eu acordei às três da manhã sentindo as usuais correntes de energia pelo meu corpo depois de muito elaborar sentimentos e sofrimentos meus e os que estão ao “aredor” e registro aqui pra fazer uma sintese desse tema tão raro.
Porque o pepel de psicoterapeuta é raro. Porque o terapeuta é um anti-papel. Ele é o papel que reflete o ator, que o escuta, o escuta atentamento para além de todas as máscaras, de todas a aparências, é alguém que vê profundamente o outro. Quando isso não acontece e escutamos com uma escuta, contaminada de preconceitos, de opiniões de si, não podemos encontrar espaço suficiente, abrir espaço suficente para o outro poder se rever.
Assim, carregar o título de um psicólogo é realmente uma tarefa árdua. O psicólogo não é filho, não é pai, não é amigo, não é médico, não é amante, não é irmão, não é…, não é… não é… pra poder ser no teatro da vida, todas essas coisas para o sujeito da terapia, o cliente.
Mas, cuidando do mundo, e já sabemos que nascemos e somos essencialmente seres de cuidado, como não cuidar de quem amamos e queremos bem? Impossível.
Assim, preservar a posição da transferência é muito importante, é talvez a mais difícil e a mais necessária posição que precisamos, os terapeutas, aprender a cultivar porque á mais necessária posição no mundo, exatamente porque é tão difícil e tão rara.
Eu nunca fiquei com uma paciente minha, mas já fiquei com uma terapeuta certa vez. Claro que a terapia que ia muito bem acabou. E embora eu ache que na prática de acupunra isso é perfeitamente normal, cultivar a amizade, afetos e ainda assim ajudar o qi a circular livemte, na prática de psicoterapia isso não acontece.
Como eu disso, terapeuta não é amigo e não tem que ser. Se você imagina isso, ou se isso acontece, pronto, não temos mais terapia, temos conversa com amigo que também é muito bom, mas não tem o potencial a nos ajudar tanto.
Assim, escrevo pra marcar algumas coisas importante na prática clínica.
Se alguém precisa de terapia, não lhe ofereça amizade, mesmo que isso seja o que você quer.
Se um amigo precisa de terapia, lhe indique sempre alguém que você confia, se é que você conhece uma dessas pessoas raras capaz de ajudar os outros
Encaminhar um paciente pra outra pessoa é tão ou mais responsabilidade do que cuidar da pessoa em si. Eu já errei nesse caminho e não quero errar mais.
Por fim, meu último mandamento aos terapeutas.
O maior e mais verdadeira forma de amar é sempre a que se orienta ao outro e a maior forma de se orientar com o outro é na terapia. Então, amar verdadeiramente não é se encantar pelas paixões de eros, amar é não=estar lá para amizade, não estar lá para o amor, não estar lá….
Para que o outro possa vir ver verdadeiradamente a vida.
Hoje eu escutei assim:
E eu?
Dessas pessoas que amam e cuidam demais que não precisa de mais um amigo, precisa de terapeuta que infelizmente estava lá quando não precisava.
Escrito pra mim,
que te
amaria.
Abundância e escassez e o sentido da falta
14/02/10
Outro dia eu disse num curso desses que deveria ser gravado, pois tem momentos que você fala coisas que realmente deveriam ser registradas. Há quem chame de inspiração, há quem chame de solidão.
Bem, o que eu disse nesse curso, que desde então me parece cada vez mais fazer sentido é que: SÓ HÁ CONFLITO ONDE HÁ ESCASSEZ. Tá, tudo bem, qualquer um com uma mínima noção de economia sabe disso.
Mas aí, vemos duas crianças discutindo, como eu vi ontem. Ela entrava no quarto chorando porque não deram o biscoito pra ela. Havia outras tantas caixas de biscoitos disponíveis, havia bastante, só que perceber isso, acabaria com a graça da escacess. Porque é na escassez que podemos viver a nossa dimensão especial, pois aquilo que é raro, mais raro ainda faz de nós.
Anos atrás, eu tinha um professor de pintura, ele ganhara muito dinheiro com a genialidade dos seus quadros, mas depois de se decepcionar com os seus então aliados, ele decidiu ir morar num “barraco” como ele mesmo definia. Foi ali, que depois de mais de uma década eu o reencontrei. Ele pintava os quadros mais lindos, como esse:

E também pintava as portas, pintava as paredes como se fossem mármores, e as portas como se fossem colunas de um templo dourado e celestial. Ali vinham os colibris se alimentar nos grãos despejados sobre seu chapeu.

Passei ali muitas e muitas tardes, como tinha sido aluno dele na infância e sempre partilhavamos conversas sobre as práticas espirituais, sempre me animava sua disposição pra superar as dificuldades. De transformar com a arte tudo ao seu redor.
Eu compreendia profundamente o que ele estava escolhendo passar, e via isso como um processo muito natural. Claro, num natal, não aguentei e levei lhe uma cesta de natal cheia de coisas boas, ele ficou também com minha máquina de lavar e as flores do jardim da minha casa na cinco de julho onde funcionou minha primeira clínica.
Saudades desse tempo de profunda abundância e de felicidade, minhas tintas todas se foram, pitávamos com o que tinhamos, paredes.

Ouvíamos músicas envagélicas pois eram as únicas que sintonizavam bem, bebiamos água com luzes do sol. Pois era preciso colorir as águas com a imaginação pra receber os seus sabores aparenetemente insípidos.
Esse amigo teve dois grandes impactos na minha vida. Na juventude me ensinou a brincar com luzes e sombras. Até hoje eu me lembro da minha primeira aula de pintura, na quinta série. Eu tinha que desenhar uma esfera de isopor e fazer ela parecer uma esfera espacial. E não é que eu tinha jeito para o negócio. Passei aulas e aulas praticando perspectiva, acho que foi o que mais aprendi naqueles anos que alto demais sentava no fundo das salas de aulas com 50 alunos.

Saudades desse tempo.
O que ficou, sei lá, meu gosto pelas imagens, não tenho muito tempo pra pintar pq hoje é tudo tão instantâneo, que acompanhar as semanas, as vezes meses que me levam a pintar um quadro não dá mais tempo. Vamos como podemos com photoshop mesmo.
Mas quem sabe um dia eu redescubro o prazer pelas texturas na tela e pela mistura das tintas. Das lições fundamentais sobre a luz e a sombra a profundidade e a perspetiva.
Outra lição importante que ele me ensinou recentemente é jamais vender sua arte, jamais vender seu espírito. Eu sei, nem todo artista precisa ser santo, e confesso que minha vocação ascética não é assim tão grande.
De qualquer forma, a escassez é muito melhor que a abundância, muito mais produtiva, muito mais criativa, multipla. Embora existam e as mais nobres motivações humanas são mesmo motivações de transbordamento, como o amor, a amizade e o bem-quere. O que nos move no dia-a-dia com muito mais força é mesmo a escassez. Astrologicamente é saturno, enforcando e nos deixando esperimentar nossos limites que se contrapões a força de Jupiter.
Eu e saturno somos velhos amigos, meu ascendente em capricórnio fez dele o regente do meu mapa. E sinto cada transito dele com muita força e com profundas transformações e esse é um momento assim, mesmo sendo carnaval.
O que eu queria dizer afinal é simples assim: Viva a plenitude e viva a escasses, viva o yin e viva o yang, viva o belo e o feio, viva o homem e a mulher, viva toda a manifestação e sua multiplicidade todos os tons, todas as cores, todas as nuances, todo o espéctro da alma e das emoções.
Então, se você só tem um chocolate, guarde-o, para que no momento mais precioso, você possa saber o seu verdadeiro sabor.
Assim também, se você tem um amor, guarde-o, para que num momento de bem-aventurança ele possa se abrir, como uma flor na sua alma.
Uma elegia aos transitos de saturno pela vênus e pelo meio do céu. Triste, moral e lamentoso, mas pare inspirar guerreiros na batalha a contemplar a finitude e a falta.
Hahahah, risos!
ps. que título mais psicanalítico e retrô!
E essa pintada na parede era minha companheira na época, saudades também e bençãos sempre!
Arte e Relacionamento – no palco da existência e o teatro do(s ex)tremos
27/12/09
O que te faz tremer? Perguntava Campbell, o autor do herói de mil faces. O que te faz tremer? Recentemente, depois de alguns meses de profunda meditação vivi e sigo vivendo um relacionamento incrível. Talvez seja saturno passando e e “revoando” pela minha vênus, uma consideração astrológica.
Não foi algo público, foi secreto, como um acontecimento interno, como algo que não se partilhe e mesmo que vê de fora não entende. Isso Freud nunca conseguiu entender entender, porque o ego em busca de estrutura não suporta a arte, não suporta os extremos da alma humana e não percebe que a menos que seja você um ator se na sua vida afetiva não tiver arte, não tiver expressão e fluxo de vida, rompantes de extremos que te fazem querer largar tudo, que te colocam de joelhos como indicam os chineses.
Vou fazer uma pausa, pra explicar 爱 o ideograma chinês de amor. Ele tem um teto de um templo, sobre um 心 coração e um homem de joelhos. Assim, o amor é uma força que desce sobre o templo do coração e coloca os homens de joelhos. Poético não? Sintese dessa dimensão artística da relação amorosa, seja com o divino, seja com o outro que no fundo são a mesma coisa, luz.
A história que revivi com minha amante realmente eletrizou a minha vida. Foi tão intensa que abalou todas as áreas da vida, trabalho, relacionamentos com amigos, familiáres, pacientes, enfim, são aquelas pessoas que passam pela vida e exatamente porque não podem ficar te transformam tanto e em tão pouco tempo.
Podemos separar pelo menos 3 funções das relações sexuais. Veja bem, se você tem questões terapeuticas pra resolver com sua sexualidade, seu corpo e seu prazer, procure um terapeuta freudiano, reichiano sejam lá de que ordem forem as questões. Por exemplo, se vc tem dúvida se é amado ou não e precisa ouvir isso pra encontrar sentido na sua relação precisa de um terapeuta. E terapia é ótimo, mas não é arte e essa mistura pode ser positiva ou não.
Outra coisa diferente é você fazer da arte a sua relação e da vida arte. Assim, yoga e práticas sexuais e amorosas numa relação ganham uma outra dimensão, que foi o que vivi. Extremos teatrais (com suas funções transformadoras, mas não terapeuticas), porque não estávamos preocupados em cuidar e dar acolhimento sempre, mas fundamentalmente ir ao encontro da vida que flui em nós. E quando as demandas terapeuticas são muitas certamente uma coisa pode atrapalhar a outra.
O brilho, a alegria o amor nessas condições “artísticas” são extremos e muitas vezes insuportável para quem está ao redor. Assim como qualquer “extressão artística” não é pra todo mundo. Não é todo mundo que quer levar arte para sua vida sexual e assim para toda a sua vida. Mas como quem pinta um quadro, ou quem dança, as emoções, as paixões, as intensidades é que nos provoca. Menos que isso é perder o contato com a fonte de nossa criatividade.
Tenho aprendido, nas fogueiras da paixão, a cultivar o fogo interior. Não são as imagens dançantes fora de mim que me movem, mas o fogo que brilha e pode irradiar ao redor. Em suma, habitar ao mesmo tempo quem percebe e observa todo o manifesto (masculino) como brilhar no meu coração e perceber os movimentos e dinâmica desse fogo (feminino). Eis o caminho de integração que percorri nos últimos tempos, e talvez se ler os últimos artigos possa entender um pouco mais.
Eu encontrei uma deusa, não sabia se o encontro era com a minha alma ou com uma deidade, e realmente tudo mudou. Minha Anima, minha alma agora dança na fogueira no centro do mundo, na clareira do meu coração e já não se tem nada a perder, o fogo já não pode te queimar, se você já é luz e irradia tudo ao seu redor. O mais que ardeu e queimou é o que precisava convertido nas cinzas do shiva nataraja, o “destruidor de ilusões”.
Transforme sua vida em arte, assim como aprender a cantar ou tocar um violão, experimente graves e agudos, altos e baixos e componha uma sinfonia, cante, cante, cante… “quem sabe a sua canção acalme a fera que espera devorar o pássaro”.
Uma ode ao psicodrama da existência ou ao cosmodrama da vida.
Mas terapia é terapia, arte é arte, na vida há espaço para tudo.
Terapia acolhe, arte/yoga liberta e flui e as práticas espirituais te lembram que somos todos luz.
Então, brilhe, flua e acolha com compaixão tudo o tempo todo!
HA-(mo-re)amo a re
Mar Rio
25-dez-2009
O nível turquesa
23/11/09

“A divindade é uma esfera cujo centro está em toda parte e a circunferência em parte alguma.”
Upanishades
Vou tentar descrever minha percepção do nível turquesa de consciência. Embore em geral eu me sinta bem amarelo e integrado em vários aspéctos da vida e claro, outros não . Como em todas as mudanças de níveis de consciência a mudança do amarelo para o turquesa são muitas e vou tentar destacar algumas tal como as percebo.
Como todos os níveis da espiral as estruturas anteriores tem que ser TRANSCENDIDAS E INCLUÍDAS, assim sendo. os principais problemas do nível amarelo que é o excesso de estruturas inclusivas no pensamento precisam ser transcendidos.
O amarelo é o último nível que vai operar com conceitos de desigualdade. Parece uma grande conquista realmente rever níveis, linhas, quadrantes e tudo mais que o pensamento integral permite, mas como toda estrutura também vai ser transcendida pelo nível turquesa para um nível transracional intuitivo.
No nível turquesa, todo o espaço se torna perpectiva, tudo se torna ponto de vista equidistante de qualquer objeto e qualquer objeto se torna sujeito de todos os demais. A fusão entre sujeito e objeto, a não dualidade agora não se percebe apenas como experiência mental mas como experiência imediata no mundo.
Redes e teias de energias-pensamentos-karma, nexos de sentimentos, ondas, qi, forças, campos, teias, redes, links entre todas as coisas começam a se tornar realidades sensíveis e um uma nova experiência para nomear essas novas realidades que emergem e se difereciam precisam ser construídas.
Novas pelavras e conceitos precisam ser construídos para que possamos falar de todos esses níveis seguintes e não temos ainda uma realidade consensual desses níveis para que possam ser assim facilmente comunicados.
Então, para as relações afetivas, para as ligações entre as pessoas essa experiência no campo sutil se torna uma percepção sensorial muito mais ampla, podemos tocar, ver e sentir esses níveis energéticos, assim chamados por falta de um nome melhor.
O mais impressionamente mesmo e por isso um nível inferior sempre resiste ao nível superior é que toda a estrutura mental que sustenta o nível amarelo tem que ruir para que o nível turquesa possa se manifestar.
Ai, ai, boa sorte pra nós. Eu apavoro de pensar em tanto tempo lendo e tentando entender tudo e ainda restam entender as questões básicas da vida. Quem somos nós? Quem nos criou, quem criou o criador (se é que existe um), quem deu início a esse grande jogo cósmico e porque? É tudo lindo demais, tudo maravilhoso demais, mas ainda estamos apenas navegando no grande oceano de sentidos celestiais e terrestres.
Viva o grande globo azul turquesa, viva as teias de luz que envolvem toda a vida na terra, viva todos os pensamentos harmoniosos, viva o amor, viva a dança e viva as crianças.
Mais sobre o nível turquesa e a dinâmica da espiral.










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