ACUPUNTURA NA CURA DO MEDO DA ACUPUNTURA

QUEM TEM MEDO DA ACUPUNTURA?

O acupunturista está numa posição de enorme desvantagem social. Sua profissão não é reconhecida e sua prática é fatiada como se fosse uma especialidade por diversas profissões que disputam um certo mercado de forma irracional e desmedida.

Recentemente uma aluna trouxe uma fala que ouviu há 10 anos de um médico que praticava acupuntura, certamente há pouco tempo, pois há 10 anos atrás a acupuntura acabara de ser aprovada como prática médica depois de tantos anos proibida. Mesmo assim, ele disse para esta aluna, que é fisioterapeuta, que achava que só os médicos deveriam praticar acupuntura porque se o paciente estivesse com um câncer e a acupuntura “retirasse a dor” do câncer ele não teria como ser identificado. Talvez ele soubesse que câncer é uma das mais silenciosas doenças e quando ele oferece dor é quando um outro tecido está sendo invadido e já está em grau avançado, possivelmente com metástase, talvez nem isso soubesse e estava de má-fé, brincando com a ingenuidade das pessoas que é prática comum para desestimular a concorrência. Mas vamos aceitar o argumento em outros fundamentos para compreender mais do que contra-argumentar a burrice alheia que seria muito mais fácil mas perderíamos a lição.

Este argumento é justo se considerarmos a quantidade de pessoas que no Brasil se relaciona com a saúde de forma mítica; as que vão pras igrejas pentecostais e são hipnotizadas para cura de suas doenças, o que muitas vezes não acontece. Mas não é assim que praticamos e ensinamos acupuntura. O papel do cuidado, o papel das terapias alternativas não é diagnosticar e tratar doenças. Este é o papel legal do médico. Imputar esta responsabilidade quando muitas vezes os mais avançados exames do mundo não conseguem resultado é tirar uma das maiores sombras da medicina que não encara a indústria farmacêutica e alimentícia no tratamento real do câncer. Para provar isto basta ver que o câncer em mais de meio século quando as estatísticas começaram a se a,ampliar simplesmente não diminuiu a sua incidência na população. Diferente da malária que teve o prêmio nobel de medicina dada a uma pesquisadora de medicina chinesa em 2015, câncer mata cada vez mais independente de qualquer avançado da medicina e mesmo tendo se tornado o carro chefe da indústria do complexo médico hospitalar.

Sendo psicólogo e tendo estudado farmácia, não posso deixar de apontar para essa verdadeira sombra da medicina, apesar dos esforços e avanços em tecnologia, os resultados da oncologia não implicam numa diminuição da incidência dos diversos cânceres, porque na verdade não é uma doença só, são várias. E na verdade, praticamente todo mundo que está lendo esse texto tem células de câncer no corpo, a diferença fundamental está entre quem vai conseguir se defender imunitariamente e quem não vai.

Isso não escusa qualquer profissional da saúde, ou qualquer cuidador de poder estar atento à saúde do paciente como um todo, e não escusa também as pessoas no seu quotidiano de cuidarem de fazer seus exames preventivos de câncer de colo de útero ou intestino nos momentos previstos pelos consensos.

Este tipo de questionamento portanto é uma pegadinha de atribuições. Pois se você diz que o terapeuta é responsável, você o imputa o exercício ilegal da medicina, e se você diz que o médico é o responsável você retira a responsabilidade do sujeito, sua autonomia e a possibilidade de qualquer outro agente de saúde de praticar suas terapias ou exercer sua profissão.

Portanto a reflexão deve ser invertida e a pergunta correta seria retirando da sombra o verdadeiro medo do profissional da medicina:

É possível ao praticante de medicina chinesa notadamente o acupunturista prevenir e tratar câncer?

Acupuntura já é usada comumente no tratamento de “efeitos colaterais” dos tratamentos convencionais para câncer. Centenas de artigos estão escritos com citações nos principais jornais do mundo já indicam acupuntura para os enjoos e dores do tratamento com quimioterapia.

Outro dado são as pesquisas do professor Fuda em Taiwan que trata câncer, principalmente nos primeiros estágios, com acupuntura. É importante entender que acupuntura não trata câncer, mas ao aumentar as defesas do sistema imune contra o câncer, ela reestabelece a capacidade do corpo de se tratar.

Acupuntura promove saúde, não trata doenças.

Além disso, no ano passado, num congresso internacional que participei, conversei com um estudante de Taiwan que estudava apenas oncologia numa faculdade de nível superior apenas de oncologia, uma graduação de oncologia e ele me falava dos resultados com acupuntura.

Muitos dos dados de acupuntura também apontam para os benefícios claros no sentido de tratar com acupuntura logo depois de um procedimento cirúrgico prevenindo remissão e metástase.

Retomando, o tratamento com terapias alternativas poderia portanto fazer com que o diagnóstico de câncer ficasse mais difícil, certo? Errado. Por que uma pergunta interessada na saúde dos pacientes, deveria ser quantos pacientes tem câncer diagnosticado porque foram visitar um acupunturista?

Aqui mesmo no Brasil, a minha colega Roberta Blanco, fundadora do Sindicato de Acupuntura e hoje presidente do Conselho Autorregulamentador do Rio de Janeiro, tem um trabalho publicado em sua pesquisa na UNICAMP exatamente sobre isso. Em seu trabalho ela fala da importância dos acupunturistas serem capazes de fazer prevenção de câncer bucal porque se dedicam quotidianamente a olhar e examinar a língua dos seus pacientes em todos os ângulos.

O mesmo pode se dizer para os praticantes de acupuntura japonesa, uma vez que a prática desse estilo tem como procedimento de rotina o exame do Hara, através da palpação permanente do abdome em busca de massas ou endurações que devem ser dissolvidas. Caso não desapareçam imediatamente após os procedimentos previstos, podem também indicar a presença de algum câncer e embora não tenha acontecido com minha prática, diversos miomas e outas massas abdominais são quotidianamente resolvidas com acupuntura que tem na suas respostas de regulação hormonal e de saúde da mulher um dos seus carros chefes internacionalmente.

Agora a resposta: Pode o acupunturista em suas práticas de cuidado, ajudar a prevenir o câncer através das suas metodologias de diagnóstico de desarmonia? Pode o praticante trazer consciência para dores abdominais, massas e descolorações na orelha, língua e pés, já que sempre está a examinar o corpo como um todo e comumente suas práticas incluem massagem e outras formas de toque?

A resposta demonstradamente é SIM.

Ainda resta a pergunta, poderia a pessoa apenas com tratamentos alternativos se curar de câncer? Isso não é uma afirmativa que eu possa fazer diante da legislação brasileira. Os únicos tratamentos aceitos são quimioterapia, radioterapia e cirurgia e desses, 2 são cancerígenos. A famosa fosfoetanolamina, continua proibida e as pessoas só acessam com medidas judiciais mas os relatos de médicos e pacientes a seu favor é cada vez maior.

Gostaria de relatar um caso. Uma ex-aluna me escreveu não faz muito tempo e quero compartilhar com vocês para impedir que as crenças, o medo e as limitações da medicina impeçam as pessoas diante do sofrimento de buscar as informações mais atualizadas e os resultados reais dos pacientes, familiares e profissionais.

Esta ex-aluna é profissional da saúde e me escreveu esta mensagem.

 

 

About The Author

Mario Fialho

Mário Fialho é pai do Miguel Luz, professor na multiversidade, clínica e escola em Niterói. Vive dedicado a escrever, ensinar e a cuidar de tudo que é bom, belo e verdadeiro com simplicidade. E agradece a sua visita.

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